<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654</id><updated>2012-02-05T17:18:09.184-02:00</updated><category term='sociedade'/><category term='crescimento'/><category term='verão'/><category term='evolução'/><category term='contradições'/><category term='1955'/><category term='verbo'/><category term='socidade'/><category term='System of a Down'/><category term='mente aberta'/><category term='carros'/><category term='arquitetura'/><category term='personalidade'/><category term='sentimentos'/><category term='inteligência'/><category term='humanidade'/><category term='família'/><category term='crianças'/><category term='arte'/><category term='psicologia'/><category term='2012'/><category term='Fantasma da Ópera'/><category term='política'/><category term='amadurecimento'/><category term='ditadura'/><category term='anos dourados'/><category term='juízo'/><category term='cultura'/><category term='tristeza'/><category term='engenharia genética'/><category term='inception'/><category term='filosofia'/><category term='coragem'/><category term='estupidez'/><category term='conceitos'/><category term='Aerials'/><category term='amigos'/><category term='encontros'/><category term='humanos'/><category term='viagem'/><category term='High School Musical'/><category term='fim de ano'/><category term='Crepúsculo'/><category term='2010'/><category term='amor'/><category term='sociedade atual'/><category term='admirável mundo novo'/><category term='pessoas'/><category term='Dibs'/><category term='adolescentes'/><category term='desencontros'/><category term='carta'/><category term='identidade'/><category term='suspense'/><category term='integridade'/><category term='Como me Tornei estúpido'/><category term='fenômeno adolescente'/><category term='ser'/><category term='suspese'/><title type='text'>In Omnia Paratus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>169</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8653619602306596916</id><published>2012-01-12T23:55:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T23:55:39.079-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><title type='text'>por uma vida musical</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Enrolada no meu cobertor, tomando um chá e ouvindo clássicos de jazz, eu praguejo mentalmente sobre como eu queria ter nascido em outra época.&amp;nbsp;Na época em que ainda se dançava, a música ainda era feita com instrumentos e que o mundo ainda girava devagar. Penso sobre como eu me encontro num momento descompassado e sem ritmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Eu queria que minha vida fosse perfeitamente compassada e doce feito uma valsa, segura, estável e feliz. Queria aprender a acertar os tempos quando minha vida alterna de um &lt;i&gt;adagio&lt;/i&gt; para um &lt;i&gt;vivace&lt;/i&gt;. Queria que minha vida fosse mais Debussy e menos Béla Bartók. Queria que os acontecimentos da minha vida fossem mais &lt;i&gt;legatos&lt;/i&gt; do que &lt;i&gt;stacattos&lt;/i&gt;. Queria que minha vida parasse de combinar tanto com músicas de Édith Piaf. Queria que as coisas boas tivessem a duração de uma breve, e não de uma semifusa.Queria me livrar dessas constantes barras de repetição, quero mudar de movimento, e quero viver menos no &lt;i&gt;pianissimo&lt;/i&gt; e mais no &lt;i&gt;fortissimo&lt;/i&gt;. E o mais importante, eu queria que minha vida fosse regida por um maestro profissional, experiente e expressivo, e não por uma menina tonta que não sabe nem o que quer almoçar no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8653619602306596916?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8653619602306596916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8653619602306596916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8653619602306596916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8653619602306596916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/por-uma-vida-musical.html' title='por uma vida musical'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2949547383080304981</id><published>2012-01-06T12:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T12:04:02.651-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Day 5 — Your dreams</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oi, sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês me dão muito trabalho, sabe... vocês vão longe, longe demais, tão longe a ponto de eu perdê-los de vista e desistir pra sempre de reencontrá-los... eu só queria que vocês se definissem, que ficassem aqui perto de mim e perto do chão, e que parassem de mudar tanto de tonalidade e intensidade. É difícil escolher o que eu quero pra mim, pra minha vida e pra minha carreira se vocês não se definem também, entendem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que o que eu mais queria era poder seguir todos, mas alguns de vocês estão tão altos que minhas tentativas de segui-los acabaria na cena ridícula de uma menina sonsa pulando em vão pra tentar alcançar algo que só se distancia dela. Miserável. Então, olhem, eu fico realmente triste e ter de lhes dizer isso, mas eu só posso ficar com um por vez; o resto de vocês deverá ficar numa prateleira, quietos, até que eu tenha capacidade e força suficientes para realizá-los. Eu sei, isso é triste, e eu, de todas as pessoas no mundo, sou a que mais quer realizar todos de uma vez, conseguir tudo de uma vez, com certo prazo, aliás. Mas era preciso - é preciso - tomar uma boa dose de Realidade de vez em quando (não sempre, não todos os dias, pois corre-se o risco de a vida se tornar chata, monótona e insuportável).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns de vocês foram abandonados há tempos, alguns são novos, alguns nasceram num dia e morreram no dia seguinte, e são poucos que sobreviveram/resistiram a todos os tipos de provações e decepções que eu já vivi. Alguns de vocês são extremamente realistas, alguns são vergonhosamente materialistas, alguns são ridiculamente adolescentes e alguns são tão corajosos e ambiciosos que fazem-me refletir de onde eles saíram. Alguns de vocês são expectativas e planos que moldam uma futura Bruna, um futuro marido, uma futura família, uma futura casa, um futuro emprego... e alguns de vocês vão mais longe e querem que eu entre para a história, de alguma forma (boa)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que eu realmente quero dizer é: obrigada por existirem. Obrigada por darem sentido à minha existência; sem vocês eu provavelmente estaria num poço de descrença e melancolia. Por mais que alguns de vocês me façam perceber o quão insignificante eu sou na esfera macro - mundial -, outros me mostram que a esfera micro também merece atenção, e que toda contribuição para a melhoria dessa esfera é válida. Muitos de vocês me fizeram questionar acerca dos meus valores e da minha &amp;nbsp;moral; e alguns dos meus momentos de maior amadurecimento são quando eu tenho de repensar meus sonhos e metas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente, obrigada. De verdade. E por favor, não me abandonem nunca, pois vocês fazem grande parte de quem eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bruna.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2949547383080304981?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2949547383080304981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2949547383080304981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2949547383080304981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2949547383080304981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-5-your-dreams.html' title='Day 5 — Your dreams'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-4542979316241769678</id><published>2012-01-03T00:50:00.002-02:00</published><updated>2012-01-03T00:51:20.061-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>not too late</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(pra ser lido com esta música de fundo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=d5E1I-doX88&amp;amp;feature=bf_prev&amp;amp;list=AVGxdCwVVULXfQWFuhoKjKxdml5TQr04gB&amp;amp;lf=list_related&amp;amp;shuffle=59437"&gt;not too late - norah jones&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Kira, você tá bem? eu ainda to acordado, quer que eu vá aí pra sua casa?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Saí de casa, Gui. Minha melhor amiga insistiu demais pra que eu saísse, então eu cedi."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mensagem enviada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram cinco e meia da manhã. Ela por sorte encontrou um café aberto, comprou um capuccino para viagem e saiu vagando pela rua. Loucura andar às cinco e meia da manhã sozinha na Nove de Julho, mas o tempo pedia pra que ela ficasse. Os primeiros raios de sol apareciam no horizonte, e as gotas de orvalho se misturavam com as gotas de chuva ralas que caíam incessantemente. Ela olhou para o termômetro mais próximo. Dezesseis graus. Mas a atmosfera, sem dúvida, era bonita. Poucos momentos do dia são tão bonitos quanto aquele que vêm logo antes do amanhecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma bebida quente pra derreter o coração gelado, congelado, e restaurar suas esperanças já derretidas. O que aconteceu? Mais uma decepção... quando se tem decepções demais você acaba se acostumando, mas ela dessa vez realmente achava que ia ser diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você quer que eu vá aí ficar com você, Ki? To indo trabalhar daqui a pouco, posso sair mais cedo pra tomar café com você."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não, mana, não precisa. Estou bem."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mensagem enviada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, todos eles sempre falam que são diferentes, que vão ser diferentes, e as mulheres que ainda têm alguma pureza, inocência e decência no coração sempre acreditam. Os efeitos de uma decepção se tornam ainda piores quando se é romântica. Aí parece que o seu mundo vai acabar. Sim, mudar é muito difícil, mas primeiramente é preciso assumir que a mudança é necessária. E ele a iludiu, a iludiu durante todo o tempo que a curta relação durou. Mas Kira, por mais que queira deixar transparecer uma força que com certeza existe dentro dela, é frágil. Não fraca, mas frágil. E, sabe, deveria ser um pecado decepcionar pessoas como Kira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As nuvens foram se dissipando, embora ainda chovesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ela continuou andando, respirando aquele ar gelado e eventualmente dando um gole em seu capuccino que não poderia estar mais doce. Ela sabia que eventualmente ia ficar enjoada da bebida justamente por ser doce demais. Será que esse era seu problema? Doçura em excesso? Sim, ela pensou, eu acho que devo começar a ser mais amarga, mais enjoada, vou confiar menos e esperar menos das pessoas, ah, vou. Mas, Kira, se fosse assim tão fácil mudar um caráter tão pueril. Ela começou a sentir frio. Desejou ter pego aquele casaco flanelado que estava pendurado atrás da porta, mas sua cabeça estava em outra órbita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chuva agora mal podia ser sentida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O volume de carros começou a aumentar. Kira parou numa pracinha e sentou-se num dos bancos. Estava molhado, mas ela não ligou. Ela ainda sentia como se seu coração tivesse diminuído de tamanho, como se a capacidade volumétrica do seus pulmões tivesse diminuído, estava difícil de respirar, estava difícil conciliar a respiração com as tentativas falhas de reprimir o choro... é claro que na sua cabeça a única coisa que acontecia era uma discussão entre sua consciência e sua vontade. E é claro que a consciência estava ganhando, e dando uma lição de moral na vontade, e dizendo a Kira que ela precisava deixar de ser estúpida, e que ela agora tinha mais é que levantar a cabeça. A cada gole de café a discussão ia ficando menos intensa, seus nervos começaram a se acalmar. Terminar um relacionamento às quatro da manhã por skype não é fácil, ainda mais quando não foi você quem terminou. Ah, Kira, mas se todos fossem igual a você, o mundo seria melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sol começou a aparecer... o ambiente estava confuso: os raios de sol com certeza mostravam que queriam aparecer e limpar o céu, mas a chuva persistia em ficar ali, e essa bonita indecisão durou tempo suficiente para Kira terminar de tomar seu café.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela estava se levantando quando viu seu melhor amigo, Guilherme, aproximando-se dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu queria te ver, aí recebi sua mensagem falando que você não estava em casa, então vim direto pra cá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como você sabia que eu estaria aqui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque seu café preferido é a alguns quarteirões daqui, e você adora beber café quando está triste. E você me trouxe aqui quando a Aline terminou comigo, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela primeira vez em alguns dias, Kira esboçou um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me dá um abraço, Ki.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chuva parou por insistência dos raios de sol, que finalmente saíram do horizonte e agora iluminavam a cena com força.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-4542979316241769678?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/4542979316241769678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=4542979316241769678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4542979316241769678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4542979316241769678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/not-too-late.html' title='not too late'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-4200651043555996261</id><published>2012-01-02T14:08:00.003-02:00</published><updated>2012-01-02T14:09:08.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Day 27 — The friendliest person you knew for only one day</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Não sei como começar esta carta. Eu nem sei o seu nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Não sei o seu nome, não sei onde você nasceu, o nome dos seus pais, se você tem irmãos, se você já voltou para o Brasil, se sua vida deu certo, se você está feliz ou se você sequer lembra de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Só sei que nosso encontro certamente me marcou. E olha que foi uma grande coincidência, pois eu não devia ter sentado do seu lado, mas como eu não tinha onde sentar, colocaram-me lá. E tudo bem que grande parte da viagem nós nos ignoramos, mas ao ver aquele aviãozinho se aproximando do continente na tela - e você cedendo aos meus pedidos e finalmente abrindo a janelinha - acho que uma luz de animação se acendeu tanto dentro de mim quanto dentro de você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Lembro-me que você devia ter entre vinte e cinco e trinta anos, e que ia para Londres a trabalho e estudo, ficar seis meses. Lembro-me muito bem do brilho fugaz nos seus olhos que traduzia o medo, a excitação, a ansiedade e o terror de estar vivenciando aquilo. Você me disse que nunca tinha ido a Londres e que nunca tinha tido a oportunidade de conversar em inglês com ninguém, mas que a vida era assim, ter de encarar as experiências com os olhos e ouvidos atentos e o coração e a mente abertos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Lembro-me de quando você abriu a janelinha e ficou olhando lá para baixo. Após alguns momentos de intensa observação, você virou e me disse "lindo, né?". E esse "lindo, né?" deve ter sido um dos únicos "lindo, né?" sinceros que eu já ouvi na minha vida, porque dava pra sentir na sua voz que você realmente estava maravilhado, deslumbrado por aquela imensidão de mar e costa, que aquilo era realmente novo e que você estava realmente aproveitando a viagem em que você ia embarcar e que nem tinha começado ainda. Pois esse "lindo, né?" não é um "lindo, né?" que se fala quando se vê um sapato bonito, ou óculos de sol bonito, ou um rapaz bonito; é um "lindo, né?" que se diz quando não se consegue achar outras palavras pra expressar o que se está sentindo então recorre-se para frases populares e encarrega-se a voz de dar todo o sentimentalismo contido naquilo. A voz, o olhar, e a respiração contida antes de dizê-lo. Devo dizer, até aquele momento eu não tinha tido um momento "lindo, né?", mas passei a tê-los frequentemente. Passei a admirar mais a beleza das coisas e a dar mais valor para o que eu tinha e tenho. Afinal, eu estava indo para a Inglaterra pela primeira vez com 15 anos, e aquele moço só conseguiu fazê-lo depois de formado e estando trabalhando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;O avião pousou. Todos começaram a se levantar para pegar suas bagagens de mão. Você me ajudou a pegar a minha (que por sinal devia estar no limite de peso) e quando fomos liberados a sair do avião, olhei para você e disse sinceramente "boa estadia, espero que tudo dê certo", e você respondeu "boa viagem, aproveite".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;E a última vez que eu o vi foi andando de um lado para o outro no aeroporto olhando freneticamente para seu celular, e quando estava no avião para voltar para o Brasil me peguei pensando onde você estava naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Querido estranho, obrigada pelas 12 horas de vôo que passamos juntos e por me fazer rever meus valores do que é lindo e do que precisa ser realmente valorizado. Acho que o mundo ficou mais bonito depois do seu comentário a respeito da costa de Portugal e do mar. Não tenho palavras para lhe agradecer suficientemente, pois se teve algo que tornou minha estadia em Swanage inesquecível foi o fato de eu ter parado para apreciar o pôr-do-sol de cada dia e o mar indo e voltando. E todo dia eu me pegava pensando "lindo, né?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Com carinho,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;A menina que sentou ao seu lado &amp;nbsp;no vôo de ida para Londres no começo de Julho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-4200651043555996261?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/4200651043555996261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=4200651043555996261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4200651043555996261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4200651043555996261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-27-friendliest-person-you-knew-for.html' title='Day 27 — The friendliest person you knew for only one day'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7817383396754134475</id><published>2012-01-01T16:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T16:49:24.066-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2012'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><title type='text'>day 30: your reflection in the mirror</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como posso começar?&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Cara Bruna,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Eu tenho muitas coisas para falar-lhe. Não sei por qual começar. Primeiramente, da última vez que a vi você parecia tão abatida, tão desesperançosa, que com muito esforço contive meu ímpeto de abraçá-la. Eu perguntaria o que aconteceu, mas sei que você simplesmente responderia "a vida; a vida é que aconteceu".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Sei que temos muitos assuntos mal-resolvidos, grande parte de nossos problemas caíram em oblívio, o que permaneceu foi aquele sorriso forçado e a frase dita em um semi-sussurro "está tudo bem". Sei bem que você - assim como eu - é uma criatura absurdamente obstinada, soberba, mas isso tem limite. Veja, todos temos problemas e é perfeitamente aceitável - e saudável - assumi-los e tomar uma atitude para resolvê-los. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Sim, eu sei que seria infinitamente mais fácil esconder-se por trás de uma máscara sociofóbica e antissocial, mas no fundo você é uma alma em agonia desmanchando-se no frio suplicando para que alguém a cubra com seu cobertor de afeto e atenção. Também sei que é mais fácil colocar a culpa na sociedade, nos valores sujos e corrompidos, no vazio niilista e por vezes dadaísta presente nas pessoas, no sistema massacrante capitalista, na mídia e no Jornal Nacional que desinforma... mas este é o comportamento padrão do ser humano: não admitir seus erros e colocar a culpa em outro alguém. Você acha que age muito diferentemente? Pois não age. Em vez de encarar a dor da difícil tentativa (pois ela pode levar a uma mais dolorosa ainda rejeição), você se esconde na conveniente indiferença. O quão patético é isso, Bruna?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Olha, perdão. Eu sei que não sou a pessoa mais amável do mundo, também tenho minhas preguiças sociais, também tenho alergia a futilidade e a ignorância, mas pra isso existe homeopatia. A homeopatia da internet, da psicoterapia, dos professores. Algumas horas com um desses pode servir de tratamento por até uma semana, acredite. E quanto ao borbulhar de ideias acontecendo na sua cabecinha e que você insiste em condensar e negar... deixe-o evaporar. Deixe-o borbulhar, esparramar-se no chão. É uma ótima prevenção contra o inevitável enlouquecimento. Eu tenho dó de você, mas não um dó ruim e sarcástico - um dó sincero, daqueles que fazem todo o ar sair dos seus pulmões só de você pensar no sofrimento da pessoa. E eu realmente quero que você melhore, que você mude, que você consiga tornar esse 2012 pelo menos um pouco melhor do que os dois anos que passaram, porque olha... dentre todas as pessoas que eu conheço, você é uma das poucas que merece, que realmente merece pelo menos um vislumbre do que significa ser feliz. E não digo isso porque, bem, você é meu reflexo, mas porque eu sei de tudo por que você passou, o quanto você é forte, e, bem, isso fez-me gostar bastante de você. Ao mesmo tempo que a acho incrivelmente estúpida, miserável e infeliz por você ser uma peça de quebra-cabeça que não sei encaixa em lugar nenhum, admiro-a justamente por isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Então, enfim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Por favor. Mais surrealismo e menos barroco na sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Com todo o respeito,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Bruna S.F.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7817383396754134475?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7817383396754134475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7817383396754134475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7817383396754134475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7817383396754134475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-30-your-reflection-in-mirror.html' title='day 30: your reflection in the mirror'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6400451993659917180</id><published>2012-01-01T16:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T12:04:43.006-02:00</updated><title type='text'>30 days letter project</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pra me animar a voltar a escrever, decidi fazer isto aqui em Janeiro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;30 days letter project&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 1 — Your Best Friend&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 2 — Your Crush&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 3 — Your parents&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 4 — Your sibling (or closest relative)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-5-your-dreams.html"&gt;&lt;u&gt;&lt;strike&gt;Day 5 — Your dreams&lt;/strike&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 6 — A stranger&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 8 — Your favorite internet friend&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 9 — Someone you wish you could meet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 13 — Someone you wish could forgive you&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 14 — Someone you’ve drifted away from&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 15 — The person you miss the most&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 16 — Someone that’s not in your state/country&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 17 — Someone from your childhood&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 18 — The person that you wish you could be&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 20 — The one that broke your heart the hardest&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 21 — Someone you judged by their first impression&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 22 — Someone you want to give a second chance to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 23 — The last person you kissed&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 24 — The person that gave you your favorite memory&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 25 — The person you know that is going through the worst of times&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 26 — The last person you made a pinky promise to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strike&gt;&lt;a href="http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-27-friendliest-person-you-knew-for.html"&gt;Day 27 — The friendliest person you knew for only one day&lt;/a&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 28 — Someone that changed your life&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Day 29 — The person that you want to tell everything to, but too afraid to&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strike&gt;&lt;a href="http://bruckz.blogspot.com/2012/01/day-30-your-reflection-in-mirror.html"&gt;Day 30 — Your reflection in the mirror&lt;/a&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;...mas não necessariamente nessa ordem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6400451993659917180?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6400451993659917180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6400451993659917180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6400451993659917180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6400451993659917180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2012/01/pra-me-animar-voltar-escrever-decidi.html' title='30 days letter project'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8639887657176140670</id><published>2011-12-28T13:53:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T13:53:03.211-02:00</updated><title type='text'>sobre 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Vejamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Junto a 2004, 2008 e 2010, um dos piores anos da minha vida. Só não sofri do tanto que sofri em 2008 porque passava todos os dias da semana fora e conseguia manter minha mente ocupada com outras questões. Foi o ano em que percebi que a solidão que eu sinto provavelmente não tem cura, só tratamento - que, por sinal, pode ser bastante eficiente e que funciona como um analgésico ou anestésico do problema. Pensei, pensei, e pensei bastante sobre tudo o que me faz sentir sozinha, pensei e repensei se vale a pena continuar viva, questionei por diversas vezes o motivo e o valor da minha existência, entrei em contradição interna outras diversas vezes, percebi que a dualidade que existe dentro de mim é bem maior do que eu pensava, fiquei de luto muito tempo por muitas perdas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;2011 também foi um ano de intensas leituras, reflexões e questionamentos, que trouxeram consigo um doloroso amadurecimento. Muitas brigas e reconciliações. Com o passar do tempo, percebi quem realmente era importante pra mim - e também consegui perceber para quem EU sou importante. Repensei muitas vezes meus valores, minhas atitudes, minhas convicções... abri mão de algumas crenças, questionei minha intolerância e acredito que mudei em muitos aspectos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E aliada a tudo isso, aquela imensa preocupação com o meu futuro e com o vestibular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;All in all, o ano foi uma merda e a única coisa que me anima para continuar viva em 2012 é que não dá pra piorar. (aliás, esta passou a minha filosofia de vida: sempre pode ficar pior, então anime-se com o fato de que qualquer melhora é alguma coisa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E para o que der e vier, IN OMNIA PARATUS. Vou tentar encarar tudo de cabeça erguida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8639887657176140670?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8639887657176140670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8639887657176140670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8639887657176140670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8639887657176140670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/12/sobre-2011.html' title='sobre 2011'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2260292109843956615</id><published>2011-12-19T22:48:00.002-02:00</published><updated>2011-12-19T22:49:21.479-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><title type='text'>náusea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;A náusea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;E tome remédios, faça terapia, entre na mais atualizada rede social. Isso tudo pode mascarar, mas não deleta a náusea. A náusea é um ser superior, que me olha de cima pra baixo, que gosta de me manter sob seu controle, que gosta de me puxar pelo cabelo e impedir-me de fazer qualquer movimento para dela escapar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Quando ela ataca, fico impotente, apática e ao mesmo tempo infeliz. Estranho como fisiologicamente ficamos nauseados quando há um excesso dentro de nós - mas essa náusea psicológica alcança seu pico quando eu estou o mais vazia possível - vazio esse obtido depois de tempos e tempos de dar e não receber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Mas o que ela é? Um cansaço, talvez? Preguiça, desistência sociais? Talvez tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Só sei que ela tem estado aqui há tanto tempo que eu me esqueci o que significa não estar nauseada. Minha velha amiga - &lt;i&gt;inimiga&lt;/i&gt; -, companheira - &lt;i&gt;traiçoeira&lt;/i&gt; -, que definitivamente - &lt;i&gt;definitivamente&lt;/i&gt; - está sempre, sempre aqui. E ela é astuta, quer ocupar todo o espaço dentro de mim, e se passa por consciência, por intuição, por raciocínio lógico. E é claro que todos os seus pseudo-conselhos, toda a sua pseudo-moralidade levavam a um único e óbvio objetivo: manter-me sozinha. e vazia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Mas eu cansei, náusea. Eu cansei de você. Apesar de eu saber que você sempre vai me acompanhar - pois você é um desdobramento de mim mesma - eu decidi usar você contra você mesma. Vou vomitá-la e, com isso, fazer vários remendos nos buracos que você deixou em mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2260292109843956615?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2260292109843956615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2260292109843956615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2260292109843956615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2260292109843956615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/12/nausea.html' title='náusea'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6297745497714473262</id><published>2011-11-23T13:37:00.003-02:00</published><updated>2011-11-23T14:13:25.503-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><title type='text'>solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que isso, essa é a melhor fase da sua vida!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você vai sentir falta de ser adolescente, vai sentir falta do colegial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, definitivamente não vou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, pára com isso. Aproveita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se com "aproveitar" você quer dizer "tornar menos insuportável", eu venho tentando fazê-lo há tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu realmente não gosto da época pela qual estou passando. Não gosto mesmo. Eu não sirvo pra nenhum grupo, não agrado a maioria dos espécimes da minha tenra idade, não gosto das opções de lazer comumente utilizadas e só pra piorar, só pra servir de cereja do sundae, eu assumo tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consequentemente, sinto-me frequentemente - mais frequentemente do que a maioria das pessoas podem pensar - absurdamente sozinha. A maioria pensa que isso é fruto de uma arrogância, de eu achar que não há ninguém "do meu nível", mas não. Eu não sou ignorante e masoquista a ponto de acreditar que ficar sozinha é a melhor das opções. Não sou misantropa. Não sou sociofóbica. Não sou arrogante, pelo sangue de Cristo! Eu só me sinto sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pare você, adolescente muito bem integrado e com uma vida social razoavelmente invejável, como você se sentiria se sentisse vontade de assistir a um filme com alguém e não conseguisse pensar em ninguém, ou não tivesse coragem de pedir pra quem você quer, por medo de ser ridicularizado do tipo "nossa, quem assiste esse tipo de filme?". Pense como é você se sentir constantemente ridicularizado - não diretamente, mas quando alguém tira sarro de algo que é realmente importante pra você, ou que realmente parece lhe fazer sentido, ou que se encaixa perfeitamente à situação pela qual você se encontra passando. Já questionei minha sanidade muitas vezes - um absurdo, pois hoje a sanidade se mede pelo tanto que você se difere do resto, porque este se anula completamente para ser, bem, o resto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense como é ser o único que você conhece a ler os livros que você lê, a assistir aos filmes que você assiste, a gostar das músicas de que você gosta, a pensar nas coisas em que você pensa, a ter os mesmos questionamentos com relação à existência que você tem. Pense como é viver ininterruptamente querendo falar e pensando duas vezes. Pense como é viver com medo de dar sua opinião. E como seres humanos não vivem sozinhos, por mais que eu ame expor minhas opiniões, eu prefiro ficar quieta e ser aceita a me pronunciar e ser excluída - o que, diga-se de passagem, já aconteceu antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho praticado há muito tempo a fabulosa arte da tolerância. E eu me esforço tanto pra gostar dos outros, pra me enxergar nos outros, pra encontrar pontos em comum, e nunca parece ser recíproco. O mundo não me quer. Então eu também queria não querer o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu realmente, realmente queria não ligar pra tudo isso. Eu queria não me importar de ficar sozinha, queria me conformar com o fato de que provavelmente vou ser sozinha pelo resto da minha vida. Eu queria ser capaz de achar que todas as pessoas que eu conheço são sacos de merda ambulantes perdidos no caos da vida, mas eu não consigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tento entendê-las e achar justificativas para seu comportamento abestalhado. Mas ninguém tenta ME entender e dar justificativas para o MEU comportamento. Ninguém, por UM SEGUNDO SEQUER, pára e pensa "mas por que será que ela age assim?". NINGUÉM, antes de me criticar, coloca-se no meu lugar e tenta imaginar como é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu realmente já cansei. Nesse momento, estou preferindo ser apática do que miserável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6297745497714473262?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6297745497714473262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6297745497714473262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6297745497714473262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6297745497714473262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/11/solidao.html' title='solidão'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8094907103491550560</id><published>2011-11-07T13:29:00.002-02:00</published><updated>2011-11-07T14:01:24.262-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><title type='text'>o tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O tempo. O tempo escorrendo pelas minhas mãos, dançando pela superfície de um plano intocável como mercúrio à temperatura ambiente, zombando de minha incapacidade de segurá-lo, achando graça de meu desespero, e, ainda assim, seduzindo-me a ponto de me fazer querer saber qual é a sensação de tê-lo sob controle.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E ele passa. E ele passa e dança, e ele não quer saber se você está preparado para vê-lo dançar ou não, ele simplesmente vai, vai e o abandona como uma amante que deixa seu homem na cama; mas o tempo é frágil. E ele o sabe forçosamente.  E ele teme e respeita aqueles que sabem moldar suas vidas a partir da fragilidade e evanescência dele, ah, sim. E esses indivíduos são aqueles que sabem aproveitar de forma certa a vida, com sapiência, que sabem que tudo tem sua hora, que não tem pressa, que o tempo é que tem que se apressar as pessoas e não as pessoas que têm que apressar o tempo, e que se deve fazer acontecer mais do que deixar acontecer. Porque o tempo zomba, o tempo ri de quem é ingênuo o suficiente pra achar que tudo vai se resolver sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O tempo é que deve se adequar às pessoas, ou as pessoas ao tempo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O tempo é uma entidade que assusta.  Eu às vezes tenho medo de como o tempo vai se comportar - ele será piedoso? compreenderá  minhas necessidades? colaborará para que eu tenha qualidade de vida? ou simplesmente continuará rodando, rodando, de forma assustadora que faz-nos sentir absurdamente impotentes, inconsoláveis? juntamente a esse ritmo de vida moderna, vida essa que nos exige rapidez, fluidez, atualização e movimento constante, constante, constante, r-r-r-r-r-r-r-r-r, como se eu fosse uma máquina que pudesse ser reparada com um simples aperto de brocas e óleo nas engrenagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E enquanto eu dava vazão a todas essas ideias o tempo passou por mim, passou e não deixou marca nenhuma a não ser pela vaga sensação de vazio, de impotência, de ter algo nas mãos mas que o ato de tê-lo nas mãos não me é útil em nada, absolutamente nada, e eu fico aqui, no ta-ta-ta-ta-ta-ta das teclas do teclado sendo apertadas e no z-z-z-z-z-z-zumbido na minha cabeça que constantemente me diz palavras de despedida e de provocação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Devo eu viver como se o tempo fosse acabar amanhã ou como se amanhã o tempo fosse acabar comigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8094907103491550560?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8094907103491550560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8094907103491550560&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8094907103491550560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8094907103491550560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/11/o-tempo.html' title='o tempo'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5821474923162926863</id><published>2011-09-28T20:29:00.002-03:00</published><updated>2011-09-28T21:07:31.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditadura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>(continuação)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Vinte minutos desde o golpe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Ora, ora, ora, Peixoto. &lt;i&gt;Desde quando&lt;/i&gt; você é crente de que a ética não existe?", uma voz zombadora entrou na sala saída da garganta de um homem magro de dentes amarelos. "Você me dava um soco no olho direito toda vez que eu insistia em dizer-lhe isso há trinta e cinco anos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O diretor sentiu seu corpo inteiro enrijecer ao escutar aquela voz que mais parecia um sibilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"As pessoas mudam, Igor. O mundo muda junto com elas. A sociedade brasileira de trinta e cinco anos atrás não sabia o que era ética ou se ela existia porque havia sido privada dela em 1964, quando nem eu nem você tínhamos idade o suficiente para saber o que significava um golpe daqueles!", e o ponto de exclamação da frase foi demarcado por o diretor levantar-se da mesa e tentar, em vão, servir-se de café.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Droga de café...", ele resmungou baixo, enquanto constatava que não havia mais café na garrafa térmica. Suas mãos tremiam de abstinência. "Sônia, me faz café! Cadê a Sônia? &lt;i&gt;Cadê o cara da papelada???!&lt;/i&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"O que é isso, Peixoto? Não fique tão nervoso! Sua horda de pseudo-cultos, pseudo-jornalistas e pseudo-democratas precisa de você para guiá-la por esse túnel escuro que o Brasil acabou de se tornar..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Igor, só porque você se vendeu para a política e se tornou um homem sem escrúpulos e rico não significa que eu o inveje por isso.". Peixoto  foi caminhando até o homem, abriu a porta e apontou para fora. "E essa é uma reunião particular. &lt;i&gt; Saia.&lt;/i&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Igor por um instante pareceu abalado pela atitude firme de Peixoto, mas apenas lançou-lhe um olhar frio e se retirou. Peixoto pensou ter ouvido algo do tipo "eu tenho amigos no governo", mas deixou essa vaga frase sublimar-se de sua mente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pouco depois de a porta fechar-se para Igor, ela se abriu novamente. Uma mulher entrou, com os óculos tortos no rosto e pastas na mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Sônia, &lt;i&gt;cadê o cara da papelada&lt;/i&gt; e cadê o café?!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A mulher respirou fundo e saiu, fechando a porta novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"É isso, diretor!", uma voz difundida na massa de pessoas ali começou. "Em vez de falar diretamente do regime, o que nos traria o risco da censura, poderíamos falar de portas que se abrem e portas que se fecham nesse novo sistema. Como uma lista de prós e contras mais metafórica, e em vez de colocar o texto como uma reportagem comum, colocamos no espaço de editorial. Assim, estamos, mas não estamos reportando sobre o golpe."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Mais uma vez, desencadeou-se uma onda de vozes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Isso é absurdamente covarde"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"É a nossa única escolha"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Metáforas? Num país com uma porcentagem absurda de analfabetos funcionais?!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"É muito presunçoso, além do mais, quem lê o editorial?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Manifestos na forma de folhetins!".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Todos se calaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"Sim, folhetins. O jornal será composto de todos os seus cadernos habituais, mas na segunda página colocaremos o início de nosso manifesto - que será composto de nossa opinião a respeito do golpe com realismo - e todos os dias, ou toda semana, desenvolveremos o tema na forma de um romance. Se atingir massas é uma preocupação", ela continuou, ao ver pessoas tomando fôlego para protestar, "alternaremos com relação à dificuldade do texto. Complexidade moral semana sim, semana não. O que acham?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Peixoto tentava conter o tremor das mãos. Ele estava prestes a se manifestar quando a porta foi novamente aberta. Um homem parecendo confuso, de olhos bem azuis, segurando uma maleta semi-aberta, foi empurrado para dentro, atrás dele entrou bufando Sônia, que já não usava mais seus óculos e parecia muito nervosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"&lt;i&gt;Aqui está&lt;/i&gt; o cara da papelada, Peixoto! E eu não sou garçonete para trazer-lhe café!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5821474923162926863?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5821474923162926863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5821474923162926863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5821474923162926863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5821474923162926863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/09/continuacao.html' title='(continuação)'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-3623523105456852433</id><published>2011-09-17T10:28:00.005-03:00</published><updated>2011-09-17T11:17:28.624-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditadura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>o Jornal do Povo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Havia gente em demasia na sala. Cinco pessoas por metro quadrado no mínimo, considerando que uma mesa gigante ocupava praticamente um terço da sala, e que quem não tinha onde se sentar devia permanecer de pé, ou na ponta do mesmo,  pois aquela era uma reunião extraordinária que mudaria o destino daquela empresa. Sim, pois o Jornal do Povo deixara de ser d'O Povo havia muito tempo - pelo menos desde que deixou de ser estatal e foi comprado por um milionário dono de alguns milhares de hectares de plantação de soja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Muito bem, muito bem - o homem sentado a uma das pontas da mesa começou. Fracassado em su tentativa de instaurar o silêncio, recomeçou, dessa vez mais alto e agressivamente: - &lt;i&gt;Muito bem&lt;/i&gt;, senhoras e senhores! Creio que todos aqui saibam o motivo dessa reunião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ele fez uma pausa dramática e passou os olhos por cada rosto presente na sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Vocês sabem que há exatos seis minutos foi declarado um golpe de Estado feito pelo senhor Presidente. Ele, há seis minutos e meio, instaurou o - em suas palavras - &lt;i&gt;Socing&lt;/i&gt;. Agora digam-me, pelo amor que vocês têm à suas mães, que vocês sabem o que é Socing."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Uma dúzia de mãos trêmulas levantou a mão. O homem olhou para eles, incrédulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Como?, vocês fizeram jornalismo, filosofia e ciências sociais e não leram sobre o Socing?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pausa dramática.&lt;br /&gt;"Sônia, demita-os e traga o cara da papelada.", ele disse à mulher sentada à sua direita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com a saída dos seis, as pessoas tiveram a liberdade de inalar mais oxigênio por centímetro cúbico de ar do que antes, e suspiraram aliviadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Não mais perderei tempo explicando o que é Socing, visto que ninguém mais se manifestou. Agora, a pauta da reunião é..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Mas, senhor", uma jovem que não devia ter mais de 1,55m e com cabelos muito pretos falou, "nós estamos no Brasil, e não na Inglaterra. O nome não deveria ser... Não sei, Brassoc, ou Socrasil, ou alguma coisa assim?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ele encarou-a por alguns instantes. "Exatamente, moça. Sua fala será o primeiro parágrafo, depois do &lt;i&gt;lead&lt;/i&gt;, da manchete da capa. Tente pensar em um nome melhor que esses, mas se não conseguir, usaremos Brassoc de qualquer jeito. Mais algum comentário?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não, a sala respondeu com seu silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"A primeira coisa que precisamos nos decidir é: do lado de quem estamos?", e, ao ver a cara descrente de alguns recém-formados em jornalismo ali, continuou "e sejamos realistas, pois a 'ética do jornalismo' deixou de existir há muito tempo.".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Mas, senhor", um moço que ajeitava nervosamente os óculos no rosto disse, "se nós deixamos de ser uma empresa estatal há 15 anos, não há por que defendermos o governo, e, ainda por cima de tudo, devemos aproveitar a nossa liberdade 'plena', pois se o senhor Presidente levar a termos literários, literais e fiéis o Brassoc, então começaremos a ser censurados em pouco tempo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um muxoxo de aprovação e concordância com o que o moço disse percorreu a sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Você tem um ponto válido, filho. Você se esqueceu apenas de uma coisa: jornais já foram censurados antes, e nem por isso eles deixaram de divulgar propagandas anti-governo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Mas qual porcentagem da população entenderia as mensagens implícitas anti-governo contidas em nossas reportagens banais? Esse é o Jornal do Povo, senhor, e deveríamos dar ao povo o que o povo tem de saber", disse uma moça conhecida por achar que toda discussão é uma briga entre o certo e o errado, e não um conflito entre duas opiniões diferentes. Depois de seu comentário, várias outras vozes irromperam da sala, algumas falando mais alto, outras tentando se esconder atrás dessas vozes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Se for assim, podemos nos declarar desempregados, pois o governo acabará com a empresa assim que farejar um fagulha de insatisfação!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"E o que o dono da nossa empresa dirá? Ele pode nos demitir se nossa postura não lhe agradar!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"As pessoas já têm conhecimento desse golpe? Elas têm noção do que isso representa?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Qual! Devíamos considerar também que a maioria simplesmente não liga para o que acontece ou deixa de acontecer em Brasília!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Por outro lado, se nós fizéssemos propaganda positiva do governo, suas rédeas para conosco ficariam mais frouxas"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Mas a imprensa deve denunciar a realidade, e não encobri-la!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Se eu me envolver nisso e isso desagradar ao governo, vou ficar com meu histórico manchado pelo resto de minha vida e nunca mais vou arranjar emprego!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Nós devemos expor a verdadeira realidade, mostrar ao povo o que significa Socing ou Brassoc, eles têm o direito de saber no que o país deles vai se tornar!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Eles &lt;i&gt;tinham&lt;/i&gt; o direito."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Ora, SEJAMOS REALISTAS!". O brado do diretor acalmou a sala. "Vocês estão pensando eticamente! Não existe ética. Cidadãos, há alguma ética em dar um golpe de estado ignorando o princípio da democracia e outorgando uma nova forma de controle estatal sobre as pessoas?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É, aquilo devia ser pensado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-3623523105456852433?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/3623523105456852433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=3623523105456852433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3623523105456852433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3623523105456852433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/09/havia-gente-em-demasia-na-sala.html' title='o Jornal do Povo'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-4463696060651463133</id><published>2011-08-23T19:05:00.005-03:00</published><updated>2011-08-23T20:06:11.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>discursos em javanês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Pobre Bola-de-Neve. Pobre Goldstein. Pobre Jerônimo, pobre José, pobre Escobar. - Suspirou. - Tenho dó de vocês. Não por... vocês, mas por o que vocês representam. E vocês sempre acabam levando a pior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mais um suspiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Aquela noite especificamente estava com uma aura diferente. Podia ser efeito dos relaxantes, podia ser porque era a primeira noite de chuva em muitas semanas, podia ser porque acabara de ler livros e poemas e textos que a deixaram demasiadamente embriagada de pesar, mas aquela noite teve alguma coisa de diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tchaikovsky começou a tocar. 1812 Overture. Clássica representação de resistência. A trilha sonora perfeita, como já insinuou V, para uma revolução, mas que não necessariamente envolvesse uma explosão de um prédio público, pensou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Começou a imaginar muitas cenas. Revoltas, cartazes, gritaria, hipertensão, tiros, tochas, tridentes, cachorros, todo tipo de armamento distribuído em muitas infantarias. Sim, seria fantástico conseguir mobilizar tamanha multidão para um propósito plausível. Todos lá, exercendo sua "liberdade de expressão", exigindo melhores condições e mudanças na atual situação, protestando contra a total pândega que o sistema se tornara, proclamando vergonha dos projetos sociais vigentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Obviamente; apenas algumas pessoas se encaixariam nas ações descritas no período anterior - seus líderes. A maioria estaria só repetindo axiomas, aproveitando o momento para gritar como animais no cio, gozando de um momento de liberdade e permissividade ao vandalismo - pois é tudo por um "bem maior" -, berrando a plenos pulmões frases repetitivas conjugadas no presente do indicativo e, falando a fria verdade, captando superficialmente ideias previamente mastigadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Seria um líder revolucionário apenas mais um político? Seria esse líder o professor de javanês de Lima Barreto? Seria esse líder apenas um político carismático com muita lábia e habilidade de nos mover com suas palavras melífluas? Seria ele apenas mais um manipulador qualquer, que pode não mentir, mas que omite os verdadeiros "porquês" e os verdadeiros "e depois"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Suspirou. Mas essa manipulação por um discurso ideológico se faz necessária devido à grande indolência que assola a mente das pessoas quando se trata de ponderar-se a respeito de algo. Se uma mudança quer ser vista, uma atitude tem de ser tomada. Essa atitude, para ser maciça, precisa ter um estímulo. Esse estímulo vem de um discurso que foi feito para agradar e motivar as massas. E aqueles que detêm o conhecimento - agradar para motivar, agradar para ser seguido - são perigosos. O princípio de "pão e circo" é com certeza anterior ao Império Romano, ainda existe e continuará existindo na posterioridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No final, tudo fica nas mãos do melhor professor de javanês. E, como de costume, ao vencedor, as batatas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;AH, isso cansa! E a música chegava ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;- Fazer o quê, Mikhail? Fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;Olhou para a imagem do senhor barbudo e pomposo que brilhava na tela do seu computador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;- Por que vocês são sempre barbudos?, ela perguntou à imagem. Na ausência de resposta, desligou o monitor, fechou o livro e foi tomar um remédio para a enxaqueca que teimara o suficiente para conseguir voltar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-4463696060651463133?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/4463696060651463133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=4463696060651463133&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4463696060651463133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4463696060651463133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/discursos-em-javanes.html' title='discursos em javanês'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-3197677395736657699</id><published>2011-08-21T19:54:00.005-03:00</published><updated>2011-08-23T15:35:41.054-03:00</updated><title type='text'>palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando a riqueza de palavras da língua portuguesa se extinguir e as coisas se resumirem a boas ou ruins? E um sentimento, terá de se encaixar entre "positivo" e "negativo", apenas? E quando aquela sensação de "não ter palavras pra descrever" se tornar real e literal? E se a tendência atual da simplificação de, em sua maioria, adjetivos, tomar proporções inimagináveis e a nossa língua começar a cada vez mais perder palavras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderemos considerar por finado o trabalho de escritores e psicólogos. Rimas raras serão um conceito vazio, e a literatura se resumirá a textos que uma criança conseguiria escrever. Não haverá mais sentido tentar dar um nome para o que se sente porque esse nome não mais existirá. Chegar-se-á a um ponto em que as pessoas ficarão cada vez mais planificadas e previsíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, eis meu apelo: não matem o português. Não transformem "pedaço" em "peda", "obrigada" em "obri" e "por favor" em "purfa". Não definam tudo como "top" ou "muito louco", e se perguntarem-lhe como você se sente, tente não responder como "ah, sei lá, sabe, tipo assim".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;p.s. você é professor de gramática? não, né? então faça-me o favor de ir às favas com suas correções gramaticais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-3197677395736657699?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/3197677395736657699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=3197677395736657699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3197677395736657699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3197677395736657699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/palavras.html' title='palavras'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6544043737639792101</id><published>2011-08-15T19:05:00.004-03:00</published><updated>2011-08-15T19:59:22.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>seus olhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem pálido, com várias tonalidades de olheiras, cabelos ainda úmidos, ombros tensos e os braços inertes sobre a mesa. Seu olhar vazio encarava a xícara de café a sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então? Você vai falar como fez, ou nós vamos ter de adivinhar e te dar uma pena muito maior do que você legalmente merece?, disse um homem de altura média, um pouco acima do peso, com o rosto muito vermelho e com uma veia no pescoço saltada, denunciando seu nervosismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sala era pequena e claustrofóbica. Acho que isso pode explicar por que razões tantos segredos eram ditos ali: as paredes fazem uma pressão tão grande que você não aguenta e entrega o jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sete tiros. Três na cabeça, três no peito, um no ventre. Três facadas. Duas no peito e uma no pulso direito. E ainda assim, nenhum sinal de estupro, diga-me, como você fez isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso... o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estuprá-la e não deixar rastros! Você tem pinto pequeno ou o que, cidadão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu... eu não a estuprei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O delegado encarou-o com impaciência e frustração. Que velhaco! Que canalha! Estava ali, sentado, encarando sua xícara de café, sem nenhum sinal de remorso ou agitação!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então diga-me, colega. Por que tantos tiros e facadas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela... ela não sofreu. Eu a esfaqueei depois de tê-la posto para dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O delegado fitou-o, incrédulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posto pra dormir?, e ele bateu com todas as suas forças na mesa. A sala inteira vibrou. Posto pra dormir?! A vítima era uma moça decente, nunca havia feito mal para ninguém, ela, entre muitos, merecia viver e continuar com seu bom trabalho! Você tira a chance da sociedade de aprender com uma pessoa admirável, e você a pôs pra dormir? Você tira uma noiva e uma mãe, e você a pôs para dormir?! Você a assassinou, brutalmente, e a estuprou! Você é um assassino, problemático, psicótico, mais por ter matado justo essa pessoa do que por ter de fato matado alguém!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem fechou os punhos com muita força. Fechou os olhos. Levantou a cabeça com calma e olhou fundo nos olhos do delegado, que estremeceu. Mesmo num olhar tão frio conseguia-se captar um relance de infantilidade e insegurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu não a maculei. Eu... eu não faria isso com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O delegado virou-se para a parede que continha um grande espelho e jogou os braços para cima, num sinal de rendição. Ouviu-se um barulho e ele saiu pela porta. O homem continuava com os punhos cerrados, completamente quieto. O delegado encontrou-se com os outros policiais, observando o homem através do espelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele não vai falar mais nada, Roberto, o delegado disse, limpando a testa com um lenço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu já esperava isso. Roberto tinha sua testa franzida e segurava o queixo com a mão esquerda. Foi um crime passional, Carlos, assassinos desse tipo geralmente são ou já foram obcecados por suas vítimas; são completamente psicóticos, isso quando já não foram oficialmente diagnosticados com algum distúrbio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma moça conservava-se quieta, no fundo da sala. Tirava, colocava e retirava a tampa de sua caneta. Tinha seus cabelos muito pretos presos em um rabo-de-cavalo baixo e visivelmente feito com pressa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabem; ela começou; eu dei uma olhada nas fotos da cena do crime e nos relatos de conhecidos desse homem e da vítima... E isso não me parece um crime passional qualquer. Quero dizer, parece que aconteceu todo um ritual. Vocês não percebem que os tiros e facadas foram em lugares previamente escolhidos e que provavelmente têm um significado? Por que outro motivo ele daria três tiros na cabeça, três no peito e apenas um no ventre? Pensem. Ela pode ter feito alguma escolha racional e emocional que o desagradou. Ou ela seguiu um caminho diferente do dele. E a facada no pulso direito, a vítima estava noiva, e o anel de noivado usa-se...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-... na mão direita; Roberto completou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu realmente acredito que ele não a estuprou, a obsessão dele por ela era provavelmente algo mais espiritual, mais platônico, algo até maternal, talvez? Pelo que eu li, ela era pediatra, e ele era seu faxineiro havia mais de cinco anos. O que a secretária disse foi que ele demitiu-se depois de encontrar a vítima tendo relações com o noivo no banheiro do consultório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E a vítima tinha quantos anos mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vinte e sete. Se formos pelo raciocínio de que o assassino projetou na vítima uma imagem de mãe, ele provavelmente decepcionou-se depois de vê-la com o noivo, pois isso sujaria a imagem que ele havia feito dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela parou de falar e observou as feições de Roberto e de Carlos. Ambos pareciam extremamente absortos em seus pensamentos. Ela mentalmente sorriu satisfeita por ter conseguido impressioná-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pode ser, Fernanda. Pode ser. Mas nós não podemos ficar só no "pode ser", temos de extrair a verdade do homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso falar com ele? Sim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela saiu da sala, entrou naquela claustrofóbica e sentou-se na frente de homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que coisa horrível pra se fazer, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele encarou-a. Aquele quê de infantilidade estava ali de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quero dizer, fazer aquelas coisas com o noivo no banheiro do consultório? Isso não é coisa que uma mãe devia fazer. E se as crianças vissem? Na verdade, ela não devia fazer aquele tipo de coisa de jeito nenhum. É repugnante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela me tratava muito bem, sabe. Elogiava o meu trabalho e sorria para mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele parou e fungou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mas aí eu a vi fazendo... aquilo, sabe?! E aí pensei que se ela faz aquilo com o noivo, deve fazer com qualquer um. Eu vi que ela passou as mãos no cabelo do marido da mesma forma como ela passava as mãos nos cabelos das crianças, seus pacientes. E aí eu pensei que ela fosse que nem a minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernanda olhava-o impressionada. Ela estava ouvindo muito mais do que esperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E aí eu fiz o que eu tinha que fazer, né... quero dizer, ela mereceu, ela me decepcionou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E por que você não a estuprou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Porque quando é com uma mãe não é estupro, é amor. E não se mata alguém com amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sua mãe... sua mãe foi quem te disse isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, sim... Ela me amava muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernanda olhou para o espelho. Viu sua própria expressão; uma mistura de pena com repugnância. Saiu da sala claustrofóbica e voltou para aquela com os policiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roberto estava com a mão esquerda no vidro e a mão direita no quadril, analisando o homem; Carlos limpava o suor da testa com o lenço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não vai conseguir se livrar da cadeia, mas a pena provavelmente poderá ser reduzida se a defesa alegar insanidade mental, o que é claro que há nesse caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos encaminhá-lo para uma avaliação psicológica... e procurem registros que envolvam o nome da mãe dele... vamos ver se essa história é verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernanda não estava realmente escutando, ainda encarava o homem. Tão perturbado, tão complexo! A escolha dos lugares para os tiros e facadas, se foi inconsciente, revela toda a sensibilidade daquele indivíduo. E se foi consciente, quão brilhante!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Balançou a cabeça, como se quisesse afastar aqueles pensamentos. O homem é um assassino. É perturbado, sim, mas é um assassino. Pode não merecer, mas precisa de ajuda, sim. A relação de Fernanda com assassinos passionais era bem instável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana seguinte, Fernanda ficou sabendo que dois dias antes do julgamento com o júri o homem se suicidou, intoxicado de monóxido de carbono. Foi encontrado deitado na posição fetal. Seus últimos registros em seu diário diziam que ele precisava ir dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6544043737639792101?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6544043737639792101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6544043737639792101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6544043737639792101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6544043737639792101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/seus-olhos.html' title='seus olhos'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5371876730386768994</id><published>2011-08-11T20:26:00.004-03:00</published><updated>2011-08-11T20:54:52.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><title type='text'>cegueira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- O que é ver?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Por essa eu não esperava.  Éramos amigos havia uns dois anos e foi a primeira vez que ele me perguntou isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Quero dizer, como é? Dói?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Não, não dói, Beto. Na verdade, você não sente nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Como, não sente nada? Quando eu encosto em algo cortante, eu sinto dor. Quando você... vê algo ruim, você não sente dor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fiquei alguns segundos hesitante. Não é que ele tinha razão? Não é que ele sabia mais sobre a visão do que eu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Ah, Beto... sim, quando eu vejo algo triste eu fico triste, mas não é uma dor física, é uma dor, digamos, espiritual, moral, sabe? Essa dor, se ficar muito tempo dentro de você, pode virar uma dor física, mas num primeiro momento, ver não dói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas, Carol, já ouvi tanta gente dizer que preferiria ser cego do que ver todas as misérias que existem no nosso mundo. Como você explica isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Existem várias formas de se ser cego. Uma das formas é a literal, literalmente não conseguir enxergar, mas outra, a mais comum, é uma epidemia crescente na nossa geração: as pessoas se recusam a enxergar a própria realidade, e simbolicamente fecham os olhos pra tudo, entende? Você tem mais visão do que metade das pessoas que eu conheço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Tá, mas agora eu quero saber como é, mesmo, sabe? O que são cores? O que é ser bonito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Eu nunca me sentira tão privilegiada por enxergar antes na minha breve existência. Só de pensar em nunca ter visto um pôr-do-sol, um céu estrelado, um sorriso, uma lágrima, pássaros voando, o vento batendo nas árvores, as mudanças de expressão das pessoas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Você sabe muito bem o que é ser bonito, Beto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas é diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Exatamente! É diferente! E o seu conceito de beleza é muito acima do conceito de beleza das pessoas que enxergam, pois a partir do momento que se enxerga o rosto da pessoa, a roupa que ela usa, como ela anda ou as caras que faz enquanto fala, você já tem uma pré-ideia de como essa pessoa é, você a julga, entende? Quando não se enxerga, não há outra forma de conhecer a pessoa que não seja pela conversa, e por esta, sim, pode-se conhecer alguém de verdade e dizer se ela é bonita ou... feia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Beto bufou. Ele não parecia satisfeito com minhas respostas. Acho que ele esperava coisas mais materiais e objetivas. A conversa estava sendo muito mais enriquecedora para mim do que para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Carol... eu sou bonito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Olhei para ele. Seus olhos azuis extremamente claros encaravam o nada, o vazio, mas ele se curvava na minha direção e tinha seus joelhos apontados para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Claro que é, Beto! Você é uma das pessoas mais admiráveis que eu já conheci, sem falar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Não, Carol. Eu quero dizer bonito para quem enxerga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, muito bonito, inclusive. Sobrancelhas delineadas, grandes cílios, boca bem desenhada, cabelos castanhos sedosos, maxilar forte. Se ele soubesse o quão bonito é fisicamente não teria nem metade do caráter que tem. A grande tendência de hoje é de a beleza corromper imensamente as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Sim, Beto, mas você não devia se ligar a isso, sabe? Muitas meninas se aproximam de você só por causa da sua beleza, mas quando percebem que você é mais do que um rosto bonito e que você não liga para o quão loiras tunadas elas são, elas meio que se assustam. Sabe, Beto? Acho que a sua cegueira é um dos maiores presentes que você tem. Não só você, mas todos ao seu redor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Tá, Carol, mas só uma vez, só uma única vez, eu queria poder enxergar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Pra ver o que, Beto? Não há nada nesse mundo pra ver que você já não conheça de uma forma ou outra... claro, eu não abriria mão da minha visão, porque algumas imagens valem muito, mas não por serem imagens, mas por o que elas causam, entende? Eu acho incrível que você não precise ver o rosto de alguém pra saber como a pessoa está se sentindo, você entende?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas conversa nenhuma vai me fazer ver o seu rosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Senti meu coração partir em dois. Quase deu pra escutar o som dos meus batimentos cardíacos acelerando. O rosto ingênuo de Beto denunciava que ele ainda não tinha captado o que eu senti ao ouvir aquela frase dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Meu rosto?... por que razão você iria querer ver meu rosto, se você já viu tanto além dele?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Beto tateou pelos meus braços até colocar-se na posição certa e abraçou-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Você é incrível, Carol, por que diz que sou seu único amigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Ah, você não entenderia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Enquanto me despedia dele, passei meus dedos pela profunda cicatriz que cortava meu rosto na diagonal. "Você não entenderia mesmo.".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5371876730386768994?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5371876730386768994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5371876730386768994&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5371876730386768994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5371876730386768994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/cegueira.html' title='cegueira'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7456879426175611942</id><published>2011-08-08T18:13:00.004-03:00</published><updated>2011-08-08T18:35:51.770-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>sobre meu doppelgänger</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquela premissa de que se todos são especiais, ninguém o é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu parti da premissa de que se há várias possibilidades de sentido para a minha vida e eu não consigo escolher é porque minha vida não tem sentido. Entendem? Eu enxergo tantas possibilidades, tantos futuros, tanto crescimento (tanto intelectual quanto humano) que me sinto intimidada por todas essas possíveis Brunas, muito melhores do que a Bruna atual, indecisa e irracionalmente infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa imagem de uma Bruna mais evoluída, mais sábia, mais culta, mais humana, mais tudo; essa imagem me assombra, como se fosse um doppelgänger que constantemente me segue e está comigo toda vez que devo fazer uma decisão. É como se eu me olhasse no espelho me visse em duas: o que eu sou, e essa imagem eu tendo a deturpar ao máximo possível, e esse doppelgänger, essa assombração (porque é isso que essa imagem faz: me assombra! em vez de me animar, me põe pra baixo; em vez de eu ficar feliz com todas as minhas possibilidades, eu me deixo deprimir por ter medo de fazer a decisão não errada, mas a menos certa).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, tendo em vista a minha nova filosofia prática de tentar incorporar a essência do espírito de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pollyanna_principle"&gt;Poliana&lt;/a&gt;, tentei olhar as coisas de um outro ângulo. Eu posso não ter decidido o que eu quero fazer ou qual das inúmeras possibilidades eu vou seguir, mas isso não esvazia minha vida de sentido - na verdade, o meu objetivo de vida é justamente escolher qual sentido minha vida terá. Pois eu não acredito que a vida tenha apenas um sentido, eu acho que esse sentido muda de acordo com seu momento e suas vontades, por isso, a minha maior aspiração agora é descobrir o que eu posso fazer de melhor e como eu posso me tornar útil para alguém ou para o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;[&lt;/b&gt;Um sentido para a vida não precisa ser algo grande, algo macro. Não é porque a pessoa não é aspirante a revolucionária que ela é corroída pelo vazio de sentido. A incredulidade no próprio sentido também não tira o sentido das coisas: o niilista pode achar que suas ações são desprovidas de um sentido, mas as pessoas ao seu redor podem discordar. O &lt;i&gt;logos&lt;/i&gt; se encontra também em ações pequenas, como em &lt;i&gt;fazer o bem&lt;/i&gt; ao próximo, pois quando você o faz, se sente bem com você e sente que fez sua parte. O sentido pode se encontrar em dedicar-se a uma causa, ou mesmo dedicar-se a alguém - à pessoa amada, à família, ou a você mesmo.&lt;b&gt;]&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda essa epifania teve muitos agravantes e catalizadores, e após uma pseudo-reclusão (sim, pseudo, pois a minha ideia de reclusão é ficar dias sem falar com ninguém para garantir que sua linha de raciocínio não será interrompida, mas como isso não é possível no momento, tentei fazer o máximo possível), decidi olhar as coisas do alto da montanha e apagar a infelicidade e miserabilidade que estava contida dentro de problemas muito pequenos e insignificantes comparados com os problemas que existem no mundo - um mundo muito mais real do que o meu, uma burguesinha de classe média alta metida a besta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu objetivo agora é tentar ser a melhor versão possível do que eu sou; aprimorar meu ser; lapidar meu ente; aprender a fazer boas decisões e não me deixar derrubar por questões demasiadamente racionais pois, cá entre nós, o ser humano não é tão racional quanto julga ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E em vez de me deixar deprimir pela constante imagem da doppelgänger que me invade, vou emoldurá-la e pendurá-la na minha parede de possibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7456879426175611942?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7456879426175611942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7456879426175611942&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7456879426175611942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7456879426175611942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/sobre-meu-doppelganger.html' title='sobre meu doppelgänger'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6805183836135843148</id><published>2011-08-04T19:39:00.003-03:00</published><updated>2011-08-04T20:52:28.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>miserabilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou egoísta, não acho que sou deus, não sou prepotente nem me acho onipotente, mas às vezes você chega a um ponto que se pergunta o que você está fazendo aqui, agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, não é? Sabe, você venceu a corrida, passou na frente de outros bilhões de metades de pessoas. Entende isso? Se outro espermatozoide tivesse passando na sua frente, ele poderia estar aqui sendo mais útil do que você. Ele poderia estar vivendo menos miseravelmente. Ele poderia ser o cara que viria a descobrir a cura do câncer, quem sabe? Todos nós deveríamos estar honrando a memória de todos esses projetos de pessoas dos quais tiramos a chance de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda assim, você vive a sua vida miserável, dia após dia, refeição após refeição. Você não tenta ser o melhor que pode, não tenta aprimorar suas habilidades e seu intelecto, não lapida o seu ente, você simplesmente ignora a possibilidade de que outra pessoa, no seu lugar, poderia estar fazendo coisas maiores, fantásticas! Mas ah! isso não te impede de apenas ser. Claro, não é? às vezes a bebedeira nos afeta, já dizia Drummond que essa lua, esse conhaque, botam a gente comovido como o diabo, e vez ou outra temos aquela crise, aquele momento de consciência, aquela epifania momentânea e evanescente: sou eu quem estou aqui. Será que estou aproveitando ao máximo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enquanto alguns realmente pensam a respeito de dar algum valor, algum sentido à sua vida, alguns, como eu, sua miserável narradora, decidem que não há valor nem sentido em suas vidas. Alguns, como eu, chegam forçosamente à terrível conclusão de que qualquer um estaria fazendo melhor proveito do que se tem, em quaisquer condições, com quaisquer obstáculos. Triste, não? Desanimador. Claro que não pra mim, eu me conformei com essa ideia há tempos, e isso sim é o triste. Eu não deveria ter me conformado! Eu deveria ter tentado transformar essa realidade! Mas depois de travar tantas batalhas, contra mim e contra o mundo, depois de tantos ferimentos de guerra, você meio que desiste por exaustão, sabe? Depois de você tentar provar (ou iludir a?) você mesmo que sua vida tem sim um objetivo ou um sentido, vem o mundo e desprova, ou te dá motivos pra desistir, ou te faz sentir a pessoa mais fraca do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nossa! acho que existem poucos sentimentos piores do que o vazio de sentido. Pois o vazio de sentido engloba muitos dos piores sentimentos, como o tédio, e, especialmente, o tédio dominical. Pois, sabe, a maioria dos problemas você consegue resolver com muita introspecção e batalha, porque muitos são essencialmente internos, mas o vazio existencial vem também de fora, vem do sentimento de inutilidade que é inexoravelmente produto da sua situação com sua reação a tal, e olha, é um negócio complicado de se resolver. Dá-me preguiça, muita preguiça. Dá-me medo de, no final das contas, não encontrar nada, e simplesmente descobrir (ou redescobrir, ou reafirmar) que, realmente, olha, esse negócio de uma vida com um sentido não é pra ti, não, amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E olhar ao redor não podia ser mais doloroso, ver que todos têm suas ambições, ver seus personagens favoritos sucedendo no que queriam, ver quem não tinha mérito conseguir conquistar seus objetivos e você ali, observando as ondas irem e voltarem, numa estaticidade que enlouqueceria até os mais sedentários, mas que é tudo que você pode fazer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é especial. Você não é especial, você não é especial. Por mais que o capitalismo queira enfiar essas abobrinhas na sua cabeça, não se esqueça: você - não é - especial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doloroso, não? Essa é a fonte da minha miserabilidade. Mas fazer o quê?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6805183836135843148?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6805183836135843148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6805183836135843148&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6805183836135843148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6805183836135843148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/08/miserabilidade.html' title='miserabilidade'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6966214968907445266</id><published>2011-07-28T19:41:00.001-03:00</published><updated>2011-07-28T19:41:47.505-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando você pensa que ser você mesma não dá mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6966214968907445266?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6966214968907445266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6966214968907445266&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6966214968907445266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6966214968907445266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/quando-voce-pensa-que-ser-voce-mesma.html' title=''/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7955569197172183042</id><published>2011-07-24T22:49:00.002-03:00</published><updated>2011-07-24T23:36:29.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo-os passando. Ouço-os conversando. Não os julgo, apenas escuto. Não opino. Entendo-os perfeitamente, mas não espero ser compreendida. Faço um comentário ou outro, irônico, e provoco risadas. Tento introduzir-me um pouco mais à conversa, mas parece que fui além do que estava sendo discutido. Recebo uma resposta cortante e me recluso novamente. Quando tempo é necessário observar até se aprender?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não era nova ali, já tinha passado por isso inúmeras vezes, mas devo admitir que nunca vou aprender a me comportar dentro dos padrões e das necessidades desse grupo. Sim, é verdade que estou nesse trabalho há alguns poucos anos - quatro, para ser mais exata -, já participei de muitos ciclos e até meus empregadores já aceitaram que eu não me encaixarei perfeitamente em nenhum, mas eu continuo tentando, por ser masoquista, por ser idiota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu cheguei a tentar pedir demissão, ou para ser transferida para outra área, mas meus empregadores sempre dizem que eu posso, que eu não devo negar minha habilidade para trabalhar naquela área, então os próprios me recusaram a mudança. E eu não pude fazer nada além de concordar e sair de cabeça baixa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu não sei se sou útil. Provavelmente não. Provavelmente só estou ali para fazer volume. É fato que em trabalhos e projetos individuais eu sempre consigo impressionar meus chefes com minhas ideias, mas quando se trata de fazer uma reunião e chegar à unanimidade, minhas atitudes parecem ser todas falhas. Olham para mim como se eu fosse louca, como se eu enxergasse coisas que não existem. Pobres coitados. Eu realmente não enxergo o óbvio, porque sempre enxergo além dele! E eu me pergunto até quando, até quando essas almas se restringirão ao óbvio, ao palpável, ao fácil, ao conveniente e ao confortável? Toda grande mudança traz grandes benefícios morais, mas é tão difícil de ser fazer, precisa-se sair da zona de conforto. Sou louca por sair da zona de conforto? Sou anormal. Eu sei que sou anormal, pois o conceito de "normal" é dado pela maioria, e eu não estou nessa maioria. Mas terei de trabalhar o resto da minha vida com essa maioria, e depois de um tempo fica cansativo ser a anormal tantas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez sentei com meus empregadores e falei com eles sinceramente. De ser humano para ser humano. Perguntei a eles o porquê de toda essa tortura. Informei-os do meu vazio existencial, da minha solidão, do meu baixo moral, do meu cansaço e de uma possível desistência do melhoramento de minhas habilidades, sempre possível naquela empresa. Meus empregadores encararam-me com um misto de preocupação e compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sabemos por que razão você está triste", eles me disseram. "Você sente que não tem companhia". Lancei-lhes um olhar irônico. "Pelos motivos errados. Você tem de parar de exigir das pessoas o que elas não podem dar. Pare de ficar esperando, assim, sempre será surpresa. Nós sabemos que sua solidão não é física. Mas de qualquer forma, nós vamos mostrar-lhe a companhia perfeita para quando sentir-se sozinha".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um espelho foi colocado na minha frente. "A melhor cura para a sua solidão de ideias é a introspecção".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7955569197172183042?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7955569197172183042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7955569197172183042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7955569197172183042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7955569197172183042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/solidao.html' title='solidão'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8413007042668270174</id><published>2011-07-20T23:53:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T00:22:25.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><title type='text'>o foguete</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Paola deu um grande suspiro. Nada poderia tê-la preparado para o que ela iria fazer naquele momento. Por que motivo, certo? Seria tão mais fácil se todos estivéssemos prontos para tudo, mas acho que aí perderíamos a verdadeira emoção de viver. A essência da vida é isso - a imprevisibilidade. Bateu na porta e entrou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Lucas, meu filho, a mamãe precisa conversar com você".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O menino de olhos doces, amendoados e cor-de-mel levantou os olhos da sua construção de blocos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"O que foi, mamãe?", ele perguntou. "Onde está o papai?". Quanta inocência exalava de cada poro daquela criança! Muito triste ele ter de tomar um banho de realidade em seus tenros 4 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"É sobre isso que eu quero falar com você, meu anjo". A mãe tomou fôlego e tentou manter sua aparência forte. Ele precisaria disso agora, de muita força. "O papai não vai voltar.".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O menino piscou os grandes olhos. "Como assim, não vai voltar? Ele vai morar pra sempre no hospital?", ele voltou sua atenção para os bloquinhos. "Aquele quarto é muito triste, nós podemos levar coisas pra deixá-lo mais feliz?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ao ouvir aquelas palavras, ela sentiu seu coração, já partido, se esfarelar. Que menino doce! Ele realmente não precisaria ouvir isso dela agora, está tão cedo, preciso arranjar alguma forma de tornar o acontecimento menos... menos o quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Meu amor", ela começou a falar, com cuidado. "O papai... ele não vai mais voltar. Ele foi embora do hospital, mas ele não vem aqui pra casa, ele não vai mais continuar... aqui. No nosso mundo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Como assim? Ele não vai mais ficar aqui, com a gente?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Ah, não, meu anjo. O papai sempre estará com a gente. No nosso coração. Mas nós não vamos mais poder vê-lo ou tocá-lo.". Um grande suspiro. "Aconteceu uma coisa com o papai que nós chamamos de morte. Isso, para algumas pessoas, significa que ele desapareceu pra sempre. Mas pra nós significa que... que ele já realizou grande parte dos sonhos dele, e foi decidido que ele precisava ir embora, pra muito, muito longe... Ele te amou muito, e vai sempre te amar, mesmo de lá longe, no lugar onde ele está agora. E antes de ir viajar, ele me pediu para nós não o esquecermos, porque enquanto nós nos lembrarmos dele, ele vai estar, de certa forma, aqui, conosco..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O menino pareceu digerir bem a ideia da viagem. Continuou com seus bloquinhos. O problema viria depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Mas, mamãe... eu vou poder sentir o papai no meu coração, mas... eu não vou mais poder jogar futebol com ele, vou?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Não, meu amor, não vai". Como ela poderia falar sobre morte com uma criança de quatro anos? É tão cruel! "Um dia todas as pessoas fazem essa viagem que o papai teve de fazer. Um dia eu vou fazer, e você também. Algumas pessoas partem antes do que deveriam, como o papai, e só o que podemos fazer é torcer para que isso não aconteça conosco e torcer para que nós alcancemos a felicidade antes de ir. O papai alcançou a felicidade que ele queria. Ele disse que ele só ficaria em paz e ficaria contente em partir se você crescesse bem e se tornasse uma boa pessoa. E apesar de não estar aqui com a gente, eu tenho certeza que ele vai olhar por você, por nós, e que ele vai ficaria muito orgulhoso de você de lá onde ele está..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Mas como ele pode me ver, mas eu não posso vê-lo?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Porque ele já passou por aqui. Pense nisso como se você estivesse andando em um corredor escuro, que vai se iluminando conforme você vai andando. Você só é capaz de enxergar os lugares por onde já passou, os lugares que você já conheceu, pois há várias luzes acesas, mas você não consegue ver aonde você está indo. Você não sabe onde esse corredor termina, nem o que tem ao longo dele. Entende?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Sim, mamãe."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ela suspirou, aliviada. Afinal, não tinha sido tão difícil assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Mamãe... você acha que ele pode nos escutar?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Melhor responder o que vai fazê-lo se sentir melhor. É só uma criança. "Acho que sim, meu anjo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Então toda noite antes de dormir vou contá-lo sobre meu dia. Assim, o desejo dele de me ver crescer e me tornar um bom garoto vai se realizar antes, não acha? Porque eu vou estar sempre contando tudo pra ele..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A mãe abraçou-o, com força. Aquele pequeno ser que era parte do ser que a deixara. O jeito meigo de olhá-la ele herdou do pai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Nós dois vamos sentir muito a falta dele, não é, meu anjo?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Você está chorando, mamãe?" Lucas encarou-a. "Não se preocupe. Eu posso tentar fazer sua refeição favorita que o papai faz. Vai ficar tudo bem."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, ficaria tudo bem. Paola reparou nos bloquinhos do filho. Ele havia feito um foguete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8413007042668270174?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8413007042668270174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8413007042668270174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8413007042668270174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8413007042668270174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/o-foguete.html' title='o foguete'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6966295127368010997</id><published>2011-07-18T22:13:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T22:41:44.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>trânsito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"E agora, notícias do trânsito comigo, Tatiana! Hoje os marronzinhos estão concentrados no fim da Presidente Vargas, em frente ao Ribeirão Shopping, na Independência, próximo à FAAP e na Francisco Junqueira, próximo ao Epicurista. O trânsito encontra-se pesado na rotatória da Fiusa com a Independência, e, como sempre, procure evitar a Nove de Julho na hora do rush, entre seis e sete horas da noite. A avenida Caramuru está com alguns trechos interditados com a operação Tapa-Buraco, antes tarde do que nunca, e um acidente aconteceu na Garibaldi com a Campos Salles, deixando o trânsito muito lento num raio de três quarteirões. Esses foram os avisos do trânsito, comigo, Tatiana."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E o rádio continuava tocando, sem que Amanda desse muita atenção. Aquele calor saariano, a umidade relativa do ar alcançando índices desérticos e a previsão do tempo com suas notícias, com o perdão do pleonasmo, previsíveis. Nada de chuva até que a tal massa Polar chegasse ao sudeste brasileiro. Pois é. Mais um dia torturante na cidade de Ribeirão Preto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Porque o aviso chegou tarde demais, Amanda encontrou-se parada a um quarteirão do acidente, no qual uma motocicleta (obviamente), um pedestre e um carro (que ultrapassara o sinal vermelho) casualmente encontraram-se. Enquanto bombeiros tentavam tirar o pedestre e o motorista das ferrugens do (que tinha sobrado do) carro, um policial tentava assumir o papel do sinaleiro. Sem muito sucesso, pois era uma hora da tarde e os motoristas só pensavam no prato de almoço que já deveriam estar comendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ah, desligou o condicionador de ar, abriu os vidros e desligou o motor do carro. Quanta agradabilidade! Um indivíduo beócio na caminhonete ao lado do veículo de Amanda estava com os vidros abertos escutando um pagode de quinta no volume máximo (porque além de ficar surdo, queria ensurdecer os outros também). Duas mulheres brigavam estridentemente no carro atrás, e um homem no veículo à sua diagonal parecia estar exausto com a situação toda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E isso era só mais um dia. A situação estava apenas um pouco mais caótica do que já costumava ser. A diferença para o trânsito do dia-a-dia eram os corpos queimados no asfalto, a ambulância impedindo a passagem dos pedestres (que, sem ter para onde ir, costuravam por entre os carros) e algumas buzinas a mais. Nada de muito extraordinário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Nada de muito extraordinário? Três pessoas correndo sério risco de vida, e não era nada de extraordinário? Bom, Amanda foi condicionada a ter essa reação - na verdade, a ter essa falta de reação - em situações assim. Todos os dias somos bombardeados com notícias regurgitadas de acidentes e catástrofes e não cai a ficha de que pessoas é que morreram. Vidas foram tiradas. Mas nos foi imposto de que são só números. Alguns números a mais. Alguns corpos a mais no solo putrefato do cemitério, alguns números a menos nas estatísticas da população mundial - que logo são substituídos pelos crescentes índices de natalidade de países miseráveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Triste isso, não? Essa desumanização das pessoas. E isso acontece todos os dias, sem que a maioria de nós perceba. Desumanização, despersonalização, desvalorização - quase um esvaziamento da essência humana, sim?, pois é algo muito humano a necessidade de se encontrar e de formar sua personalidade. A desvalorização de vidas é uma negação do próprio instinto animal de sentir compaixão por seus próximos e semelhantes. Brutalidade! Crueldade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas puta que te pariu, pagodeiro! Faça um favor ao mundo e feche os vidros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Algum sinal de  movimento? Acho que não. Amanda olha pelo retrovisor. A fila de carros estendia-se por 5 quarteirões. Por que razão o policial não desiste de ser sinaleiro e vai dar sinal cinco quarteirões para trás, indicando para as pessoas pegarem outro caminho? Santa incompetência brasileira. Santa incompetência civil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Impressão ou o carro da frente se moveu? Sim! Amanda liga o carro e aproveita a oportunidade para sair daquele inferno, inferno de reflexões, de remorso, de pesar em que ela tinha estacionado ao dar-se conta da situação em que se encontrava. Deu a partida e acelerou para fora de lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6966295127368010997?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6966295127368010997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6966295127368010997&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6966295127368010997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6966295127368010997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/transito.html' title='trânsito'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7383269370797702249</id><published>2011-07-12T12:08:00.000-03:00</published><updated>2011-07-12T12:23:52.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Tenho muito medo de ser bem-resolvida com minhas questões e dores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tenho muito medo de, uma vez resolvida, perder toda a minha inspiração pra escrever, perder meus objetos de estudo e reflexão, e me tornar só mais um ser despreocupado e estupidamente feliz andando por aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não que eu tenha medo de ser feliz. O objetivo, o sentido da minha vida é a busca pela felicidade, não em um sentido hedonista, mas no sentido de fazer algo que me preencha. E acredito que só é possível descobrir aquilo de que você gosta quando se tem bem definido tudo de que você não gosta. Só se pode saber o que quer quando se sabe o que não quer. Mas eu tenho medo de definir tudo, definir exatamente o que eu quero e o que eu não quero, porque e aí?, o que eu faço depois? Enquanto estou cercada pela indefinição, ainda tenho muitos leques de possibilidades, muitas alternativas, muitas reflexões para fazer, tenho muito o que discutir e argumentar. Mas a graça da dialética é a troca de ideias e informações, e ter uma opinião já formada e bem resolvida acerca de tudo torna o ato sem graça para os dois lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Outro dia assisti a um episódio de House em que justamente essa questão é trabalhada. House tem medo de fazer terapia, de resolver seus problemas e de se livrar da dor na perna porque acha que, feito isso, ele perderia seu diferencial como médico. Eu também sinto que, sem minhas dores, eu poderia perder minha habilidade de reflexão. Eu fiquei com a impressão, depois de começar a fazer terapia, que eu não tinha mais sobre o que escrever. Visto que a escrita é um dos meus únicos talentos que eu mesma reconheço e que até aprecio, deparei-me com uma problemática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O sofrimento nos faz, nos obriga a crescer. Quando não há mais sofrimento, como se cresce? Não que eu acredite que é possível viver sem sofrimento - não é, mas quando muda-se as formas de lidar com tal, os resultados também mudam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Inutilidade é o pior sentimento do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7383269370797702249?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7383269370797702249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7383269370797702249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7383269370797702249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7383269370797702249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/tenho-muito-medo-de-ser-bem-resolvida.html' title=''/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5738768291087327748</id><published>2011-07-06T15:18:00.003-03:00</published><updated>2011-07-06T16:02:20.530-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><title type='text'>a rotina de uma criança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Estava lá, feliz, com uma mochila contendo brinquedos, livrinhos, cadernos de colorir e vários lápis-de-cor, uma mão colada na mão do pai e a outra na mão da mãe. Até aquele momento sua existência tinha sido muito curta. Sabia basicamente de três coisas: o pai sorri de um jeito diferente para a mãe, não devo sair de perto de quem me ama caso contrário posso ser pego e devo sempre guardar os lápis-de-cor no estojo depois de usá-los. É claro que já tinha aprendido muitas outras coisas, mas essas outras tinham pouca aplicabilidade ou não faziam muita importância no final das contas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Seguiu a mãe e o pai enquanto entravam numa loja muito, mas muito grande, com muitas luzes, muitas máquinas, muitas cores, nossa! que tontura. Acordou do devaneio quando sentiu o pai puxando-o pela mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Essa loja tem muitos livros que você um dia vai ler, Tiago", ouviu o pai falando-lhe. Passeando por lá, viu que realmente a loja tinha muitos livros. Uns com capas feias e sem-graça, sem falar da grossura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foi para a parte mais chamativa e começou a entreter-se com um livro sobre espiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Agente Tiago", ele ouviu, "precisamos de você na seção de jogos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tiago levantou os olhos. O lugar era grande e metálico. Levantou-se, tirou seu GPS portátil - tecnologia de ponta de sua empresa supersecreta - do bolso do casaco e encontrou-se. Saiu andando e virou no primeiro corredor à sua direita, cuja porta de acesso encontrava-se arrombada. Estava frio, sua respiração estava acelerada, e apenas seus batimentos cardíacos e seus passos ecoavam na escuridão. Tiago acionou a lanterna de seu relógio e prosseguiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A cada passo que dava, mais frio ficava. Continuou andando - e, poucos passos depois, o som dos seu caminhar foi ficando diferente, como se ele estivesse pisando em alguma coisa. Com um pouco de receio, apontou a luz da lanterna para seus pés e - argh! Será que... será possível? Não pode ser! Tiago pegou uma amostra da substância em que pisava e provou -a. Sim! Como pensando! Marshmallow derretido! O caso é pior do que eu imaginava. O indivíduo não só fez um estrago imenso, como também desperdiçou todo esse material de conteúdo imprescindível para a sobrevivência. Monstro! Perturbado! Doente!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tentou segurar a respiração para não ser ludibriado pelo aroma doce e queimado do marshmallow. Ele devia prosseguir, não importava mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Acabou-se o corredor. Mais uma porta. Alarme destruído - hm, muito interessante, o indivíduo desabilitou o alarme com várias pancadas seguidas de curto-circuito causado por refrigerante de cola -, porta arrombada... e, pela ausência de pegadas, supõe-se que o homem está lá dentro ainda. Entrou. Era uma sala como o resto da construção - metálica, sem janelas, com condicionadores de ar... o diferencial era o grande cofre, que continha as versões mais novas e as vezes inéditas de jogos para computador ou videogame. Tiago respirou fundo e conteve uma lágrima - estar ali era muito emocionante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Muita tensão. Tiago armou-se com shampoo Johnson's Baby - chega de lágrimas? questionável - e apontou a lanterna para dentro do cofre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Agente Tiago, CI 2004, você vem comigo por violar leis de invasão de propriedade privada e desperdício de material alimentício". Sem resposta. "Estou armado. Saia pacificamente ou terei de agir."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Uma sombra começou a sair do cofre. Estava coberto de marshmallow e tinha vários jogos nas mãos - todos danificados. Tiago não conteve sua expressão de indignação. Saiu em disparada na direção do homem, que permaneceu ali parado, sorrindo. Foi correndo, cheio de raiva, chegava mais perto, mais perto, até que escorregou no marshmallow e foi derrapando ao encontro do homem, que também estava armado - com bombas de legumes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Seu final era inexorável. Tiago viu sua vida, tão curta, passar pelos seus olhos, lembrou-se do bolo que devia ter comido, lembrou-se da mãe e sobre como ele esquecera de entregar-lhe o cartão que fizera para ela...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Caiu. O homem foi aproximando-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Tiago.", sua voz era maligna. Mas familiar. "Tiago..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Tiago?", era seu pai. "Tiago, filho? Você está bem? Estou te procurando faz muito tempo, até que você passa correndo por mim, e cai, de repente! Está tudo bem?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tiago suspirou. "Não, pai. Eu não consegui pegá-lo." E agora, quem terminaria a missão? Ele seria motivo de piada na empresa, escorregou no marshmallow... que vergonha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"O quê?", o pai parecia não entender a seriedade da situação!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"Nada, pai. Eu cuido de tudo depois". Ele deu as mãos para o ingênuo pai e os dois foram ao encontro da mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5738768291087327748?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5738768291087327748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5738768291087327748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5738768291087327748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5738768291087327748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/rotina-de-uma-crianca.html' title='a rotina de uma criança'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5821745744587026610</id><published>2011-07-04T21:30:00.003-03:00</published><updated>2011-07-04T22:14:40.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>união</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Silêncio. Não do tipo constrangedor, nem do tipo questionador, nem do tipo ensurdecedor. Só o puro silêncio, sem nenhuma interpretação, podendo ser analisado como uma pausa entre notas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você não vai me perguntar mais nada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não. Não preciso saber mais nada pra concluir que você é absurdamente perturbada. Aliás, eu comecei a suspeitar disso quando vi você entrando. Apesar do seu olhar penetrante e da sua pose ferina, algumas coisas te denunciam, como suas unhas por fazer, seus sapatos gastos e seu cabelo por pintar. Se você vivesse inteiramente por essa vida, sua apresentação estaria impecável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Luana surpreendeu-se mais uma vez. Torceu a barra do seu robe com as mãos e mordeu a língua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você tem alguma ideia acerca do motivo de isso acontecer com você? Quero dizer, essa quebra dentro de você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O que é você? Um psicanalista? Eu não sei e não quero saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Victor olhou para baixo, compreensivamente. Aquele ataque fora só uma forma de defesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Sabe, minha mulher diz que eu sou um babuíno que não consegue controlar seus impulsos sexuais. Não sei por que ela começou a falar isso, nunca dei motivos para tal, mas uma mulher infeliz consegue achar impurezas em qualquer lugar, e de certa forma...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Victor ia falando, mas Luana sentia como se tivesse sido sugada para outra dimensão. Uma dor de cabeça insuportável e um bombardeio de memórias haviam tomado conta de sua mente. Ela queria gritar, queria correr, jogar-se de cima do prédio, bater sua cabeça contra a parede para fazer tudo aquilo parar, mas seu corpo só respondeu àquilo com um súbito desmaio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Uma criança sorrindo, de rosto conhecido - um dos alunos de Luana. Um homem chegando - Victor. Os dois aproximando-se. Eram filho e pai. A criança corre, parecia não querer ficar na presença do pai, ela quer ser livre, fazer o que quiser. O pai coloca as mãos no rosto, visivelmente transtornado pelas atitudes do filho, refletindo se não é melhor deixá-lo fugir, vira as costas e começa a ir embora. Mas algo os impede. A criança tropeça e cai, o pai, instintivamente ao ouvir o barulho da queda, vira o rosto e o vê, sangrando, chorando, e corre em sua ajuda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando estavam na iminência de darem-se as mãos, a cena muda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A sala onde Luana dava aula. Em vez das crianças, lá estavam babuínos, e a professora usava vermelho e um decote que mostrava mais do que deveria. Ela dava aula. Um dos babuínos começa a comportar-se mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando Luana ia reprimi-lo, a cena muda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A sala vermelha. Luana de branco, óculos e cabelos presos num rabo-de-cavalo, sentada numa poltrona, rodeada por prostitutas, ensinando-as história. Uma das moças levanta a mão para fazer uma pergunta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando Luana ia atendê-la, ela acorda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No hospital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O barulho esperançoso do monitor que mostrava sua frequência cardíaca foi ficando cada vez mais alto, sons de pessoas andando e conversando ao longe foram ficando mais distintos, pouco a pouco ela começou a ouvir os barulhos da cidade até que, por fim, abriu os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Viu uma enfermeira se aproximando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Ah, você acordou! Antes do previsto, que bom! Achávamos que você só ia acordar daqui uns três ou quatro meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O quê? Faz quanto tempo que eu estou aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Dois meses. Pelo que sei, você sofreu grande estresse e seu cérebro meio que entrou em curto-circuito. Você se desligou, garota, entrou em coma. Que bom que foi socorrida a tempo, o seu marido estava super preocupado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Quem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Seu marido, Victor. Foi ele quem te trouxe aqui, lembra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Meu... marido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Victor entra na sala, com uma expressão ansiosa e cabelos amassados de quem tinha acabado de acordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Fui bipado, me disseram que estavam monitorando a atividade cerebral e que ela estava se normalizando e...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Os olhos de Victor encontraram os de Luana. Ele prendeu sua respiração um instante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Minha garota, você acordou!, ele saiu tropeçando e caiu aos pés da maca de Luana, segurando sua mão. Você se lembra do que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Luana acenou negativamente com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não tem importância, olha, olha quem veio aqui te visitar... Olha, Tiago, a mamãe acordou!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Um menino de aproximadamente 6 anos foi entrando timidamente no quarto. Cabelos louros, olhos cor-de-mel, suas mãozinhas torcendo a barra da camiseta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Mamãe, você dormiu tanto tempo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ao ver esse rosto, ao ver o rosto de Tiago e olhar para os olhos cor-de-mel de Victor, tudo atingiu Luana de novo. Ela lembrou-se de conhecer Victor na faculdade e casar-se com ele alguns anos depois, de começar sua carreira de professora, de ter um filho, de começar a ter lapsos momentâneos e perda de memória recente, de ir a um psiquiatra que diagnosticou-a com um certo transtorno de personalidade, lembrou-se de começar a surtar com sua vida perfeita com Victor, de dar aulas para seu próprio filho, de começar a irritar-se com nada, de começar a sair a noite, de arrumar um escape para toda sua bilateralidade, de Victor apoiá-la e encontrar-se com essa outra personalidade e ajudá-la a se recuperar... Tudo isso atingiu-a em alguns milésimos de segundo, mas, dessa vez, não causou um desmaio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você está bem, meu amor?, a voz de Victor a trouxe de volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Estou, sim... acho que agora estou bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tiago sorriu e sentou-se no pé da maca de Luana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Senti sua falta, mamãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5821745744587026610?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5821745744587026610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5821745744587026610&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5821745744587026610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5821745744587026610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/07/uniao.html' title='união'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8933811256252363372</id><published>2011-06-30T20:16:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T21:29:16.209-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contradições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Victor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Victor?, Luana perguntou, avançando a passos largos e lentos na direção do homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Isso não importa, sim?, foi-lhe a resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Meu querido; ia dizendo com um sorriso malicioso; eu preciso saber que nome gritar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O homem parecia não estar ouvindo, ocupava-se em examinar o corpo de Luana enquanto afrouxava a gravata e abria os botões da manga da camisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Aquele quarto. Era bem aconchegante e arrumado quando considerada sua função. Uma cama grande e com roupas de cama muito bonitas, cortinas luxuosas, uma grande janela com uma vista muito bonita apesar de ser só do primeiro andar e um espelho grande e bonito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sim, um espelho. E esse especialmente não era no teto - era um espelho pequeno, daqueles que só refletem seu busto, e ficava ao lado da janela. Qual o propósito daquilo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quartos como esses não deviam ter espelhos. As moças que por ali passam têm sentimentos confusos e deturpações de mais em sua personalidades para conseguirem aproveitar do prazer de olhar-se no espelho e sorrir ao ver sua própria imagem. Os homens que por ali passavam também abaixavam o olhar ao observarem a expressão fria e vazia do reflexo encarando-os. Resumindo, um lugar como aquele exigia uma venda para os olhos, não um objeto que induz a reflexões acerca de sua existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Luana sentou-se na cama e indicou com os olhos para o homem segui-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não, eu não quero sexo, disse Victor. Só quero fumar e olhar livremente para uma mulher. Sabe, não posso fumar dentro de casa e minha esposa me sufoca com tanta insegurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Afrouxou novamente a gravata. Acendeu um cigarro, aproximou-se dela e soltou a fumaça em seu rosto. Uma expressão sarcástica e um tanto surpresa espalhou-se pelos olhos de Victor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você parece decepcionada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você parece louco. Ainda vai me pagar, certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Sim, madame. Como quiseres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Apesar de ter pronunciado as palavras "louco" e "pagar" com sua característica firmeza, Luana não parecia convicta de como deveria se comportar naquela situação. Mais fácil lidar com homens neandertais e sedentos por sexo do que um que, de tão perdido, precisou procurar uma prostituta para sentir-se mais... ele mesmo. O que aquilo queria dizer? Ele não precisou ceder a seus "instintos" para livrar-se da abstinência e da claustrofobia causada pela esposa. Isso mexeu com nossa protagonista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Você está casado há quanto tempo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Dez anos. Sempre fui feliz e fiel. Acho que por isso ela começou a me sufocar de insegurança. Mulheres não gostam quando tudo está perfeito, sim? Elas têm de arrumar algum problema para a situação parecer mais real, como se desgraça fosse um sintoma da realidade. Victor riu e apagou o cigarro no dorso da mão. Luana cobriu-se com seu robe de seda cor-de-vinho pois sentiu vergonha de sua natureza ao encarar Victor. Ele parecia tão triste, e conformado, e adestrado, e ainda assim, encontrava formas razoavelmente saudáveis para liberar suas angústias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Então, isso é o que você faz da vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;-... desculpe-me?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Isso mesmo. Você é só prostituta ou isso é um tipo de segunda vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não é uma segunda vida, porque uma segunda vida significa que há uma outra vida, vivida pela mesma pessoa, e o que acontece comigo não é isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Victor parecia intrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O que é, então?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Eu vivo uma vida só, e a outra parte de mim vive outra. Não tenho lembranças racionais nem sensitivas, só sei que, em certo momento, o meu eu de agora se desliga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- E você sempre foi assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Eu não lembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8933811256252363372?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8933811256252363372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8933811256252363372&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8933811256252363372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8933811256252363372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/06/victor.html' title='Victor'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-587913303845744795</id><published>2011-06-16T19:26:00.002-03:00</published><updated>2011-06-16T20:10:45.167-03:00</updated><title type='text'>the highest of all duties</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;The aim of life is self-development. To realise one's nature perfectly - that is what each of us is here for. People are afraid of themselves, nowadays. They have forgotten the highest of all duties, the duty that one owes to one's self.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Luana apreciava a perfeição de suas unhas quando ouviu o despertador. Um despertador, sim, um som inconfundível que despertaria de dentro dela a primitiva e inconsequente Luana. Despediu-se da literatura, despediu-se da água gaseificada, despediu-se de seu respeitável eu e encarnou seu próprio eu-satírico, seu alter-ego, sua outra face. Como esse processo se dá é desconhecido, o que realmente acontece com a mente e as percepções de Luana ainda é debatido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Levantou-se do sofá e foi tomar um banho de banheira. Preparou o banho com pretensão e calma, com sais aromáticos e água bem quente. Mergulhou-se na água e concentrava-se enquanto inalava odores salpicantes e ardentes. Fechava e abria os olhos lentamente, relaxava os ombros e massageava seus pés. Tudo devia levar, inexoravelmente, a uma noite produtiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Enfim, pulando os pormenores das arrumação e saída, mas não omitindo o fato de ter consumido uma garrafa de vinho branco inteira antes de sair, o próximo lugar em que se encontrou foi numa casa aparentemente normal, mas vermelha por dentro. Vermelha de erotismo, de falta de saída, de desespero, de gritos, de volúpia. Algumas moças, demasiadamente jovens, reuniam-se numa sala improvisada no porão. Toda a claustrofobia da vida que essas moças levavam condensava-se nas peculiaridades da sala e das palavras que ali ficavam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Após cumprimentar algumas colegas, checou sua agenda - sim, uma agenda, com horários tão disputados quanto os de um renomado psicólogo ou de um extraordiário &lt;i&gt;personal trainer &lt;/i&gt;- e reconheceu o sobrenome de seu primeiro freguês, não sabia de onde, mas uma voz ecoou pela sua mente dizendo que aquilo já havia sido visto uma vez ou outra em sua vida. Foda-se. Essa informação não ajudaria em nada no seu desempenho com aquele espécime. Informações e conhecimento não têm valor nenhum para alguém pragmático e pouco essencial como Luana - forma tão mais fácil de se levar a vida, não? Pensar dá rugas. &lt;i&gt;Beauty, real Beauty, ends when an intellectual expression begins. &lt;/i&gt;E o que é viver se não apreciar a beleza da vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Estralou o pescoço para um lado, depois para o outro. Andou com passos sorrateiros até o escritório, onde encontrou o dito cujo. Parecia ter em torno de quarenta e cinco anos, não usava aliança, estava ainda de terno e possuía algumas rugas que denunciavam seu caráter questionador. Sim, ela já havia visto esse rosto. Mas esse sentimento não era, ou não parecia ser, recíproco. Mas enfim, um rosto é só um rosto, um orgasmo é só um orgasmo e os lençóis de hoje serão trocados amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Realmente, um dos muitos sistemas de defesa conhecidos e usados pelas pessoas é o esquecimento, a abstração, a negação. Luana não tinha plena consciência disso ainda, mas uma parte de seu eu, de suas características, de suas vontades, tinha sido tão reprimida que, ao vir à tona, para não causar maiores enfermidades à outra parte, aprendeu a guardar suas vivências em uma área à parte em sua mente.  Sendo tão paradoxal, tão complexa, e não tendo aprendido a lidar com todo seu conteúdo, Luana seguiu pelo caminho mais fácil. E perdeu-se-lhe a riqueza de ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;(ainda continua. calma.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-587913303845744795?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/587913303845744795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=587913303845744795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/587913303845744795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/587913303845744795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/06/highest-of-all-duties.html' title='the highest of all duties'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-3617986638136380151</id><published>2011-06-06T18:47:00.001-03:00</published><updated>2011-06-06T19:23:54.677-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contradições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>impulsos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;fontsize small=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um feixe de luz entrando através da cortina de camurça e vermelho-sangue e pousando numa pele macia e rosada. Um ambiente fétido, repugnante, medíocre, em oposição a delicadas mãos. Um homem indo embora deixando dinheiro dentro dos sapatos da moça, em oposição à ternura e inocência com que ela se encontrava encolhida em posição fetal na cama. Essa era Luana.&lt;/span&gt;&lt;/fontsize&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Franziu as sobrancelhas ao perceber que já era dia. Levantou-se preguiçosa e relutantemente, em movimentos lentos e calmos, até que - oito e meia? - já? - vestiu-se - penteou-se - onde está o dinheiro? - ele deve ter pago a diária - saiu e deixou aquele lugar para trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sim, finalmente, chegou a sua casa. Foi direto para o chuveiro, limpou-se de toda a sujeira da noite passada - limpou-se a consciência - limpou-se das memórias, dos sentimentos, da selvageria, do caráter animal e impulsivo - limpou-se da mágoa e do remorso de ser tão paradoxal, primitiva e sem auto-controle - pois era um novo dia e sempre há muito trabalho para ser feito na escola em que trabalhava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um tipo diferente de escola, em que as crianças de 4 a 8 anos têm aulas juntas, fora as de matemática e ciências. Esse compartilhamento de experiências e aprendizado era muito rico, e Luana adorava seu trabalho. Às vezes iniciava reflexões e guiava as crianças por uma linha de pensamento, outras vezes dava aula de música, e de tempos em tempos reunia-se com as outras três ou quatro professoras para discutirem o processo, os métodos e os progressos feitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O tema das aulas ao decorrer da semana seria sobre controle de seus instintos e noção de público e privado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É sempre muito difícil explicar para crianças o porquê de certas convenções e coerções. A criança, tendo uma personalidade e um quê primitivo dentro de si, não entende facilmente por que razão certas coisas são públicas e outras são privadas, ou ainda por que deve-se controlar certos impulsos e instintos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- O que diferencia nós, pessoas, seres humanos, dos macacos e outros animais, além de nossa aparência?, Luana perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Macacos têm uma família só muito grande!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- É, os animais estão sempre em bandos, muito grandes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eles não vivem em casas que nem a gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eles não sabem ler nem escrever. Nem desenhar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Então nós, de certa forma, somos mais evoluídos que os macacos, certo?, Luana perguntou. E o que mais? Onde os macacos fazem o número 1 e o número 2?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Em qualquer lugar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E onde eles têm filhos? Um macaco casa-se com uma macaca para sempre e eles têm apenas alguns filhos, ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu outro dia vi na televisão que não existe isso de casar entre os macacos. Um macaco pode ficar com várias macacas ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Isso tudo, crianças, nos diferencia dos animais. Nós temos controle de nossos impulsos e instintos. Nós sabemos que não podemos simplesmente abaixar as calças e fazer o número 2 na rua, certo? Sabemos que existem certas regras e que devemos respeitar essas regras de convivência. Cada vez mais, quanto mais envelhecemos, nos damos conta de que nós somos donos de nossas vontades e impulsos, e que não devemos nos deixar dominar por eles. Vocês estão acompanhando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Um dia ouvi minha mãe dizer pra uma amiga dela que meu pai não sabia controlar seus impulsos sexuais e que por isso eles estavam se separando, porque ele precisava ficar com outras mulheres, que nem o macaco precisa ficar com outras macacas. E ele é velho, professora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Luana procurou não voltar suas atenções para tal comentário. Desconversou e logo o sinal bateu. As crianças foram todas embora, mas Luana ficou ali, sentada na sala, observando o círculo no chão em que as crianças sentavam na hora das reflexões. Ela lembrava-se claramente da noite passada. Lembrava-se nítida e racionalmente de tudo o que fizera, mas algo a impedia de digerir tudo aquilo, de processar, de sentir novamente o que era estar naquele lugar. Um bloqueio, uma trava de emoções ligava-se toda vez que Luana saía à noite, de forma que a Luana da noite era diferente não comunicava-se com a de dia. Uma forma de defesa, talvez?, pois sem os dois lados da história não era possível refletir-se a respeito, então ambas Luanas seguiriam com sua forma de vida sem culpa ou consciência de suas falhas de caráter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-3617986638136380151?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/3617986638136380151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=3617986638136380151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3617986638136380151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3617986638136380151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/06/impulsos.html' title='impulsos'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5572653663262054109</id><published>2011-05-31T19:35:00.001-03:00</published><updated>2011-05-31T19:48:18.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>o fenômeno de ocidentalização</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(o texto a seguir eu fiz para a aula de redação da minha escola. tirei 9,5 e tive meu momento de glória, pois considero minha professora um tanto quanto exigente. aqui vai.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Globalização, geopoliticamente falando, significa livre fluxo de informações, capitais e pessoas entre os países. Com a revolução tecnológica da internet (que agiliza o fluxo de informações), abertura de países isolados economicamente e expansão do neoliberalismo alguns Estados tornaram-se dependentes do capitalismo e dos valores agregados a ele - tanto econômica quanto culturalmente. Certos padrões ocidentais tornaram-se a representação de "poder", e o motivo por trás disso pode ser compreendido através de uma análise histórica e ideológica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Historicamente, o ocidente, representado por europeus e norte-americanos, está ligado a explorações, conquistas, avanços tecnológicos e revoluções. A Europa simboliza o avanço social, e os EUA, o econômico. Com toda a sua história e passado tendo construído a base de seu atual sucesso (em termos), não é de se espantar que o ocidente esteja ligado à ideia de poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Consequentemente, se o ocidente e sua política neoliberalista são a visão de progresso, sucesso e poder; o oriente (e qualquer outra cultura que vá de encontro aos "valores" capitalistas) e sua cultura seriam a visão do atraso e do fracasso. Com o fortalecimento da globalização, que tende a unificar e igualar culturamente o mundo, o fenômeno contrário, de regionalização, enfraquece - e, com ele, os governos e culturas demasiadamente regionais. A população tende a negar sua cultura para não se sentir "atrasada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outras consequências da globalização e da relação dominador/dominado são a exclusão ou anulação de culturas e a padronização - da beleza, dos produtos, da língua, dos valores, das roupas -, a qual está ligada à divulgação de um modo de vida ocidental. A padronização ocorre através de internet, filmes, revistas, até livros, que divulgam valores capitalistas, levando os cidadãos a pensar que seu modo de vida não é adequado por não ser igual ao "American way of life". Assim, para superar o sentimento de exclusão e marginalidade, uma japonesa morena e conservadora assume a aparência de uma francesa consumista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Vistos todos esses âmbitos (histórico, ideológico e psicológico), compreende-se melhor a dominação ocidental sobre outras culturas. Conclui-se que o ocidente está, por inúmeros motivos e em inúmeras áreas, ligado à ideia de "poder", e por isso os indivíduos tendem a ocidentalizar-se, por exemplo na aparência, reflexo óbvio e visível (e risível). Até que ponto essa ocidentalização continuará é difícil dizer, mas pode-se afirmar que, no futuro, o globo será composto por três hemisférios: setentrional, meridional e ocidental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5572653663262054109?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5572653663262054109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5572653663262054109&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5572653663262054109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5572653663262054109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/05/o-fenomeno-de-ocidentalizacao.html' title='o fenômeno de ocidentalização'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5176491596912150361</id><published>2011-05-30T18:40:00.003-03:00</published><updated>2011-05-30T19:24:28.778-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>a ponte e fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eduardo pôs as mãos na cabeça. Precisou respirar fundo algumas vezes, sentia-se um pouco tonto. Um pouco depois, foi despertado pelos passos do garçom, aproximando-se de sua mesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Qual a forma de pagamento, senhor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Vamos dividir. À vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O garçom pareceu confuso. Seus olhos subitamente adquiriram uma expressão oblíqua, depois de riso, e ele perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Seu acompanhante retirou-se e já volta, ou...?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não, meu jovem, vou dividir a conta com... - e ao fazer o movimento com a mão indicando os bancos vazios ao seu redor, se deu conta de que estava sozinho. Piscou os olhos lentamente e procurou indícios da presença de Dibs, Fitz, Hermann ou da moça. Quando não foram encontrados, Eduardo sinalizou para o garçom trazer a conta e ponto final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Pagou a conta e saiu do bar, perturbado. Havia dormido? Bebido demais? Estava sonhando? A última coisa de que se lembrava nitidamente antes de chegar ao bar era de entrar em uma igreja. Será que havia caído no sono dentro da igreja mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eduardo andava enquanto pensava tudo isso, e quando o turbilhão de dúvidas em sua mente cessou, começou a prestar atenção no caminho. Parecia que não saía do lugar. Parecia que estava andando pela ponte sobre o lado prateado há vários minutos - a ponte não era tão grande assim. E ainda encontrava-se no meio do caminho! Curioso! Eduardo começou a correr, mas quanto mais ele corria, mais a outra margem afastava-se, mas ao olhar para trás, não tinha saído do lugar. Sentou-se devido à exaustão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Foi então que reparou nas roupas que estava usando. Os sapatos de Dibs, o terno de Hermann e os cabelos e gravata de Fitz. Fora suas mãos, que eram iguais às da Dama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Algo fez Eduardo levantar o olhar e virar-se para o início da ponte. Lá estava Dibs. Ele parecia não notar a existência de Eduardo. Estava lá, com seu olhar romântico, perdido, indeciso entre apreciar o caminho pelo que veio ou a ponte a que estava se dirigindo. Mesmo assim, parecia estar na iminência de fazer uma decisão, o que exalava força e autoconfiança de seu indeciso sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Então notou alguém de pé ao seu lado. Era Fitz. Não olhava para nenhum dos lados da ponte, não olhava para o tão bonito lago, não olhava para a lua - olhava para os próprios pés, para as próprias mãos. Parecia tão triste e tão decepcionado. Olhou para o fim do caminho, olhou para o começo, e em sua expressão ficou muito claro que queria estar em qualquer dos dois lugares, menos no que estava - no meio do caminho. Não exalava a autoconfiança de Dibs, na verdade, apesar de tentar disfarçar, parecia estar muito indeciso e infeliz. Eduardo sentiu pena de Fitz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E então viu Hermann, no final da ponte. Mãos nos bolsos, olhava de cima pra baixo para a ponte, parecia sentir-se superior por ter conseguido chegar ao outro lado inteiro. Mas lançava olhares tristes para o lago, para a lua, para as pedras de que era composta a ponte, como se estivesse arrependido de não ter notado esses detalhes enquanto estivera atravessando-a. Focou-se em atravessar a ponte dignamente e de cabeça erguida que perdeu o lado humano e curioso de aproveitar o caminho. Parecia tão triste quanto Fitz, mas sua postura orgulhosa disfarçava-o bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eduardo não queria chegar ao outro lado da ponte decepcionado, também não queria ficar ali no meio indeciso ou arrependido sobre o que fez ou deixou de fazer. Olhou para Dibs, que parecia tão natural, tão pronto para a vida, e percebeu que não devia tê-lo deixado para trás. Fitz parece ter deixado seu Dibs interior para trás, e as consequências disso são visíveis, risíveis. Ainda havia tempo, havia metade da ponte para ser percorrida, muitas luas e muitas marés passariam e Eduardo poderia voltar a aproveitar dignamente sua passagem. E então, num piscar de olhos, todos os três homens desapareceram, e ele percebeu a aproximação em passos lentos e suaves da Dama, carregando um lampião, que iluminava a ponte inteira. Ela estava sempre por perto, guiando seus pensamentos, guiando-o pela travessia da ponte. Embora não tivesse se feito muito presente no início da travessia, agora lá estava ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Decidiste? A ponte ficou mais clara agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eduardo fez que sim com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;No instante seguinte, encontrou-se na poltrona vermelho-sangue, numa sala muito bem iluminada por uma luminária grande que agora estava no centro da sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;FIM \o/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5176491596912150361?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5176491596912150361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5176491596912150361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5176491596912150361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5176491596912150361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/05/ponte-e-fim.html' title='a ponte e fim'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6235992133031361160</id><published>2011-05-24T18:46:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T19:40:04.819-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>a paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Antes de eu encerrar esse encontro - Dama começou - queria perguntar-lhes: como alcançar a paz?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- A paz de espírito? - Eduardo perguntou. - É um conceito bem... complicado. Não ouso dizer que seja inalcançável, mas até hoje temo que eu não tenha encontrado um método que me guie à paz de espírito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Depende do seu conceito de paz de espírito. - Hermann começou. - Acredito que nossa vida seja um círculo vicioso: temos um objetivo, batalhamos, alcançamos, nos entediamos e logo encontramos um outro objetivo, e por mais nobre, mais complexo que seja tal objetivo, a tendência é de nos frustrarmos quando alcançamos tal, pois sempre parece que o esforço foi maior que a recompensa. Superestimamos a recompensa, quando o contrário é que devia ser feito, mas, enfim. Acredito que a paz de espírito, olhando desse ponto de vista, seja alcançada quando conseguimos aproveitar mais a viagem do que o destino, o esforço do que a recompensa, o processo do que o &lt;i&gt;grand finale&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Acredito que a paz de espírito está no coração dos ignorantes. - Fitz disse, pausadamente. - Para aqueles que não saem da "cotidianice", que olham para seus problemas por um prisma egoísta e totalmente não-relativista. Não ter o peso do intelecto e de séculos de reflexões sobre seus ombros é, sem dúvida, a maior paz de espírito que existe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Algumas religiões e filosofias orientais acreditam que você pode se libertar de todas as angústias e problemas desapegando-se de tudo o que é material - Dibs disse - e isso inclui não só bens e objetos, mas também envolve que você não se relacione com ninguém, seja esse relacionamento familiar, amoroso ou amigável. O ato de desprender-se, de certa forma, de toda a sua vida implicaria uma paz de espírito constante por não haver com o que se preocupar. Tudo é passageiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Não gosto dessa ideia. Se eu me desprendesse de toda a minha vida, eu me desprenderia também de mim e de minha identidade, minha história. Eu realmente teria paz de espírito, porque não teria de refletir nem de me preocupar com nada, já que tudo é passageiro! - Apontou Eduardo. - Eu, quando jovem, gostava de pensar que eu alcançaria a paz o dia em que estivesse fazendo algo bom para mim e útil para o fator externo, seja esse fator a sociedade ou minha família. Esse equilíbrio, assim como Hermann disse, tendo a acreditar que só pode ser acessível quando começamos a pensar o valor das coisas por que passamos na nossa vida. Isso está incluso no gigante pacote definido por "aproveitar a viagem". Acho que essa determinação do que é válido e do que não é só pode ser feita se olharmos para nossa vida de fora, de cima, como se estivéssemos no topo de uma montanha: o que é pequeno some, apenas grandes formações continuam visíveis, e são essas grandes formações que merecem nossa atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Mas para alcançar-se essa forma de visão, tão cósmica, primeiro precisa-se reconhecer que, apesar de tudo por que passamos ter certa influência, mesmo que minúscula, na nossa identidade, deve-se aprender a valorizar acontecimentos ou reflexões realmente importantes: formadores de caráter, questionadores de nossa ética... e isso exige um certo desprendimento, sim, da predominância das emoções, as quais geralmente influenciam no nosso juízo de valores do que é realmente importante e o que pode ser considerado fútil - Fitz disse. - Tal atitude só pode ser esperada dos mais ricos intelectualmente. Não sei vocês, mas eu vivo em constante angústia e, apesar de eu também não gostar de utopias, como Dibs, tendo a pender para o lado cético da questão, o lado que grita "estás louco?!, paz de espírito é para parvos, sem grandes questionamentos ou grandes angústias!".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Vocês acham que tudo na vida é muito fácil. - Dibs disse, de forma disparata. - Tudo é ou inalcançável ou só digno de idiotas. Não é você mesmo que estava falando sobre aproveitar a viagem, Hermann? E não é essa a beleza? Acompanhar a sua evolução como ser humano, (racional, social e de alma muito rica), enquanto busca a paz de espírito, a solução dos problemas e uma forma mais saudável de encarar a vida? Não é isso o que torna a vida cheia de significado e aprendizado? Você acha, Fitz, que a vida de um parvo, em seu final, terá muito significado? Não que eu esteja desvalorizando vidas, cada um a aproveita da forma que bem quiser, só que um ser que se questionou e refletiu durante toda sua existência tornará sua vida muito mais significativa do que alguém que só cumpriu sua função biológica de existência. - Dibs então parou para tomar fôlego. - E não me venham com a ladainha de "mas o destino inexorável de todos é a morte". Isso só deveria fazer com que aproveitássemos mais, tendo a consciência de que, provavelmente, essa será nossa primeira e última chance.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Dibs revelava-se e os outros três homens encolhiam-se em suas roupas, envergonhados por terem deixado morrer dentro de si o Dibs que ali um dia esteve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6235992133031361160?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6235992133031361160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6235992133031361160&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6235992133031361160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6235992133031361160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/05/paz.html' title='a paz'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1197476384966019906</id><published>2011-05-16T19:24:00.004-03:00</published><updated>2011-05-24T19:41:33.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>sobre personalidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O homem definitivamente é composto de várias facetas que coexistem - nem sempre em plena harmonia, mas coexistem, uma não anulando a outra. Definir-se como tendo uma, duas ou dez faces é limitar todo o processo eterno de formação e expansão de seus caráter, personalidade e alma. Por mais que alguns dos lados do indivíduo seja evanescente, efêmero; as características que o compõem não o são, e continuarão existindo, pertencentes a outras facetas, dissolvidas na imensidão de nosso universo particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tendemos a achar que nossa personalidade é dividida em vários âmbitos, tipificados, com uma ou outra característica mais marcante, tornando assim mais fácil o processo de reconhecimento de tal faceta. Mas tal faceta não é composta por só uma característica, por só um tipo, por um só sentimento predominante. Há uma história por trás desse sentimento e dessa característica, há motivos por trás da determinação e da formação de tal face, tornando cada uma das faces uma micropersonalidade, uma ramificação da síntese personalítica - mas não menos complexa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sendo assim, quanto mais vivências, questionamentos, experiências, leituras, reflexões, situações, atritos, conflitos e decisões passamos ou temos de fazer, uma nova ramificação se forma, partindo da mesma raiz sólida e concreta que são nossos valores, princípios, ideais e sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa infinidade de lados existe por um motivo. Quanto mais rica a personalidade, quanto mais diferentes e variadas forem as formas de olhar para uma mesma questão; mais pertinente, útil e benéfica para todas as micropersonalidades a decisão final será - mas também mais difícil de ser feita e de ser aceita. Uma pessoa que não tem acesso ao conhecimento científico a respeito de tal doença aceitará a morte como sua única possibilidade e seu destino fatídico - é porque deus quis. Já quem tem acesso a todos os livros, bulas, teses e médicos possíveis fará o máximo para que haja outros caminhos, outras alternativas, uma sempre melhor que a outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E por mais que haja algum traço que não nos agrade em nossa personalidade - algum traço que não precisava existir e que continua lá, por algum motivo, como um vício -, ele é tão necessário para o processo de autodescobrimento quanto os traços que nos são úteis e que se sobrepõem aos outros. Justamente os de que não gostamos ou que não aceitamos em nós mesmos é que nos afastam das outras pessoas que possuem semelhantes. Quando aprendemos a lidar com o que nos incomoda - quando damos nomes aos nossos fantasmas - é que passamos a viver em harmonia com tal traço em nós presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas, no final das contas, sejam as ramificações evanescentes ou cicatrizes, o conjunto todo forma o sujeito, que dará frutos, responderá às estações e se desenvolverá de forma única e diferenciada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1197476384966019906?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1197476384966019906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1197476384966019906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1197476384966019906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1197476384966019906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/05/sobre-personalidades.html' title='sobre personalidades'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1674490278479424242</id><published>2011-05-10T20:24:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T19:41:39.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>dibs pronuncia-se</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Sabem o que eu acho? - começou Dibs. - Acho que os tolos aqui são vocês. Vocês é que são o hedonistas e escravos do capitalismo, os manipulados, os infelizes, os insatisfeitos e os ingênuos! Vocês - até você, Hermann - é que se deixam cegar  pela ganância, prepotência, ignorância e pseudo-busca por um sentido da vida. Não os culpo! Acho que o tempo tornou-os duros e de certa forma cegos ao que realmente importa. Mas é muita agnosia da parte de vocês acharem, que por serem mais velhos e estudados do que eu, que sabem mais sobre a vida ou que têm o futuro mais apropriadamente traçado. Filósofos, pensadores, psicólogos e sociólogos de muitas gerações já afirmaram que devíamos ver o mundo com o olhar das crianças, não no sentido de um olhar sem malícia, mas de um olhar de quem aproveita o que está vivendo, de quem tem sonhos no coração e procura concretizá-los da forma melhor e mutuamente benéfica possível... quando crianças é que aprendemos a amar, sentir, sonhar e planejar corretamente... esses valores todos vão se dissolvendo dentro de nós com a idade e o falso conceito de maturidade... Portando, do meu ponto de vista, ingênuos são vocês, que se acham bons o suficiente para viverem sozinhos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não é preciso dizer, caro leitor, que a atmosfera ficou cheia de tensão e indignação. Hermann sentia-se envergonhado por ter recebido uma lição de moral de tão jovem criatura, Fitz  sentia-se indignado e já calculava respostas para cada sentença dita por Dibs, e Eduardo estava realmente refletindo sobre o que Dibs dissera. Mas, de forma geral, o que cada um se perguntava era: e se Dibs estiver realmente certo? E se aqueles valores mencionados por ele tornassem a vida realmente mais proveitosa e menos difícil?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo começava a sentir vontade de bater sua cabeça contra a parede. Trinta e tantos anos, vinte e tantos investidos em agradar a terceiros. Os últimos dez anos de sua vida empregara apenas em reverter suas habilidades em algo que poderia ser útil apenas aos outros e que não lhe dava nenhum prazer. Alguém que passa tanto tempo assim ou é realmente ignóbil e não dá valor à própria vida ou é alguém que aterroriza-se só com a ideia de fazer algo por si próprio, de seguir os próprios sonhos independentemente de sua utilidade ao capitalismo atual, se arcar com as consequências das próprias escolhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Hermann tentava calcular onde é que tinha errado. Tudo aquilo parecia tão óbvio, mas Hermann acostumou-se a olhar através do óbvio, então muitas vezes não capta as coisas mais simples. Tanta complicação, tantas desculpas, tantos motivos para não aproveitar a vida; que Hermann esqueceu-se do valor-mor, instintivo, primitivo e poético em todos os sentidos: simplesmente aproveitá-la, pois não teria outra. Tornar-se escravo das próprias ideologias, epifanias, medos, hipóteses e obrigações para com a tal sociedade também é uma forma de anular-se. Prender-se à tarefa sem aproveitá-la é tão herege quanto não fazê-la.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitz não queria aceitar que sim, talvez Dibs esteja certo, talvez afastar as pessoas não seja a atitude mais certa a se tomar. Julgar o caráter das pessoas baseado em seu nível intelectual é tão errado. Prova disso era ele mesmo - extremamente dotado intelectualmente, mas não serviria como referência de cidadão moral. Tampouco seria um amigo de verdade. Tendo sua existência marcada por solidão e muitas contradições dentro de si, Fitz concluiu que sim, há um método alternativo, a felicidade é possível, arrogância não é sinônimo de superioridade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dibs era, sem dúvida, o jovem que um dia os outros três foram, mas abandonaram por conveniência ou falta de utilidade, e aquela conversa resgatara valores há muito esquecidos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1674490278479424242?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1674490278479424242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1674490278479424242&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1674490278479424242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1674490278479424242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/05/dibs-pronuncia-se.html' title='dibs pronuncia-se'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1059262507794472866</id><published>2011-04-28T20:07:00.005-03:00</published><updated>2011-05-24T19:41:51.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>o sentido da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;- Utopias me deixam extremamente frustrado. - Eduardo continuou. - Se eu detesto o sentimento de não ter conseguido cumprir uma meta, me sinto ainda pior quando percebo que tal meta é inalcançável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Quando sua meta passa a ser algo inalcançável, alguma coisa está errada. - Fitz comentou. - Quero dizer, quem em sã consciência passa a desejar algo que não pode nunca ser atingido? É masoquismo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Acho que uma pessoa já muito realizada tende a, cada vez mais, sonhar mais alto, consequentemente exigindo mais de si e empenhando-se mais na conquista de seu objetivo... - Dibs disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não. Acho que desejar algo inalcançável não significa que a pessoa seja realizada, significa falta de humildade e sentimento de onipotência. Em outras palavras, estupidez. - Fitz disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Se todos pensássemos assim - Hermann começou - ninguém não buscaria nem encontraria um sentido para a própria vida, visto que a busca pelo mesmo geralmente leva bastante tempo e muitas vezes parece inatingível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mas encontrar um sentido para a própria vida é algo muito mais profundo e complexo do que simplesmente considerar-se admirável o suficiente para atingir todo e qualquer objetivo almejado - disse Fitz. - O indivíduo pode muito bem ter um objetivo moral para cumprir durante sua vida sem começar a achar que é capaz de cumprir com todos as suas metas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mas então - disse Hermann, e começou a desenvolver a frase vagarosamente:- o que torna uma busca por um sentido na vida diferente de uma outra meta qualquer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os outros três puseram-se a pensar. Dibs resolveu pronunciar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- A busca por um sentido deve basear-se nas suas aptidões, gostos... Deve ser uma união do útil com o agradável, ao mesmo tempo pensando de que forma se estará contribuindo ao mundo ao seu redor. Seja esse mundo composto por 6 ou 6 bilhões de pessoas, tudo o que você faz é de certa forma importante para pelo menos uma pessoa... independentemente da área de sua atuação, deve-se sempre segurar sua lâmpada, seja pra iluminar uma pequena área ou um ambiente inteiro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Então, basicamente, devemos todos empregar nossas habilidades e o que gostamos de fazer para o bem? Para a melhoria do mundo? - Fitz soava incrédulo. - Isso é tão romântico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Perdão pelo clichê, mas se todos fossem como Dibs, senhor Fitzwillian, o mundo de fato seria melhor. - disse Hermann.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Olha, meu caro, minha melhor habilidade é a manipulação, e o que eu mais gosto de fazer é fazer o que eu quero. Como isso pode ser revertido para o bem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Você é um pobre coitado que precisa de muita ajuda para livrar-se desse seu lado que foi esculpido por conveniências, negócios e seu pai. Fitzwillian, você sabe bem que manipulação não é seu maior dom, e que se você investisse um mínimo de tempo em um processo de autodescoberta você seria um homem completamente diferente. - Hermann disse, deixando Fitz a olhar pela janela, vermelho. - E você, Eduardo? Já descobriu um sentido para sua vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os olhos se voltaram para Eduardo. Hermann olhava-o curiosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Na verdade, não. Passei tanto tempo sendo o que o mundo queria que eu fosse que me perdi no meio do caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Você não tem uma esposa e filhos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Sim... posso dizer que depois de um tempo pude sentir que começou a florescer alguns traços de amor dentro de mim, por ela. Casamo-nos por conveniência social. Ela é tão perdida quanto eu, mas mostra-se, dentro de casa, uma mulher decente e ótima mãe... E meu filho, meu filho provavelmente é o único motivo pelo qual eu continuo seguindo com minha vida de fachada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Você não acha que isso é um ótimo sentido para sua vida? - Dibs perguntou. - Viver para fazer alguém feliz, viver sendo feliz porque o outro está feliz. Mesmo que sua busca seja eterna e que você nunca se conheça por completo, sua vida não vai ter sido um completo desperdício, pois você terá compartilhado-a com sua esposa e filho. Uma vida com amor nunca é vazia, pois o amor é o sentimento mais nobre e satisfatório que existe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Dibs, você é um eterno romântico, ingênuo, tolo. - Disse Fitz. Ele olhava pela janela novamente, mas não conseguiu disfarçar que as palavras do mesmo haviam atingido-o - ele, cuja vida esteve repleta de tudo, menos de amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1059262507794472866?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1059262507794472866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1059262507794472866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1059262507794472866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1059262507794472866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/04/o-sentido-da-vida.html' title='o sentido da vida'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8722455481301219966</id><published>2011-04-16T09:24:00.004-03:00</published><updated>2011-05-24T19:42:00.623-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>liberdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Ao menos eu sou livre, Fitzwillian.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essa foi a resposta dada por Hermann, uns tensos segundos depois das explosão e confissão de Fitz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dibs tinha suas orelhas vermelhas e as mãos juntas em seu colo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo encarava Fitz e Hermann como se estivesse acabado de assistir um diálogo entre ele e ele mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A Dama observava toda a composição da cena com um êxtase profundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Que diabos, Hermann! - Fitz agora encarava-o como se fosse louco. - Eu sou livre, legalmente livre e responsável por mim mesmo e por qualquer outro alguém desde que completei vinte e um anos de miserabilidade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- O que quer dizer com isso? - Eduardo interveio. - Você supõe que algum de nós não seja livre?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu sou livre porque sou escravo das minhas virtudes e dons. Vocês são escravos do que a nossa sociedade, hedonista e que padroniza, impõe que sejam. Vocês são escravos do trabalho e do dinheiro, são escravos da falsa ideologia (que atua como uma pseudo-crença a ser seguida) que lhes é imposta todos os dias por todos os meios de comunicação, são escravos de seus impulsos e desejos carnais e materiais, são escravos de uma falsa necessidade de atualização. São pobres seres racionais que são enganados a todo instante. Mas vocês todos, todos, são ignorantes a ponto de não saber que, se vocês são escravos de si mesmos (de um eu idealizado e requerido pela sociedade), são também os donos de si mesmos, possuidores da única chave para sua própria libertação. Libertação essa que exigiria muita reflexão e desprendimentos, mas que traria uma recompensa para toda a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ficaram todos, exceto Fitz, encarando os próprios sapatos, como crianças que acabaram de levar uma bronca moral da mãe. Dibs mostrava-se incrivelmente maravilhado de ter acabado de escutar toda aquela profecia ditada por Hermann. Não conseguia esconder a admiração e, ao mesmo tempo, a pena que sentia pelo homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Se você é escravo de suas virtudes, Hermann, você também pode estar sendo ludibriado pelo que acha ser um bom motivo para continuar vivo. Se você acha que ser escravo de sua inegável habilidade para refletir criticamente acerca das coisas, escrever sobre o comportamento humano, cercar-se de cultura e embriagar-se de poesia modernista são virtudes, provavelmente o pensa porque são atitudes não tão comuns em nossa sociedade. Logo, você continua sendo escravo da mesma - no caso, é escravo do que não é requisitado ou apreciado. - Fitz concluiu, finalizando sua fala num tom estranhamente reflexivo e não tão sarcástico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Hermann, também há a possibilidade de você cegar-se tanto acerca de suas virtudes que se esqueça de trabalhar seus defeitos. - Dibs disse. - Ou você acha que é completamente normal e são estar total e completamente alternativo à sociedade? O homem é um ser social, vive em sociedade e de uma forma ou de outra deve fazer parte dela, e você precisa parar de acreditar que assistir à programação que passa em seu televisor ou comer fast food de final de semana acabaria por corromper seu rico caráter.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ficaram quietos, refletindo. Era muito conteúdo em um demasiadamente curto espaço de tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mas então - Eduardo quebrou o silêncio - o que é ser livre?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Acredito que seja não prender-se a nada. Não prender-se a valores como se fossem a única verdade do mundo. - Fitz disse. - Acho que um homem realmente livre é aquele que consegue enxergar e refletir acerca de ideologias e opiniões diferentes, e, por fim, montar, como num mosaico, sua própria tese acerca da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mas como? Como uma pessoa pode montar seu caráter e ter uma posição definida, se ela não se prende a ideia nenhuma? Uma pessoa assim seria indecisa pelo resto da sua vida! Estaria destinada a ficar em cima do muro em todas as decisões que envolvam uma moral, por toda a sua vida! - Hermann disse. - Ser livre é ser indefinido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não, Hermann. É totalmente possível que se tenha um ponto de vista mesmo não se prendendo a uma só teoria. E esse é o real valor da liberdade que Fitz está tentando nos mostrar. A liberdade é um valor acima de todos, e só é possível alcançá-la quando nos libertamos dos nossos preconceitos e passamos a olhar tudo por cima, conseguindo compreender tudo à nossa volta, porque temos nosso olhar livre o suficiente para analisar uma situação sem nos prendermos à uma ideia totalmente contra ou totalmente a favor a ela. O indivíduo livre não é aquele indeciso, pelo contrário, é aquele que reflete e pensa e define muito mais do que qualquer um, pois tem sua mente aberta a tudo. - Foi a vez de Eduardo manifestar-se. - Utópico. Não acredito que alguém consiga atingir esse estado. Talvez Buda, Gandhi, Maomé ou Jesus Cristo, mas não nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não gosto de utopias. - Dibs pontuou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8722455481301219966?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8722455481301219966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8722455481301219966&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8722455481301219966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8722455481301219966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/04/liberdade.html' title='liberdade'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2966543664217921896</id><published>2011-04-07T19:03:00.004-03:00</published><updated>2011-05-24T19:42:09.509-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>felicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;A atmosfera ia ficando cada vez mais carregada de faíscas e tensão entre Eduardo e Hermann. Comentários cínicos e indiretas ficando cada vez mais frequentes. Dibs olhava-os de forma confusa, Fitz tinha seus pés apoiados na mesa e consumia seu segundo charuto. Dama passava os dedos ao redor da sua taça meio cheia (ou meio vazia, dependendo da corrente filosófica do leitor). Tomou fôlego, hesitou, mas levantou a voz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu queria propor-lhes uma troca de ideias...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Deus me livre!, para citar Mário Quintana, &lt;i&gt;mademoiselle&lt;/i&gt;. Prefiro abster-me da discussão. - Suponho que o leitor já saiba de quem foram essas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitz soltou a fumaça pela boca com um estalo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Qual seria o tema?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E se eu não souber o que me faz feliz? - Dibs pronunciou-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Acho que é mais provável que nenhum de nós saiba o que é a felicidade porque a possibilidade de alguém aqui ter sido feliz alguma vez é mínima - Eduardo disse, num tom baixo, calmo, controlado e até vago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não é possível ser feliz -, máxima lançada por Fitz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dama encarou-o.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E por que não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Pois a felicidade é algo a que sempre almejamos e sempre almejaremos, e quando superamos um obstáculo para alcançá-la surge sempre outro e outro, por mais que esses obstáculos sejam colocados por nós mesmos. O homem não quer e não merece ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Essa quantidade de obstáculos surge quando não se sabe o que quer - Eduardo disse, encarando Fitz e surpreendendo-se com a similaridade entre os dois. - quando se tem um objetivo em mente, não surgem novos obstáculos, esses só vão ficando cada vez mais complexos, exigindo cada vez mais de nós, e é esse desgaste que nos impede de alcançar o êxtase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu não sei vocês, mas - Dibs disse, timidamente - eu sou feliz quando estou amando alguém e consequentemente amando-me. Eu... acho que vocês só afastam a felicidade quando pensam muito sobre ela...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitz e Eduardo calaram-se. O garoto tinha uma opinião. O garoto tinha uma opinião a respeito de um assunto complexo e labiríntico como felicidade, e expressou-se de forma clara e modesta. Fitz mostrou-se balançado, Eduardo tinha uma expressão nostálgica em seu rosto. Via seu eu adolescente em Dibs.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- A felicidade - Hermann começou a falar, devagar, como se estivesse escolhendo as palavras certas - está na busca pelo que achamos que ela é. A felicidade está no processo, em tudo que conquistamos achando que só no final seremos felizes. Se a busca terminasse, qual seria o motivo para continuarmos vivos? A incessante busca por algo mais nos motiva e deve sempre nos motivar, o problema é que muitos se perdem no caminho e acabam não apreciando a verdadeira beleza da vida, que é o viver, e não o terminar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No rosto misterioso de expressão quimérica esboçou-se um sorriso. Dama parecia satisfeita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu não... me considero feliz. Não faço o que eu quero, nunca fiz o que eu queria, e a única certeza que eu tenho é de que eu não gosto de como minha vida está - Eduardo disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Isso é um começo, oras... ao menos você sabe do que você não gosta. - Dibs disse, encarando os próprios sapatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Se o verdadeiro proveito encontra-se  na busca pela tal felicidade, então por que eu não sou feliz, Hermann? - Fitz perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Talvez você esteja procurando no lugar errado. - Hermann respondeu com um sorriso terapêutico. - Se começasse a viver sua vida por você e não pelos outros talvez você aproveitasse o que eu chamo de processo de descoberta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Isso não está certo. Eu tenho meu objetivo em mente. Eu sei o que eu quero. E eu sempre consigo o que eu quero. Na verdade, eu já conquistei meu último objetivo - Fitz disse. - Não é como se eu ligasse também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Objetivos superficiais e fáceis. Pela forma como você diz, você deve morrer de medo de desejar algo mais difícil e frustrar-se se não o alcançasse. Fitz, é normal e bom falhar às vezes. Torna-nos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Você é um hippie doido! Quer o quê? Que eu me desprenda da sociedade vá viver no campo lendo poesia do século quatorze? Que eu passe a admirar cada segundo do meu dia entediante e sem novidades? Que eu chegue atrasado ao trabalho e quando meu pai pedir uma explicação, eu diga que estava apreciando o milagre da vida ao ver um pássaro sair de um ovo? - Fitz ficou vermelho e fumava cada vez mais compulsivamente. - Poupe-me, Hermann! Eu não quero acabar como você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2966543664217921896?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2966543664217921896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2966543664217921896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2966543664217921896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2966543664217921896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/04/felicidade.html' title='felicidade'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2916559030790827196</id><published>2011-04-03T14:30:00.005-03:00</published><updated>2011-05-24T19:42:14.641-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>sobre Hermann</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Senhor Deus dos desgraçados! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dizei-me vós, Senhor Deus! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se é loucura... se é verdade &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-size: 16px; font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tanto horror perante os céus?! &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;E não há verso que poderia expressar melhor a ideologia de Hermann para com o restante do mundo. Hoje Hermann era um senhor de meia idade com uma carreira acadêmica brilhante e alguns prêmios de excelência dados pelas mais ilustres organizações de sua área. Fã de aforismos e de conclusões objetivas e claras, apesar de não ser nem de longe tão pragmático quanto Fitzwillian. Porém, note que o processo, a evolução do pensamento, as conexões e assimilações eram incrivelmente demoradas e eram a parte mais apreciada por Hermann.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;Tinha um espírito investigativo, característica sua desde adolescente. Passou inclusive por várias fases e várias ideologias. Após uma breve fase niilista, Hermann percebeu que vida nenhuma pode ser desprovida de sentido, então empenhou-se para que a sua própria tivesse algum. Ele questionava e instigava não para chegar ao nada absoluto e à destruição completa da moral, mas porque queria entender tudo, seu funcionamento - queria aperfeiçoar as artes, a ética, a moral, a filosofia, a psicologia, a ciência. As pessoas. Queria aperfeiçoar as pobres pessoas de espírito fraco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;Muito idealista. Extremamente idealista. Se sua atividade não levasse ao bem e apenas o bem, não poderia praticá-la. Se não fosse totalmente ético, o rumo de sua vida a partir dali tornaria-se uma espiral cujo final era a inevitável corrupção de espírito. Riam-se os colegas de Hermann, admiravam-no e sentiam pena seus professores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;A busca por um sentido na vida tornava-se cada vez mais desgastante e complexa conforme vai se envelhecendo. O que de certa forma não faz tanto sentido para as mentes das pessoas comuns, porque o raciocínio lógico e socialmente aceito é que quanto mais se estuda e trabalha, mais específica sua atuação no mundo vai ficando e, consequentemente, mais específica e definida sua visão e planos para o futuro. Mas Hermann, que surpresa, era diferente. Quanto mais ele estudava, mas sentia que havia déficit de investimentos sociais em várias áreas da sociedade, mais sentia que precisava estar em todos os lugares a todos os instantes, e menos sabia onde em que exatamente queria fazer sua contribuição. Pode-se dizer que este é um dos motivos de Hermann ter seguido carreira acadêmica - lendo, pesquisando, pensando e escrevendo - e nunca realmente lançou-se no mercado por vontade e gosto próprio (pois trabalhara com o pai, rico).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;E com a crescente complexidade de sua busca, a frustração com relação às pessoas também ia aumentando. Pensar que ninguém tinha os mesmos questionamentos e objetivos que ele era muito desencorajador. Sua área de interesse era realmente extensa - sua paixão era por Humanas. Escreveu artigos sobre filosofia, psicologia, ética, moral, história, sociologia, antropologia, história da arte - especializou-se em filosofia porque achava que isso o ajudaria a decidir que rumo, que corrente tomar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;O desespero. Hermann vinha lidando com o desespero. Tentava reprimir, lutava contra, estrangulava a vontade mais pura que havia dentro de seu ser - desistir de tudo porque não restava mais esperança, não se podia acreditar no potencial das pessoas porque elas não tinham um potencial. Esse desespero que originava crises de angústia, de existência - sentia-se incontrolavelmente tentado a voltar à sua filosofia Niilista. Seria tão mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;A idade chegando, Hermann foi tornando-se uma caricatura de si mesmo, porque não fazia muito além do que sempre fez (ler, pesquisar, pensar e escrever). Esse tipo de quase excelência moral e intelectual não costuma ser um atrativo ao orgulho de pessoas medíocres, então foi se tornando recluso e alternativo à sociedade. Não era e nunca foi sociofóbico e misantropo, mas uma parte do seu ser relutava e ganhava toda vez que sentia necessidade de assistir a um filme ou tomar um café forte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;O tempo passa, as perguntas mudam junto com os interesses, as visões de mundo, a maturidade e a alma, mas algo que Hermann se perguntava desde tenra idade até aquele momento era: &lt;i&gt;Por quê?&lt;/i&gt; Por que as coisas são assim? Não há bagagem sociológica que explique o mundo em que vivemos e sua total inversão de valores com a passagem das décadas, e Hermann não estava nem perto de se conformar com a resposta &lt;i&gt;"porque sim"&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2916559030790827196?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2916559030790827196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2916559030790827196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2916559030790827196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2916559030790827196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/04/sobre-hermann.html' title='sobre Hermann'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6110819685581920723</id><published>2011-03-28T18:56:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T19:42:19.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>sobre o tal Fitz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitzwillian. Elegante, de postura sóbria, olhos zombadores, parecia atrair toda a atenção da sala para si só respirando. Exalava arrogância por todos os poros de sua pálida pele. Usava roupas visivelmente caras e portava-se como um cavalheiro, educado e respeitoso com suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Era rico. Estupidamente rico. Era herdeiro de uma quantia que poderia garantir uma vida muito confortável para a sua e para as próximas três gerações. Teve a melhor educação disponível desde o berçário, e acostumou-se a receber nada menos que tudo em suas mãos - sempre. Desde bens materiais até respeito e admiração, mesmo que fingidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas diferentemente do resto de sua família, elitistas ignorantes, Fitz tinha mais complexidade em sua existência. As raízes dessa complexidade não são totalmente certas - parte atribui-se ao fato de ter tido professores muito bons, parte porque era extremamente inteligente, parte porque era uma criança muito sozinha e passou a dedicar-se à leitura de livros densos e de assuntos frutíferos -, mas sabe-se que Fitz desenvolveu uma personalidade multifacetada e, em muitas situações, paradoxal. Por vir de uma família muito rica, tinha algumas obrigações e algumas expectativas a cumprir - muitas delas demasiadamente superficiais para sua essência rica. Tornou-se inseguro diante do choque entre habilidades e expectativas, característica sua que foi e é muito bem disfarçada atrás de seu sorriso de superioridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitz já se machucou e machucou os outros incontáveis vezes por ter de manter uma imagem tão rígida e imutável; quantos romances e amizades ele perdeu por não se deixar relacionar com pessoas de nível inferior... Parte dele dizia que as relações humanas são baseadas em questões que vão além de nível intelectual - mas a outra parte dizia que para a relação ir adiante a pessoa tem de ter a mesma quantidade de inteligência do que ele mesmo (como se inteligência fosse mensurável), porque desta forma a pessoa em questão sempre teria uma contribuição para fazer à cultura de Fitz. Sua parte humana dizia que uma relação baseia-se em confiança, respeito, admiração e empatia mútuos, além de semelhanças morais; mas a parte lógica e irredutível insistia no fato de que um indivíduo só é respeitável se for intelectualmente páreo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Essas questões internas nunca foram completamente resolvidas; Fitz não buscou ajuda e nenhuma ajuda foi lhe oferecida; então conforme foi crescendo e amadurecendo, esses pontos e paradoxos foram acumulando-se dentro de si, não desenvolvidos e não trabalhados. Esse defeito, esse rombo moral na personalidade de Fitz é conhecidos por poucos, pois nunca ninguém conseguiu adentrar ou compreender o labirinto que é seu espírito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi trabalhar com administração para dar continuidade à empresa do pai, assim como seu pai o fez, assim como seu avô o fez, e assim como seus filhos e filhos dos seus filhos o farão. Tendo compreensão dessa área desde muito tenra idade, Fitz assumiu com muita tranquilidade o cargo de dono da tal. Aprendeu a ser eloquente, carismático e hipócrita para conseguir o que queria - parte dele gostou de aprender a lidar e manipular as pessoas, mas a outra parte detestou o fato de ter de baixar a guarda, de ter de mudar do semblante ranzinza e superior para o afável e confiante, pois ele detestava ser quem ele não era. Paradoxos, paradoxos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Trinta anos e nenhum herdeiro, nenhuma mulher, nenhuma amante. Fitz já se apaixonara anos atrás - mas a visão de um casamento com uma mulher sem ambições o fez sufocar esse amor correspondido e bonito. Detestava-se por isso. Adorava-se por ter visão de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Muitas barreiras foram transpostas durante toda a sua vida; Fitz aprendera a deixar algumas complexidades de sua alma para trás - detestava-se por ser tão superficial às vezes, adorava-se por conseguir ser tão pragmático. Sim, pragmatismo é algo muito valorizado por sua família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Fitz. Complexo, paradoxal, pragmático e inseguro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6110819685581920723?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6110819685581920723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6110819685581920723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6110819685581920723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6110819685581920723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/sobre-o-tal-fitz.html' title='sobre o tal Fitz'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8311002507199432959</id><published>2011-03-24T19:30:00.005-03:00</published><updated>2011-05-24T19:42:24.940-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>sobre o tal Dibs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dibs era o mais jovem dos indivíduos ali presentes. Tinha entre seus vinte e vinte e cinco anos. Não sabia muito sobre a vida, não sabia quem era, não sabia se era alguma coisa, ele era não sabe quem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Vivendo entre linhas de liras e prosas, filosóficas ou suicidas, existenciais ou supérfluas, Dibs aproveitava seu tempo. Não sabia se era muito inteligente - nunca tivera nenhum grande estímulo e realmente acreditava que não tinha habilidades muito foras do comum. Talvez seus verdadeiros talentos tivessem sido sufocados com a incerteza da capacidade. Dibs não sabia exatamente como conviver com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Apesar de ter alma de poeta e sonhos ingênuos, quando questionado sobre seus sentimentos, Dibs escondia-se atrás de ideologias tiradas de algum livro ou de algum comentário sarcástico que o colocasse na (ilusão de) posição de controle da situação novamente. Não sabia exatamente como lidar com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sentia que tinha opiniões e que podia desenvolvê-las, mas - os outros pareciam estar sempre com tão mais razão que Dibs não desperdiçava seus neurônios numa discussão ou debate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em sua alma lírica a ideologia que dominava era a do amor. Tinha uma sensibilidade quase feminina nesse aspecto. Sonhava em compor uma família, em viver entre atos de aprendizado, amadurecimento e carinho. Casar-se com a mulher amada. Ter filhos cujas bochechas rosadas alegra-lo-iam a cada instante do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Por ser de espírito tão leve e simples, tendia a não destacar-se numa multidão - não que ele tentasse, de qualquer forma. Dibs geralmente era o garoto sentado na ponta da mesa, a olhar pelas janelas, a observar as nuvens e a tamborilar os dedos na lateral do copo. Quando seu discurso era requisitado, sorria de uma forma doce e assim satisfazia quem tivesse perguntado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dibs sentia-se tão diferente de Eduardo. Aliás, sentia-se quase intimidado só de estar na presença de um homem que, segundo suas fontes, era tão respeitável. Lembrava-se de ter visto Eduardo em tal revista algumas vezes. E Hermann então? Hermann poderia dar inimagináveis aulas sobre tudo o que é possível dentro de filosofia, psicologia, política, economia, história... Vez ou outra, Hermann lançava a Dibs um olhar quase paterno. E Fitz. Fitz era Fitz, oras! Bonito, rico, galã. Dibs não sabia a qual personalidade aspirar mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dibs, com suas personalidade, alma e ideias ainda em formação. Dibs, com uma renda média, uma aparência média e uma vida social média. Dibs achava-se medíocre, queria ser mais, mas tinha medo de perder-se dentro desse "mais".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8311002507199432959?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8311002507199432959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8311002507199432959&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8311002507199432959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8311002507199432959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/sobre-o-tal-dibs.html' title='sobre o tal Dibs'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8129079177642715372</id><published>2011-03-19T18:27:00.004-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:22.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>três homens - 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Então a cena era a seguinte: uma taverna escura. Atrás do balcão, um garçom enxugando um copo. Numa mesa ao lado de uma janela, uma dama - cujas feições não podiam ser vistas - sentada ao lado de três cavalheiros, de um lado da mesa, e do outro encontrava-se sentado um jovem adulto, que encarava-os com interesse. Este último chamava-se Eduardo, e nada sabia dos outros três homens sentados a sua frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Após algum tempo dedicado ao silêncio e à reflexão, o senhor melancólico pronunciou-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mil perdões, minha dama, mas receio que minha presença aqui seja inútil, no melhor sentido da palavra. Creio que não há nada que eu possa adicionar à alma deste jovem rapaz. Ele parece-me decidido a não ouvir uma só palavra do que for dito aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Com licença, senhor, mas de onde veio tal afirmação? Eu nem sequer dirigi-te a palavra - Eduardo retrucou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Pela sua postura, meu jovem, é óbvio que você está convencido de que o modo como está vivendo é o melhor. Você está sentado de braços cruzados lançando-nos um olhar de frio e intensos desprezo, subestimação e desesperança. Acredito que tenha mudado de vida um tempo atrás e decidiu  não voltar ao que foi outrora, estou certo? Bem, não é uma conversa com três homens desconhecidos que mudará suas atitudes. Epifanias morais não são tão recorrentes assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Hermann, sê cauteloso com tuas palavras. Eduardo precisa de ti mais do que qualquer um neste instante. - a Dama interviu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Rapaz - o forte pronunciou-se - com licença, prazer. Meu nome é Fitzwillian, mas chamam-me Fitz. Tenho apenas uma pergunta: o que é que está fazendo aqui quando uma vida perfeita e almejada por todos encontra-se em sua casa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Minha Dama, acho que eu sou o que menos importa daqui, por que fui chamado? - o pequeno burguês perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com um gesto, a Dama calou os três.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eduardo, estes são Hermann, Fitz e Dibs. Chamei-os porque cada um tem algo de essencial para dizer-te.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Dama, como um velho frustrado como eu pode ajudar um jovem bem sucedido e realizado profissionalmente como este? Ele está por acaso procurando uma possível absolvição através da busca por excelência moral e intelectual? Não? Nesse caso, não há auxílio que eu possa oferecer. Retiro-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Com licença, senhor Hermann, posso informar-me do motivo pelo qual o senhor está julgando-me a todo instante? Está aqui há pouco mais de um quarto de hora e acha que já me analisou completamente. Um cavalheiro digno e experiente como o senhor devia constituir suas opiniões de tópicos que vão além do preconceito. - Eduardo levantou-se e impediu que Hermann saísse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Oh, entendo. Vista essa reação, passo a acreditar que o senhor é um sujeito moral dos mais altos índole e caráter, que possui mente aberta e prontifica-se a uma mudança radical em seu estilo de vida caso haja interferência neste?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Hermann, sossegue, não está vendo que o rapaz não está interessado em seus conflitos e críticas existencialistas? - Fitz intrometeu-se. A postura deste era realmente curiosa. Enquanto surgiam faíscas entre Hermann e Eduardo, ele apenas fumava seu charuto com os pés apoiados em cima da mesa. E Dibs apenas observava-os. Quando Hermann pronunciava-se, Dibs dava a impressão de querer levantar-se para concordar e defendê-lo, mas continha-se, e quando Eduardo fala, agia da mesma forma. Era um pobre homem perdido em delírios intelectuais e morais, reprimido pela própria consciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Já a Dama, a Dama assistia a tudo com certo prazer. Não falava, mas com certeza exercia uma grande força sobre os quatro ali presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8129079177642715372?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8129079177642715372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8129079177642715372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8129079177642715372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8129079177642715372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/tres-homens-2.html' title='três homens - 2'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-4473226744031830414</id><published>2011-03-09T19:56:00.004-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:29.393-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>três homens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Balançou a cabeça como se quisesse afastar aqueles pensamentos e voltar à sua realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- O fato é que eu fui extremamente anti-ético e compartilhei a vida desse meu paciente deprimido com uma certa moça. Uma moça que não tinha como ser mais fútil. Na verdade, eu a considerava tão miserável que nem me lembro o que levou-a a procurar-me. Eu contei a ela sobre todas as preocupações, desilusões e inquietações do meu paciente, e ela convenceu-me de que ele era louco, de que ele estava cego; e vendeu-me o ideal de ser exatamente o oposto disso. Comecei a me tornar mais pragmático, fui perdendo meu lado idealista, parei de perder meu tempo com planos de uma revolução. Sei que ela foi muito conveniente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Ela apenas confirmou a ideia que estava se desenvolvendo dentro de ti. Não culpes tu essa moça totalmente por algo que só pôde tomar uma forma consistente depois que tu mesmo começaste a refletir a respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo encarou-a. Tentou se lembrar do rosto da antiga paciente dissimulada. Havia algo de muito familiar entre a paciente e a moça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ele abriu a boca pra murmurar alguma coisa, algum protesto, mas foi interrompido pelo baque surdo da porta da taverna batendo na parede. Três homens entraram e juntaram-se a Eduardo e à moça. Ela parecia à vontade e familiarizada com aqueles homens. Um era alto, magro, até meio cadavérico - sua expressão era melancólica, tinha cabelos ainda muito negros e usava óculos de aro redondo. Estava vestindo terno e gravata, um traje excessivamente formal para a ocasião. O outro era forte, bonito, em seu olhar havia traços de desprezo e em seu sorriso havia linhas de superioridade. Por fim, o terceiro parecia incrivelmente comum, não tinha nenhuma linha de expressão muito marcante em seu rosto e usava roupas comuns de um burguês comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O terceiro homem foi o primeiro a se pronunciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Chamou-nos, dama?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Certamente, senhor. Eu preciso de ajuda com esse promissor rapaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo olhou diretamente para os olhos do terceiro homem e, novamente, sentiu que o conhecia ou reconhecia. Mas nada era certo - estava ébrio e ultrapassando a tênue divisão entre a realidade e a fantasia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-4473226744031830414?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/4473226744031830414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=4473226744031830414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4473226744031830414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4473226744031830414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/tres-homens.html' title='três homens'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5929581744330856864</id><published>2011-03-06T11:31:00.005-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:39.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>embriaguez de memórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;A moça encarou-o como se estivesse se divertindo com aquelas respostas. Ela tinha um ar de superioridade tal, que, quando sorria, fazia Eduardo sentir um impulso elétrico subindo-lhe pela espinha e forçando-o a gritar de desespero, de agonia, de desesperança. Como era inusitado sentir-se inferior. Era uma sensação tão agridoce.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Conta-me como era tua vida antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Antes do quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Antes de vender-se ao mundo das vendas e manipulação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu era psicólogo. Hoje tenho ojeriza a pessoas. Minha vida baseava-se em tentar convencê-las de que não estavam levando a vida de uma forma saudável, de que elas poderiam ser felizes, de que - com um pouco de esforço - suas vidas poderiam mudar drasticamente... Mas depois de anos trabalhando com isso fica claro que ninguém quer realmente mudar. Há uma insistência em dar continuidade a suas vidas miseráveis, medíocres, medianas, fúteis - e eu tinha a sensação de que naquele consultório o mentecapto era eu mesmo! As pessoas chegavam e tentavam-me com a inebriante essência da ignorância, da apatia, do conformismo, tentavam vender-me um projeto de vida ideal, sem preocupações, sem grandes questionamentos... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Mas não foi isso que te fez mudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não. Foi um paciente em particular. Tinha por volta de uns cinquenta anos. Chegou a meu consultório dizendo estar louco - dizendo estar louco de tanto não entender o mundo a sua volta. Tinha tendências suicidas, mas era presunçoso demais para acabar com a própria vida. Era incrivelmente deprimido. Tudo era motivo para uma reflexão pessimista ou uma análise destrutiva da sociedade. Tinha um histórico muito interessante - pois, diferente de muitos dos meus pacientes, não tivera uma família ou infância desregulada. Decidi estudá-lo a fundo, e descobri que tratava-se de um caso raro de excesso de consciência. Eu tentei ajudá-lo, tentei levá-lo a descobrir algo em sua vida pelo qual valesse a pena lutar, mas tudo que o fazia feliz e útil também o levava à bebida, às drogas, pois ele não se sentia capaz e forte o suficiente pra conseguir lidar com tudo aquilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E o que te assustou foi o fato de que tu estavas destinado a acabar assim também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Durante alguns curtos instantes, Eduardo teve a sensação de que já vira aquele rosto e já ouvira aquela voz antes. Sentia como se a moça fosse um amigo de infância que agora havia voltado para mostrá-lo um caminho para a absolvição. Ou era alguma ilusão causada pela sua mente, embriagada de memórias da sua antiga vida, do seu antigo eu. Difícil distinguir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5929581744330856864?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5929581744330856864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5929581744330856864&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5929581744330856864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5929581744330856864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/embriaguez-de-memorias.html' title='embriaguez de memórias'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7165819022490038166</id><published>2011-03-01T19:28:00.004-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:44.763-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>a primeira conversa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Achou um tanto estranho aquela quantidade de imposições numa só frase. Claro que não estava acostumado a receber ordens de ninguém - era sempre ele mesmo quem ditava as regras. Talvez por esse motivo mostrou-se tão obediente e ávido por sentir-se subordinado a alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;De qualquer forma, levantou-se e foi atrás da mulher. Sua próxima lembrança começa em uma taverna estranhamente vazia. Lá, encontravam-se apenas ele e sua mentora. Ainda não podia ver-lhe as faces, mas tornou a ver seus braços, muito brancos, de pele aveludada. Estavam sentados um de fronte ao outro, e a moça segurava o queixo com as mãos, com os cotovelos apoiados na mesa. Chegava a aparecer que estava admirando-o.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Do que precisas?, ela finalmente perguntou, após alguns instantes apenas observando-o.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Como assim, do que eu preciso? Não preciso de nada, já tenho tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Se hesitas e perguntas é porque não sabes. Responde. Do que precisas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não preciso de nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E por que razão? Não desejas nada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Claro que desejo. Desejo sentir algo além de tédio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- O que comprova minha teoria. Achaste-me pois não aguentavas mais tua rotina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu te achei fazendo algo que faço todos os dias. Andando na rua à noite, vagando e bebendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E é isto que torna nosso encontro tão interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo encarou-a. Tinha uma expressão digna de uma esfinge. Parecia que estava desafiando-o a cada palavra. Desafio aceito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Quão egoísta és tu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Egoísta a ponto de achar que nada pode me salvar além de mim mesmo, e minhas tentativas de absolvição foram totalmente falhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Realmente achas que isto significa ser egoísta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Certamente. Alguns buscam a redenção no amor; alguns na religião; outros na realização de sonhos; mas eu, eu transpus todos esses limites.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Pelo que conheço de ti, sei que nem sempre foste assim. Consegues lembrar-se de como eras antes da vida boêmia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Eu era infeliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- E o que és agora?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Apático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7165819022490038166?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7165819022490038166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7165819022490038166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7165819022490038166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7165819022490038166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/03/primeira-conversa.html' title='a primeira conversa'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2969117967348247058</id><published>2011-02-24T20:17:00.005-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:50.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>a moça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quanto mais ele chegava perto, mais audíveis os sussurros da pessoa ficavam. Eduardo ajoelhou-se ao lado da figura e esperou por uma reação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas antes de ele abrir a boca para falar algo, a figura pronunciou-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não é obvio que eu estou rezando? - e da figura encapuzada saiu uma feminina voz, muito doce, mas com alguns indícios de melancolia. Disse isso sem virar o rosto, sem sair de sua posição oratória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Por que está rezando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não por que, mas por quem. - a voz saiu quase que como um sussurro. - Estou rezando por você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo assustou-se. Como, por mim?, ele pensou, se eu nunca a vi na vida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Estou pedindo que Deus lhe perdoe. - a moça disse. Eduardo não entendeu. Não era religioso, não acreditava em nada além dele mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Não preciso que ninguém interceda por mim, moça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Certo. - Ela se levantou e, sem que Eduardo pudesse ver seu rosto, virou-se e saiu andando. A única coisa que podia se dizer acerca de sua aparência física era a respeito de sua altura, pois ela usava uma capa de lã muito grossa que se estendia até o chão. Incomum. Não é de se admirar que esse repentino acontecimento tenha despertado tanta curiosidade em Eduardo. Há muito tempo ele esperava por alguma coisa que tirasse sua vida do total e completo tédio. Então seguiu a moça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A única parte de seu corpo que Eduardo pôde ver até então foi seu braço direito - quando a moça estendeu-o para abrir a porta da igreja, Eduardo notou que ela possuía uma cicatriz em forma de cruz no antebraço. Olhou para o seu próprio. Ele tinha uma cicatriz idêntica. Isso sempre esteve aqui?, ele pensou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os momentos seguintes ficaram memorizados de forma muito confusa na mente de Eduardo; uma série de acontecimentos não passam de borrões; até que ele se encontrou deitado num banco na entrada de uma taverna. E, surpreendentemente - ou não -, encontrava-se ao seu lado a tal moça da cicatriz de cruz. Desta vez, metade de seu rosto estava visível. Não era magro, era de um formato deveras masculino, a boca estava machucada e ela tinha um hálito de absinto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;- Você me encontrou porque sua vida estava um tédio, ou estou enganada? - Eduardo consentiu. Estava ainda um pouco tonto. - Serei a tua fonte de absolvição. Deverá escutar-me e responder sinceramente às minhas perguntas. Agora recomponha-se, que nosso lugar não é aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2969117967348247058?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2969117967348247058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2969117967348247058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2969117967348247058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2969117967348247058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/02/moca.html' title='a moça'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7816443700677223383</id><published>2011-02-21T19:47:00.007-03:00</published><updated>2011-03-24T20:00:55.632-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense'/><title type='text'>a igreja</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Começa o filme&lt;/b&gt;. Imagens de um rapaz de trinta e poucos anos, com maxilar bem quadrado e cabelos castanhos perfeitamente repartidos ao meio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo era o tipíco amante do sucesso. Boa-pinta, charmoso, sedutor, carismático, tinha uma lábia que vou te contar. Exatamente por isso era sempre o funcionário do mês na empresa em que trabalhava. Emprego irritante aquele. Eduardo era encarregado de convencer as pessoas a comprarem todos aqueles aparelhos inúteis e multifuncionais - às vezes só pelo telefone. E era o mais bem sucedido vendedor dos últimos vinte e cinco anos, segundo aquela revista de circulação federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Era o cara que pede licença mas não pede desculpa se pisar no seu pé. Que não mente, mas omite muita coisa. Que te faz um favor se você já tiver feito-lhe muitos. Que consegue driblar até o jornalista mais crítico e competente de sua área. Quase um Collor. Realmente adorável. Tipinho imprestável e muito conhecido, mas que sempre cai nas graças do povo, certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ele também era relativamente jovem, quando considerando seu tremendo sucesso profissional. Estava noivo de uma apresentadora de um &lt;i&gt;talk-show&lt;/i&gt;, típica loura de olhos azuis e corpo lipoesculturado, e já tinham um filho de 4 anos - muito inteligente, muito bonito, menino prodígio da música e do desenho! Que vida perfeita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Pausa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eduardo estava sentado na poltrona vermelho-sangue de sua sala. A única fonte de luz era uma luminária muito fraca, no canto da sala. O ambiente era gélido, mas ele estava completamente confortável, com uma taça de vinho na mão. Deu um último gole e descansou a taça sobre a mesa de centro. Recostou-se na poltrona e cruzou as pernas, enquanto tamborilava seus dedos nos braços dessa. Suspirou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Levantou-se. Ia dar uma volta. Saiu de seu apartamento - no vigésimo sétimo andar do prédio localizado na área mais rica da cidade. Já estava bem escuro, aparentava ser mais de meia-noite, mas Eduardo não tinha assim tanta certeza. Saiu em busca de prazer, diversão, entretenimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Andando na rua vazia, pouco iluminada e de atmosfera úmida, ele finalmente sentiu-se à vontade. Afrouxou a gravata e deu um gole na garrafa de vinho tinto que trouxera consigo. Foi andando com passos largos e lentos até deter-se avistando uma igreja gótica. Mal iluminada, muito alta, vitrais que, à noite, davam a impressão de ter ilustrações do inferno. Eduardo sorriu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Resolveu entrar na igreja. Não fez o costumeiro sinal-da-cruz ao entrar, não tinha religião nenhuma, ele era seu próprio deus. Foi andando tranquila e distraidamente por lá, mas parou ao ver uma imagem de capuz ajoelhada ao altar. Foi a seu encontro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7816443700677223383?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7816443700677223383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7816443700677223383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7816443700677223383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7816443700677223383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/02/comeca-o-filme.html' title='a igreja'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7068032142921961002</id><published>2011-02-13T18:32:00.002-02:00</published><updated>2011-02-13T18:48:49.873-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>o despertar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;Trilha sonora: Clair de Lune - Claude Debussy&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foi abrindo os olhos lentamente. Queria aproveitar o sentimento único de transição entre o mundo dos sonhos e o real. Enquanto a imagem se focava, sentiu a brisa gelada acariciando as maçãs de seu rosto. Sorriu. Estava tudo perfeito. Sentou-se na cama, olhou para sua direita - uma janela aberta por onde a brisa entrava -, olhou para sua esquerda - onde um anjo dormia tranquilamente -, olhou para frente - onde encontrava-se uma bandeja de café da manhã com direito a morangos e torradas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Olhou através da janela. Não poderia existir paisagem mais bonita. Por alguns instantes, compreendeu toda a ideologia árcade e deixou-se entregar pelo sentimento bucolista que a envolvia. Entendeu o que é uma natureza em harmonia. Entendeu o significado de &lt;i&gt;fugere urbem&lt;/i&gt;. Era outono, época das cores mais bonitas do ano. Folhas em tons de marrom, laranja, vermelho, alguns verdes e amarelos. As flores que ainda restavam tinham cores contrastantes com a paisagem; aquela cena, aquele instante perfeito do sol surgindo por entre as árvores daria uma fotografia maravilhosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Olhou para o anjo que dormia ao seu lado. Não poderia estar com o semblante mais sereno. Uma ótima noite de sono depois de um amor ardente tinha como consequência um dia tranquilo e perfeito, fora o bom-humor característico. Recém casados. Recém realizados. Sonhos e sonhos pairavam em sua mente. Mas queria focar-se no presente, não queria esquecer-se nunca daquela primeira manhã de sua (tão ansiada) lua-de-mel. Beijou-lhe o rosto e, cuidadosamente, foi em direção à bandeja de café da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sentiu o ar gélido da manhã de Quebéc roçar-lhe a nuca. Lembrou-se de colocar o roupão. Aquela paz. Aqueles morangos tão grandes e vermelhos, o chá quente e acolhedor - riu-se fazendo a comparação do chá com o corpo do recém marido. Inclinou a cabeça para o lado. Sim, estava muito feliz. E não havia passado nem um quarto de hora desde que levantou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Isto, sim, é carpe diem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7068032142921961002?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7068032142921961002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7068032142921961002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7068032142921961002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7068032142921961002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/02/o-despertar.html' title='o despertar'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2473390440921014540</id><published>2011-02-03T21:34:00.003-02:00</published><updated>2011-05-24T19:42:30.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>carpe diem?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Acho que o conceito de hoje sobre "aproveitar a vida" está um pouco equivocada. O uso da famosa frase "Carpe Diem" é extremamente errôneo. Focam-se no conceito "viva como se todo dia fosse seu último". Nessa frase não estão incluídos nem atos inconsequentes nem ter sua juventude transviada. Explico. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Carpe Diem. Aproveite o momento. Realmente dá abertura para muitas interpretações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Essa frase é a desculpa pseudo-filosófica de pessoas, de uma forma geral, que querem agir impulsivamente e estupidamente, e que muitas vezes não sabem da ideologia, mas se aproveitam da imagem consumista e materialista que cresceu em torno da frase. Aproveitar tudo ao máximo. Não ligar para seu futuro. Não ligar para as consequências. Não ligar para as repercussões, sejam elas uma ressaca ou uma reputação estragada. Embriagar-se e inebriar-se. Experimentar da essência de muitas pessoas diferentes. E deixar o estudo para a prova para o dia seguinte do dia seguinte. Essa é a imagem muitas vezes difundida pela mídia. Esse realmente é o significado de Carpe Diem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;"[...] &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;sapias, vina liques et spatio brevi &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;aetas: carpe diem quam minimum credula postero."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;("[...]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;sê sábia, filtra o vinho e encurta a esperança, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;i&gt;pois a vida é breve. Enquanto falamos, terá fugido &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;i&gt;ávido o tempo: Colhe o instante, sem confiar no amanhã.")&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Colher o instante. Isso nos dá a ideia de colher frutos. O que poderiam ser esses frutos? Oportunidades, por exemplo. O trecho nos fala sobre como o tempo passa rápido e que não volta. O que eu considero que sejam essas oportunidades? Encontrar alguém, experimentar algo novo, plantar a semente de algo que no futuro poderá dar frutos muito benéficos e frutíferos. O sentido de "viva como se fosse seu último dia" que está presente nessa frase significa deixar sua vida pronta e em ordem, sem pendências, para que, quando o dia de sua partida chegar, não existam arrependimentos ou atrasos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;O único conflito que a interpretação da frase pode gerar é: e os arrependimentos? É melhor arrepender-se de não ter feito ou arrepender-se de ter feito? Na minha opinião, quando uma porta se fecha, a outra abre; acho que para todas as más decisões feitas abrirão-se portas para consertá-las; e sempre que não aproveitamos uma oportunidade nos será oferecida outra. O problema é que nem sempre temos os olhos abertos o suficiente para reconhecer o que é uma oportunidade, de fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;E não acho que tudo isso que escrevi significa uma limitação para a vivência da juventude. Faz parte ir a festas, voltar bêbado pra casa, viajar com os amigos, experimentar coisas, mas tudo de uma forma saudável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Típico discurso de mãe, certo? Mas todo mundo sabe que quando a mãe fala que vai dar merda, dá merda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2473390440921014540?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2473390440921014540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2473390440921014540&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2473390440921014540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2473390440921014540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/02/carpe-diem.html' title='carpe diem?'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5145426303370154975</id><published>2011-01-31T20:19:00.005-02:00</published><updated>2011-05-24T19:42:39.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><title type='text'>também sou suicida.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Minha vida baseia-se na minha necessidade de sentir-me útil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E cada sofrimento, cada angústia, cada sentimento que me deixava inquieto era um impulso para uma reflexão e, por conseguinte, uma decisão ou conclusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Também sou suicida, e considero isso uma fraqueza. Mas sou tão suicida que sigo uma filosofia na verdade &lt;i&gt;propensa à vida&lt;/i&gt;, sou tão paradoxal que transformo minha maior fraqueza na minha maior fonte de forças. Sei que não faz sentido, pois todo indivíduo suicida é aquele que ultrapassou todos os próprios limites e que não enxerga mais um sentido na própria vida... mas minha vida é tão insignificante (no sentido literal de "sem significado" da palavra) e minha busca tão quimérica que me pergunto quais são os meus limites. Até que ponto um homem pode aguentar? Qual nível de sofrimento é necessário para que o homem desista de sua vida? De certa forma, apesar de minha vida não ser digna de um sentido, mantenho-me vivo por um propósito. E não, viver por uma ideia não significa necessariamente que essa vida tem algum sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Matar-se é relativamente fácil e caseiro; e a ideia de que essa porta de saída de emergência está constantemente aberta só me instiga a permanecer vivo, a testar-me os nervos, a provar que sou mais forte que qualquer dor já vivenciada. E, em último caso, ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5145426303370154975?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5145426303370154975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5145426303370154975&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5145426303370154975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5145426303370154975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/tambem-sou-suicida.html' title='também sou suicida.'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5427547666333351135</id><published>2011-01-26T13:56:00.005-02:00</published><updated>2011-05-24T19:42:45.124-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>a essência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todos os livros, toda a poesia lida de 400 anos atrás, toda a música apreciada de um artista de rua, toda construção admirada, todo céu contemplado, toda organização valorizada; tudo isso; tudo isso foi feito com a finalidade de dar algum sentido a essa minha efêmera e sofrida existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os dias toleráveis, medíocres e medianamente agradáveis só faziam adormecer a minha essência. Minha ideologia: antes tão séssil, então extremamente estéril. A necessidade de colocar a cabeça para funcionar, de refletir, de ler os clássicos, de duvidar de alguma teoria, de sentir-me vivo e plenamente útil só faz com que eu me repugne ainda mais nos dias burguesmente comuns!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Odeio-me, odeio-me por não ser capaz de viver um dia de paz, de descanso e de inutilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os homens não se atrevem a nadar enquanto não o sabem. Eu, eu já estou prestes a me afogar num mar de teorias e revoluções esquerdistas! Prestes a me afogar numa maré de mediocridade, de choques culturais, de discordância e de assim-chamadas músicas modernas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas ah!, a vida burguesa! Como é desvalorizada! Toda a rotina, a calmaria, o planejamento e a ignorância. Quisera eu não ter nascido com este ímpeto, com esta inanição de justificativas e explicações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ignorância. A ignorância tão melíflua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5427547666333351135?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5427547666333351135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5427547666333351135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5427547666333351135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5427547666333351135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/essencia.html' title='a essência'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2996061735180731073</id><published>2011-01-24T14:13:00.004-02:00</published><updated>2011-01-24T14:28:54.628-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente aberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><title type='text'>is this real life?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;- Eu preciso aprender a não me importar com as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Que coisas exatamente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Ah, meu caro, tudo... preciso sentir que há algo mais, sabe? Que esse mundo não é tudo, que eu não tenho que me iludir com as coisas que vejo, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O mundo não é como você o vê ou percebe. Você vê um mundo de um jeito que é limitado à capacidade do seu cérebro de interpretar o que lhe é transmitido. Suas noções de claro, escuro, quente e frio são relativas. Você está preso ao seu cérebro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Quer dizer que o mundo como eu vejo não é real?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Quero dizer que o mundo como você vê é só isso: o mundo como você vê. Se você tivesse visão de calor, o mundo seria completamente diferente. Provavelmente não haveria conceitos de bonito ou feio. Seria tudo baseado na quantidade de calor emanada. A tecnologia, a moda, o aprendizado, tudo seria diferente, porque estaríamos limitados a algumas poucas cores, a algumas poucas formas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- Ainda não entendi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- O mundo como você vê é diferente de como um daltônico vê. A música como você ouve é diferente de como um cego ouve. Você pode ver as coisas diferentes. O seu mundo é diferente do meu. O que é significante para você é diferente do que é significante para mim. As coisas às quais você dá atenção são diferentes das minhas. Logo, a sua forma de perceber o mundo é diferente da minha. Não se prenda à forma dos outros de ver o mundo. Você deve viver e se adequar à &lt;i&gt;sua&lt;/i&gt; forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- ...?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- É como se essa realidade fosse um sonho. Cada um sonha da sua forma. Cada sonho mexe com a percepção do seu sonhador de uma forma. E o que nos garante que nós não estamos sonhando, como em Matrix? As sensações que são despertadas em você deveriam fazer você se sentir único. Não deixe ninguém falar como viver sua vida. Você quer aprender a não se importar com as coisas? Não é essa a resposta. A resposta é uma reflexão acerca do que importa para &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; e com o que os &lt;i&gt;outros&lt;/i&gt; querem que você se importe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;There is no spoon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2996061735180731073?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2996061735180731073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2996061735180731073&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2996061735180731073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2996061735180731073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/is-this-real-life.html' title='is this real life?'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8637956326673825692</id><published>2011-01-20T13:59:00.005-02:00</published><updated>2011-05-24T19:42:51.671-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>Toska</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu estava lá, sentada ao teu lado. Observando tua respiração, admirando teus cabelos, respeitando-te pela vontade de viver. Em cada suspiro teu eu via a dificuldade e a dor, e ao mesmo tempo, a imensa resistência em continuar respirando. Tu querias continuar viva. E eu não entendia isso. Hoje já há formas indolores de se morrer, como se a alma simplesmente saísse do corpo alguns instantes depois do fechar dos olhos. Como se a pessoa simplesmente fosse posta para dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Minha intenção era acompanhar-te nos teus últimos momentos, mas depois cheguei à conclusão de que teria sido melhor se eu tivesse ficado em casa, se minhas últimas lembranças fossem do teu rosto sadio, rosa e com uma expressão alegre, inocente, infantil. Ver-te pálida era muito difícil. Teus olhos sempre foram tão vivos e transmitiam perfeitamente o que passava-se-te na alma. Agora parecia que, aos poucos, tua essência dissipava-se-te pelos poros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Vai ser melhor para você quando eu sucumbir," tu me disse. "Você e seus eufemismos", respondi. "Você e sua dificuldade de confrontar a realidade", foi-te a resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu apertei tua mão e teimei em segurar as lágrimas que insistiam em rolar-me pelo rosto. Eu tinha de permanecer forte, pelo menos na tua frente. Se eu mostrasse qualquer sinal de fraqueza, tu ficarias ainda mais relutante e insegura de partir. Mas nós duas sabíamos que tu e tua doença eram as mais fortes daquela sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu estava ali desde a semana anterior, não podia sair do teu lado. Depois de dois ou três dias, comecei a aceitar a ideia de que a tua hora havia chegado, começava a me preparar psicologicamente para o acontecimento, tentei fazer as pazes com a morte, pensei que aquilo poderia me ajudar a amadurecer. Mas tu, foi contigo que eu amadureci mais, tu sempre esteve lá por mim. Compreendes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então aconteceu. Tu me disseras que ia dormir pois o cansaço tomara conta de ti, e alguns instantes depois, ouvi aquele temido zumbido constante vindo do monitor. Teu peito não mais subia e descia. Tua mão não segurava mais a minha. Acho que a palavra que mais define o que eu senti no momento é &lt;a href="http://matadornetwork.com/abroad/20-awesomely-untranslatable-words-from-around-the-world/"&gt;toska&lt;/a&gt;. Senti como se alguém tivesse, impiedosamente, arrancado-me metade da alma e jogado ao relento, como se só por prazer, como se só para assistir ao meu espetáculo de agonia. Eu realmente me enganei quanto às pazes que supostamente fiz com a Morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi difícil ver aquele pedaço de mim morrer. Ver os médicos cobrindo aquele meu corpo e dizendo a hora da morte foi realmente assustador, mas necessário. Eu precisava deixar aquela parte minha... ir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8637956326673825692?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8637956326673825692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8637956326673825692&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8637956326673825692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8637956326673825692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/toska.html' title='Toska'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-389551724466908039</id><published>2011-01-12T14:27:00.005-02:00</published><updated>2011-03-24T20:01:27.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>vida de modelo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;O desfile acabou. Após entrarmos batendo palmas, eu e minhas companheiras seguimos pelo backstage para descobrir o que faríamos a seguir. Enquanto uma mulher tirava minha roupa, a outra minha maquiagem, um cara desarrumava meu cabelo, um tentava tirar minhas botas e dois ou três fotógrafos pesquisarem ângulos bons, ouvi de longe meu agente dizendo minha programação para essa semana. Eu teria duas horas de sono, depois seguiria para 3 castings seguidos, depois vôo para Milão, depois voltamos a Paris, depois ensaio fotográfico com mais 4 marcas diferentes e vôo para New York. Tudo bem, eu pensei. A temporada do ano passado, em que eu era novidade, consegui fazer mais coisas ainda. Com ajuda da metanfetamina, claro. Muitas amigas minhas usam cocaína ou meta. Não sabiam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Mas eu não sabia se queria fazer tudo isso. Olhei ao meu redor. Eu com meus 24 anos já era uma das veteranas dali. Moças, não, meninas de 14 anos desfilavam ao meu lado. Deve ser difícil, quero dizer, e se pedirem para ela fazer uma pose sensual, uma expressão sensual? Como ela vai fazer, se ela provavelmente nunca fez sexo? E todos os abusos que eu já sofri em ensaios fotográficos? Elas estão psicologicamente prontas para isso? Não sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;Não sei se eu ligo. Isso me entristece. Sinto-me muito vazia, às vezes. Quero dizer, recebemos toda essa atenção, estamos tão acostumadas a mimos, a motoristas, a tendo alguém para controlar nossa vida, que me pergunto se eu saberia, se eu conseguiria viver sozinha amanhã. Já visitei todos os continentes, mas não sei pegar um ônibus. Eu não saberia administrar meu dinheiro, porque nunca precisei. Acho que nunca vivi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Convivo com essas meninas que são consideradas maravilhosas, mas nem elas são tão bonitas como elas mesmas. Quero dizer, toda a beleza delas é uma combinação de produção com edição. E às vezes eu fico imaginando a repercussão disso tudo... pois tenho certeza de que essas meninas bobas de 13, 14 anos realmente acreditam que é saudável ter 1.75m e pesar 45kg, ou que é normal uma modelo de 17 anos não ter absolutamente nenhuma espinha. Quero dizer, em alguns castings aos quais eu vou a privada do banheiro fica entupida de vômito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Às vezes me sinto só um corpo. É assim como sou vista. Um corpo que desfila roupas chiques, porque estas caem bem nesse. A agência, os agenciadores, meu agente, eles não ligam para meu estado, para minha saúde, eles só querem ganhar dinheiro em cima da minha imagem. É muito estressante às vezes, quero dizer, eu só paro para trabalhar quando preciso tomar soro no hospital...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Penso que às vezes seria bom se eu recebesse atenção por outro motivo que não fosse meu corpo, sabe? Quero dizer, sempre me perguntam com quem eu estou, quanto eu peso, quantos anos eu tenho, qual minha marca favorita e qual minha cor de esmalte preferida, nas entrevistas, mas nunca me perguntam o que eu gosto de ouvir, ler, assistir, fazer... Eu sou uma pessoa, sabe? Apesar de toda a materialização do meu corpo, eu ainda sou uma pessoa, eu choro, eu como, eu me arrependo, eu fico cansada, eu fico doente, eu choro mais... porque você acha que modelos usam tanto óculos escuros?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas apesar de tudo isso, eu nunca sei o que fazer, se eu continuo trabalhando e ganho dinheiro ou se paro e, sei lá, corro atrás de estudo... ambas opções são muito difíceis, pois, como a maioria das modelos, parei de ir à escola muito nova... além do mais, vou fazer faculdade do quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bom. Acabou meu intervalo. Meu agente disse que ultimamente tenho passado um exagero de tempo no banheiro. Ele diz que mais rumores sobre uma possível anorexia ou bulimia poderiam arruinar de vez minha carreira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas não é como se eu ligasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(baseado em um documentário que vi outro dia na GNT.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-389551724466908039?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/389551724466908039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=389551724466908039&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/389551724466908039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/389551724466908039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/vida-de-modelo.html' title='vida de modelo'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-4186275898525367740</id><published>2011-01-09T22:28:00.004-02:00</published><updated>2011-03-24T20:01:33.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><title type='text'>mônica e paola,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Era uma vez uma Mônica e uma Paola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Andavam sempre juntas. Não faziam o estilo amigas de infância, não podiam se gabar de uma amizade de dez anos, ultrapassavam aquele clichê de serem "quase irmãs", ultrapassavam aquele clichê de uma amizade perfeita sem brigas, ultrapassavam aquele clichê de as qualidades de uma preencherem os defeitos da outra. Eram melhores amigas, de uma forma diferente. Uma não se espelhava na outra. Mônica não era nem de longe o projeto de amiga perfeita de Paola, e Paola nunca imaginara que poderia ser amiga de alguém como Mônica. Mas aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;E uma era o que a outra precisava naquele momento. Paola era totalmente louca, inconsequente e sensível demais. Mônica era rígida e não se permitia fazer muitas coisas. Viviam num equilíbrio instável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Trabalhavam no mesmo lugar e se conheceram numa reunião. Ficaram bêbadas, riram muito juntas e desse começo muito saudável iniciou-se uma amizade. Desde então, faziam tudo juntas. Iam às compras, à academia, ao &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt;, aos bares, e quando não existia a possibilidade de algo melhor para fazer, abriam uma Sprite e jantavam Twix na casa de Mônica. Tudo muito normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Até Paola conseguir uma promoção em sua área. Naturalmente, começou a trabalhar mais, a se esforçar mais, coisas que Mônica sempre recomendou que ela fizesse. Começou a não ser tão inconsequente, coisa que Mônica sempre recomendou que ela fizesse. Começou a sair com colegas de trabalho, não por simpatia, mas por interesse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Mônica, um tempo depois, também conseguiu uma promoção. Mas ela não mudou seus hábitos, pois não havia necessidade. Ela fez amizade com seus novos colegas de trabalho, e nenhum ocupou o tempo de Paola em sua agenda, mas não era mais tão recíproco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;As duas começaram a brigar por motivos bobos, mas a implicância estúpida era só uma forma de demonstrar a insatisfação com aquela repentina mudança no relacionamento. Agora era desgastante, e as duas se encontravam meio que por obrigação. Já não era mais tão divertido e espontâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Então, um dia, Paola mudou de cidade. E as duas simplesmente pararam de se falar. Paola seguiu com sua vida, sempre conhecendo gente nova, se apegando a alguns, ajustando-se a cada ambiente que ia. E Mônica voltou a viver a mesma vida de antes de Paola, saía de vez em quando para uns drinks com os amigos, mas nada além. Depois de anos e anos de separação, Mônica ainda sentia que parte da alegria e da espontaneidade dela se foram junto com Paola, mas aprendeu a conviver com isso. Ela não tinha escolha, tinha? Ela só se perguntava às vezes se Paola sentia a falta dela, também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Mônica, eu tenho assistido você de longe. Adapte-se. Mude. Faça amizade com seus colegas de trabalho. Pinte suas paredes. Deixe o passado onde ele deveria estar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;No passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-4186275898525367740?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/4186275898525367740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=4186275898525367740&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4186275898525367740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/4186275898525367740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/monica-e-paola.html' title='mônica e paola,'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-628380667059736686</id><published>2011-01-08T11:11:00.002-02:00</published><updated>2011-01-08T11:36:15.475-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><title type='text'>Os melhores de 2010.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Sim, um pouco atrasado, mas o post contendo os melhores tudo de 2010 está aqui. Juntei muita paciência e informações pra escrever tudo. Começaremos, então.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Os melhores filmes vistos em 2010&lt;/b&gt; (e que não são necessariamente de 2010) (esse foi o mais difícil): As melhores Coisas do Mundo; Le Huitième Jour; Mindwalk; Fight Club; the Godfather; Inception; Whatever Works; Cold Souls; Shutter Island; Die Welle.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Bandas mais ouvidas em 2010:&lt;/b&gt; Muse, Beatles, Cazuza, Carla Bruni, Glenn Miller, Porcelain and the Tramps, Mindless Self Indulgence, Wolfmother, Trio Los Panchos, e muito bolero, tango e blues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;3 Músicas mais marcantes:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Please, let me get what I want (The Smiths Cover) - Muse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Cherry Bomb - The Runaways&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O Tempo não Pára - Cazuza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;3 frases mais marcantes:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- In Omnia Paratus;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;- I&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;f you don't claim your humanity you will become a statistic. You have been warned;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;- Quem cala, consente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 sensações que mais me marcaram:&lt;/b&gt; frustração, decepção e amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 Melhores Momentos:&lt;/b&gt; ida à Londres, ida ao Hopi Hari, e quando fui surpreendida por um buquê de lírios, na escola, mandado pelo meu namorado lindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 Piores Momentos:&lt;/b&gt; a espera pelo avião na ida, a espera pelo avião na volta, o primeiro mês de aula.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 personagens preferidos:&lt;/b&gt; Tyler Durden, Hermione, Elizabeth Bennet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 coisas que eu quero decidir em 2011:&lt;/b&gt; o que vou fazer de faculdade, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; line-height: 19px; "&gt;o que vou fazer de faculdade, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; line-height: 19px; "&gt;o que vou fazer de faculdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; line-height: 19px; "&gt;&lt;b&gt;3 metas para 2011&lt;/b&gt;: estudar mais, ler mais, me informar mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; line-height: 19px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;Frase que representa 2010:&lt;/b&gt; pelo filósofo moderno ocidental M. Jagger, "you can't always get what you want"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-628380667059736686?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/628380667059736686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=628380667059736686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/628380667059736686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/628380667059736686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2011/01/os-melhores-de-2010.html' title='Os melhores de 2010.'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-3150762003754853677</id><published>2010-12-27T10:24:00.004-02:00</published><updated>2010-12-27T10:56:10.931-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='verão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>sobre o céu, o vento, swanage</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__LTN3XEn0sM/TRiMaoAQFII/AAAAAAAAATU/G8EtJpp0PEM/s1600/sunset.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__LTN3XEn0sM/TRiMaoAQFII/AAAAAAAAATU/G8EtJpp0PEM/s400/sunset.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555344529404466306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;A primeira coisa que constatei depois de alguns poucos dias em Swanage foi que o céu era lindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Todos os dias havia algo a ser feito, pela escola, alguma atividade, geralmente em outra cidade. Às vezes voltávamos antes do previsto, e eu ia para um monumento, em memória dos cidadãos de Swanage que lutaram nas guerras mundiais, que ficava em frente à praia. Em volta desse monumento havia quatro bancos, e o meu preferido era o que ficava de frente para o mar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O clima em Swanage era agradável. O calor do sol não deixava a pele ardendo, não estava frio, e não choveu nem meia dúzia de vezes. O constante vento, típico de cidades litorâneas, era muito bem-vindo, e vez ou outra as nuvens saíam do caminho e me deixavam ver o sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sentava-me lá, muitas vezes sozinha. Mas era uma solidão muito por mim apreciada. Eu respirava calmamente, para deixar registrado na minha memória todos os odores que eu podia sentir. Olhava para o mar. Uma imensidão azul e verde. De lá dava pra ver a praia inteira, de ponta a ponta. Eu via o píer, perto de onde eu costumava comer crêpes de Nutella de jantar ou pizza, eu via as Old Harry's Rocks, eu via todas as lojas a que eu gostava de ir. Era o lugar perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sem nenhuma distração, companhia ou algo a ser feito, eu não fazia muito além de olhar o céu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E foi lá que eu tomei tanto gosto pelos fenômenos naturais diários, o pôr e o nascer do sol, o vento, a forma como a luz incidia nas nuvens. Eu me percebi cercada de tantas coisas bonitas, e me perguntei como não tinha visto aquilo antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O vento provocava as mais bonitas reações no ambiente. As nuvens, bem devagar, se mexiam. As ondas iam se intensificando; consequentemente, a música de fundo produzida por elas. As árvores balançavam de um lado para o outro, como se estivessem dançando, ou me convidando para dançar. Eu podia ver algumas pétalas de flores sendo levadas pelo vento, viajando pelos ares da cidade. Havia pássaros planando a alguns metros de mim. A areia saía da praia e ia fazer desenhos bonitos na rua asfaltada. A grama me dava a impressão de que queria sair debaixo dos meus pés e pairar por aí como as pétalas e os pássaros. E tudo isso em alguns instantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Eu gostava muito de poder ficar ali, sozinha, assistindo ao espetáculo natural que acontecia em volta de mim. E gostei muito de ter vivenciado tudo isso, pois voltei da viagem com outros olhos. Agora em vez de olhar para o carro da frente, eu olho para as nuvens; em vez de olhar para o trânsito, eu olho para os pássaros. Foi necessário que eu viajasse para outro continente para que isso pudesse acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O céu é diferente a cada dia. O céu transmite uma sensação diferente a cada dia. O pôr-do-sol mais bonito é no inverno, quando forma-se um arco-íris gigante acima do sol; o mais alegre é na primavera, quando as cores predominantes são laranja e rosa; e o inesquecível é, com certeza, o de Swanage.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ficam aqui a minha saudade e o resultado das várias epifanias que tive ao assistir ao pôr-do-sol de lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-3150762003754853677?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/3150762003754853677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=3150762003754853677&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3150762003754853677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/3150762003754853677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/12/sobre-o-ceu-o-vento-swanage.html' title='sobre o céu, o vento, swanage'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__LTN3XEn0sM/TRiMaoAQFII/AAAAAAAAATU/G8EtJpp0PEM/s72-c/sunset.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-561012445608154742</id><published>2010-12-15T23:00:00.008-02:00</published><updated>2011-03-24T20:01:38.747-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>conto de natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Lisa estava indo ao Subway mais próximo, na esquina da Nove com a Portugal, pois era o único restaurante que poderia estar aberto até tão tarde. Como uma boa &lt;i&gt;workaholic&lt;/i&gt;, Lisa fizera hora extra para usar de argumento quando for pedir para o chefe a tão almejada promoção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O lado bom de andar nas calçadas da Nove de Julho à uma da manhã é que as luzes de natal deixam o ambiente úmido e frio mais aconchegante e mágico. O céu estava limpo e as estrelas brilhavam com força, mas se estivesse nevando um pouco o lugar ficaria mais bonito ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ela andava a passos longos e arritmados, só conseguia andar com um ritmo constante quando estava ouvindo alguma música. Seus passos ecoavam ao longo do quarteirão, e o único movimento por ali, apesar de ser madrugada de sexta para sábado, era o de prostitutas. Ela esfregou as mãos e percebeu que o frio agradava-lhe, e praguejou mentalmente por morar num país tropical.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estava chegando ao Subway quando viu que a porta estava fechada, e ali encontrava-se uma placa, na qual lia-se o bilhete "&lt;i&gt;Horário especial: dia 24, das 10:00 às 18:00; dia 25 não abriremos&lt;/i&gt;". É claro, que tolice. Era uma da manhã do dia vinte e cinco de dezembro. Ingenuidade pensar que algum lugar estaria aberto. Ela sentou-se na calçada, beirando a rua, e bufou. Riu sozinha da besteira que fez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Foi quando viu alguém do lado oposto da rua, sentado exatamente como ela, na frente de um posto de gasolina fechado. Ela virou a cabeça para o lado, a figura o fez também. Ela piscou com a luz do celular duas vezes, a figura o fez três vezes. Esta então sentou-se embaixo de um dos poucos postes iluminados, possibilitando assim que Lisa tivesse a visão, embora embaçada, do seu rosto. Era um rapaz de camisa, gravata e mochila; provavelmente estava ali porque trabalhara até mais tarde, seus cabelos estavam bagunçados pelo vento frio e cortante e suas mãos cobertas por luvas. Não era de uma beleza excepcional, mas chamava atenção pelos olhos bonitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Lisa fez menção de levantar-se e dividir a madrugada de Natal com aquele amável desconhecido, mas desistiu. Ele provavelmente devia estar esperando pela carona de alguém. Então ela refletiu mentalmente por que razão &lt;i&gt;ela&lt;/i&gt; estava sozinha. Bom, não tinha namorado, seus pais estavam na Califórnia, sua irmã estava passando o Natal com a família do marido e seu irmão... bem, ela não tinha notícias do irmão havia meses. Não que ela se esforçasse para consegui-las, também. Devia haver alguns meses já que ela não via os pais; qualquer feriado era oportunidade para trabalhar mais e ganhar mais dinheiro. Certo. Ela tinha milhares na poupança, mas não tinha um único indivíduo com quem tomar um vinho espumante, com quem trocar presentes, com quem sorrir e conversar no Natal. Triste? Triste. Deprimente? Deprimente. Satisfatório? Talvez. Lisa era bem conformista e conformada com sua vida. Fazer o quê?, era seu lema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Absorta em seus pensamentos, não percebeu o amável desconhecido atravessando a rua - sem se preocupar com carros, pois passava um a cada 10 minutos, e era da polícia, fazendo ronda -, sentando-se ao lado dela, abrindo a mochila, pegando uma garrafa de vinho de supermercado e servindo-o num par de copos de plástico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Está servida?", ele perguntou, sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Claro", Lisa respondeu. "Um brinde à solidão."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"Não, não gostei..." ele disse, olhando para seus pés e refletindo. "Um brinde ao Natal", disse, por fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ela consentiu com um gesto de cabeça. "Feliz Natal". Os dois brindaram e deram goles longos em seus respectivos copos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-561012445608154742?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/561012445608154742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=561012445608154742&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/561012445608154742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/561012445608154742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/12/conto-de-natal.html' title='conto de natal'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-8401683651476851088</id><published>2010-12-13T22:06:00.014-02:00</published><updated>2011-05-24T19:43:32.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>carta suicida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Não estava chovendo, não estava nublado, o ambiente não estava denso por causa de um clima triste. Não havia nenhuma gota de álcool em volta dele, muito menos drogas, muito menos remédios para dormir. Nada que pudesse justificar tal atitude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na verdade, o dia era definitivamente muito bonito, claro e ensolarado, quente, aconchegante, um perfeito fim de tarde de primavera com cheiro de baunilha. A hora do dia era aquele momento entre o crepúsculo e o fim da tarde; quando o sol está lá no horizonte e a cor do céu fica indefinida por um dégradé do azul quase preto para o verde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando encontraram-no já era tarde, estava inconsciente e seus lábios estavam azuis. Uma carta foi encontrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A carta foi publicada num jornal nacional no dia seguinte à morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"A todos e qualquer um que se importe, de alguma forma, ao ponto de ler esta carta.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu não ligo se a minha morte entristeceu-te, alegrou-te ou enraiveceu-te. O importante é que você foi afetado. A minha vida inteira tentei afetar as pessoas, e seria uma ironia se só em morte eu conseguisse, de fato.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A questão é que senti que minha batalha foi perdida em algum momento de fraqueza... tantas pessoas me dizendo o que e como fazer chegou a me tresloucar, eu estava sendo mais afetado do que estava afetando as pessoas, entende, caro leitor?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A causa da minha morte é simples. Trancarei-me na garagem e inalarei monóxido de carbono. Entende? O monóxido aos poucos me envenenará, me tomará por completo, assim como o veneno da minha infelicidade e insatisfação. Não busquei refúgio em drogas, pois sei que o cigarro e os alucinantes seriam uma saída finita. Não busquei substituir água por álcool, pois morrer aos poucos por causa de uma cirrose não seria agradável. Escolhi uma tarde simples e perfeita, uma tarde que não me faria mudar de ideia, uma tarde que não me faria sentar numa varanda e pensar sobre como sou (fui?) miserável.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A questão, novamente, é que fiquei louco depois de começar a trabalhar no jornal. Sim, faz anos, e sim, eu dizia a todos que estava feliz, mas é óbvio, devido às circunstâncias atuais, que era uma mentira. Poder finalmente dizer minhas ideias sem me esconder foi ótimo, mas as críticas me corroíam e me faziam perder minha fé nas outras pessoas. Diziam-me para escrever sobre atualidades, ninguém quer saber sobre o fascismo, as pessoas querem saber das novelas e das celebridades... como se tudo que acontece hoje não dependesse do que aconteceu anos atrás. Novamente digo, perdi a fé nas pessoas. Estavam, aliás, &lt;b&gt;são&lt;/b&gt; tão ocupadas em criticar, em não refletir e em vituperar tudo que não vai de acordo com seus valores superficiais que até olhavam para meus textos, mas não os liam. As pessoas são tão ocupadas em provar que elas mesmas estão certas que agem da forma errada.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Veja bem, amigo ou amiga, ignorância é uma bênção, de fato. Mas a ignorância pura, como a das crianças. A partir da adolescência não é possível encontrar indivíduos ignorantes. Todos são espertos, mas tão espertos que sabem que a alienação é o caminho mais fácil e indolor. E por eu não ter escolhido esse caminho, bem, cá estou, frio e inconsciente. Eu, finalmente, inconsciente! Ah, as ironias da vida... ou da morte.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu sei que você, leitor, lerá esta carta, olhará para o horizonte, balançará a cabeça e refletirá por alguns instantes. Mas depois sua vida vai voltar ao normal e seu pensamento nunca mais retornará à minha morte, pois é isso que as pessoas fazem.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Mas eu não estou escrevendo isso por você. Eu faço isso por eles, aqueles jovens que estão prestes a percorrer o mesmo caminho que eu percorri. É nesses jovens que a minha nova esperança instalou-se. E o meu conselho é: vendam-se. Vendam-se bastante. E quando estiverem totalmente comercializados, quebrem toda essa hipocrisia e mediocridade, chacoalhem a cabeça das pessoas, essas pessoas que um dia foram suas fãs. Afetem quem quer ser afetado, e acreditem, eles vão querer ser afetados por uma celebridade. Vão ao &lt;/i&gt;talkshow&lt;i&gt; da Oprah, dêem-lhes o que eles querem, depois mostrem o quão estúpido superficial é o que eles querem. Afetem esses seres. E, por obséquio, realizem esse pequeno desejo desse cadáver putrefato: usem a minha morte para afetar as pessoas em vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;À sociedade o que é da sociedade. Minha breve existência e último suspiro"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-8401683651476851088?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/8401683651476851088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=8401683651476851088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8401683651476851088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/8401683651476851088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/12/carta-suicida.html' title='carta suicida'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5347347432532176710</id><published>2010-12-05T13:22:00.007-02:00</published><updated>2010-12-13T23:04:22.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>sobre minha raiva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É muito comum eu me deparar (vendo no orkut, por exemplo) com situações que não têm relação direta comigo mas que mesmo assim me irritam. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;As atitudes das pessoas me irritam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E como hoje parei para pensar sobre isso, descobri que o que me irrita nessas situações é a ignorância das pessoas. Os indivíduos fazem coisas que eu considero ingenuidade e, em certos casos, ignorância. Muitas vezes penso isso porque vejo-os passando por algo que eu mesma já passei e gostaria de ter feito diferente. Muitas vezes eu me espelho nessas pessoas, e enxergo o quão estúpida eu mesma já fui, apesar de, na época, eu saber que eu estava me iludindo acerca de alguma coisa, de algum jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Encolerizam-me as &lt;b&gt;ilusões&lt;/b&gt;. Ilusões de que há um método alternativo para conseguir o que queremos, ilusões de que de fato conseguiremos o que almejamos... ano passado eu havia prometido a mim mesma que, este ano, eu começaria a acompanhar o jornal todos os dias, leria todos os livros difíceis, veria todos os filmes "cults" mas adivinhem só. E isso é um alerta para todos os individuozinhos entrando no colegial ano que vem: NÃO É ASSIM TÃO FÁCIL MANTER-SE CULTO E POLITICAMENTE ATIVO QUANDO SE ENTRA NO COLEGIAL. É extremamente fácil ler muitos livros até a oitava série. Agora experimente, em pleno setembro, tendo duas provas, 26 aulas e um mol de quilos de matéria por semana, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;pegar o Crítica da Razão Prática para ler, tendo que conciliar as horas de leitura com as (muitas) horas de estudo, as horas de amigos, as horas de computador, as horas de lazer, as horas de jornal e as horas de sono e  necessidades básicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Abespinham-me as &lt;b&gt;falhas&lt;/b&gt;. Falhas no plano. Era pra ser de um jeito e aconteceu de outro. Mas além das falhas, a minha &lt;i&gt;impotência&lt;/i&gt; para com essas situações falhas. Não pude fazer nada para que acontecesse de outra forma. Eu adoraria chacoalhar algumas cabeças agora e falar "isso não vai dar certo, não bote fé", e eu adoraria que alguém tivesse feito isso comigo antes de me eu me decepcionar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E depois de escrever tudo isso, descobri que tudo o que realmente me assoma são as minhas frustrações. Tenho raiva das coisas porque sou frustrada, porque comigo não aconteceu diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E acho que meu blog é o melhor psicólogo que existe, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5347347432532176710?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5347347432532176710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5347347432532176710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5347347432532176710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5347347432532176710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/12/sobre-minha-raiva.html' title='sobre minha raiva'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2487219773169068091</id><published>2010-11-30T12:13:00.003-02:00</published><updated>2010-11-30T12:37:35.135-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>mamãe, quero uma barbie!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;Good times for a change. See, the luck I've had can make a good man turn bad.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;i&gt;So please, please, please... let me, let me, let me, let me get what I want this time.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Haven't had a dream in a long time. See, the life I've had can make a good man bad.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;So, for once in my life, let me get what I want.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;Lord knows, it would be the first time.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;Lord knows, it would be the first time.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sim, por favor, me deixe conseguir o que eu quero dessa vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;É que eu cresci com a idéia na cabeça de que eu ia morar numa casa tão grande, e todo dia ia acordar e me pentear sentada numa penteadeira linda, branca, com detalhes dourados, feito uma de princesa, sabe?, e não aconteceu bem assim. Eu queria uma pantera preta, e hoje tenho um cachorro pequeno. Eu queria um quarto grande pintado inteirinho de verde limão e prata, mas a cor das paredes é bege. Eu queria um laço vermelho pra amarrar no meu cabelo, mas só tenho uma tiara. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;E as bonecas, queria ter tido tantas Pollys, tantas Barbies, e eu até tinha algumas, mas eu queria sempre mais, sempre muito mais, e eu não tinha. Não tinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;E isso é tão horrível!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Não o fato de eu não ter conseguido todas essas coisas, mas o fato de que desde pequenos somos condicionados a querer mais e mais, nunca nada é o suficiente. Se você ganha uma boneca, logo quer a roupa de festa da boneca, e a casa da boneca, e o carro da boneca e os amigos e namorados da boneca. Quando ganhamos o que queremos, ao invés de nos contentarmos, queremos mais coisas ainda. É a sociedade do descartável, da insatisfação, do instantâneo. E essa geração de crianças insatisfeitas e mimadas hoje cresceu, e é a geração dos adolescentes promíscuos e sem amor próprio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Sim. A menina que antes queria a Barbie agora quer beijar um garoto. E ela consegue esse garoto com a facilidade com que conseguiu a Barbie. E essa garota vai descartar o menino assim como descartou a Barbie.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Não há mais a espera, a ansiedade, a alegria ao abrir os presentes de Natal e ver que aquele brinquedo que você vem pedindo há meses finalmente é seu. Não há mais a paquera, a sedução, a demora. Tudo se entrega com a mesma facilidade e praticidade com que se descarta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Somos uma geração de consumistas, de insatisfeitos, de instantâneos; desde comida até relacionamentos. E, estendendo o assunto um pouco, até drogas. Quando questionados sobre a razão pela qual os adolescentes usam drogas, respondemos que é uma 'forma de escape'. Isso reflete 100% os ideais a que somos apresentados hoje. É uma forma de escape? Sim, enquanto dura o efeito da droga é uma forma de escape. É muito mais fácil se drogar todos os dias do que frequentar uma psicóloga e ter que encarar seus problemas, porque isso leva tempo e esforço por parte de quem tem o problema.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;E quando/se eu tiver uma filha, vou pensar muito bem antes de surpreendê-la com uma Barbie.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2487219773169068091?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2487219773169068091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2487219773169068091&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2487219773169068091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2487219773169068091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/mamae-quero-uma-barbie.html' title='mamãe, quero uma barbie!'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1473568192049280499</id><published>2010-11-25T18:06:00.005-02:00</published><updated>2011-05-24T19:43:38.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>perdas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nesse ano foi tudo muito drástico e intenso. Do nada começo a ter duas provas por semana, começo a ter que realmente estudar, a ter mols de quilos de matéria por dia... a quantidade de coisas que eu aprendi esse ano é absurda, tudo é absurdo, o ano passou tão rápido, eu tenho mais um ano e meio pra decidir o que eu vou ser da minha vida, me explica, como lidar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas o problema não é isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Depois do segundo ou terceiro mês, você se adapta à rotina de ter que estudar um pouco mais, duas provas toda semana, mols de quilos de matéria por dia e assim por diante. O triste, triste de verdade, é ver pessoas de quem você gostava, quem você apreciava, mudar para algo totalmente nada a ver. É triste se distanciar de gente com quem você conviveu a vida inteira. É triste saber que enquanto algumas pessoas mudam para melhor e amadurecem, algumas decidem que não querem isso. É pesado estar numa escola em que seus antigos amigos estudam e você olhar para eles e dizer, "eu não tenho mais nada a ver com isso". As pessoas mudam tanto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Me lembro que nessa mesma época ano passado eu estaria escrevendo sobre como tenho uma segunda família, sobre como nós nunca nos separaríamos, sobre como nossa amizade é pra sempre. E lembrar disso é tão frustrante, e eu me sinto tão impotente!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Era tudo tão fácil... tínhamos uma cumplicidade, só de olhar nos olhos de alguns dos meus antigos amigos nós já começávamos a rir, e hoje somos como estranhos... eu acho que tenho essa tendência de afastar pessoas, acho que tenho essa tendência a mudar rápido de mais e não dar tempo para os outros me acompanharem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sempre ouvi falar que sou muito séria, muito mãe, muito preocupada e coisas assim, mas o que eu posso fazer? Eu sou assim, nem sempre fui assim, mas acho que quando se faz 15 anos é hora de olhar para o futuro de daqui 3 anos, e não para a festa do próximo fim de semana, certo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas, de qualquer forma, nesse aspecto eu sou triste, sou inconsolável, eu queria que tudo tivesse ficado do jeito que era. Eu mudei, mas várias pessoas também mudaram do avesso, fizeram outros amigos que não têm nada em comum comigo, e eu?, que sou uma pessoa muito bem aceita e que se encaixa em qualquer grupo social, fiquei aí, perdida. Tentei explicar esse fenômeno de ruptura de relacionamentos de muitas formas. Eu comecei a namorar, amadureci muito em pouco tempo, e da mesma forma que eu mudei, as pessoas mudam, da sua forma, também... Se eu sei bem quem eu sou e não gosto de ficar indo na onda de grupos específicos, também há gente que não é tão certo assim de sua personalidade e não vê problemas em mudar de estilo, comportamento ou atitudes. E não digo isso de forma pejorativa, pois somos adolescentes, a nossa maior crise existencial é com relação à nossa personalidade. (Bom, pelo menos, os 1O% da população adolescente que reflete um pouco mais a respeito de si próprio passa por essa crise em algum momento)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bom, o que eu quero dizer, no final das contas, é que eu sinto falta de tudo. De ter uma turma grande, de ser cúmplice de alguém, sinto falta de sair com vocês. :/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Acrescentando, sou eternamente grata por ter conhecido pessoas tão legais também, esse ano... acho que eu teria ficado deprimida sem vocês &amp;lt;3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1473568192049280499?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1473568192049280499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1473568192049280499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1473568192049280499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1473568192049280499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/perdas.html' title='perdas'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-9120249766668879381</id><published>2010-11-21T12:04:00.002-02:00</published><updated>2010-11-21T12:14:57.991-02:00</updated><title type='text'>eu, mimada?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu sou uma garota mimada que quer criticar o que os outros fazem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu critiquei em algum momento quem saiu para protestar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O que me irrita não são comentários de pessoas que não tem a integridade de mostrar a cara. O que me irrita são comentários de pessoas que simplesmente não têm habilidade nenhuma de interpretação de texto; não se dignam a ler outras postagens do meu blog para saberem do que estão falando... pedem para eu me informar, mas não se dispõem a fazer alguma coisa quando é para falar do que EU faço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu já disse MUITAS E MUITAS E MUITAS VEZES que eu não acho que eu tenho capacidade de fazer alguma coisa prática para defender os MEUS ideais, e que o máximo que eu tenho a possibilidade de fazer é segurar a minha lâmpada e tentar iluminar quem estiver ao meu redor. Eu tenho 15 anos, não tenho meu próprio dinheiro, não sou formada em jornalismo, não trabalho com mídia e principalmente, não existem muitas pessoas por aí que pensam como eu e que iriam comigo a uma passeata contra a preguiça ideológica dos adolescentes de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se sua mente é pequena o suficiente para achar que somente idéias não movem ou mudam as pessoas, acho que você devia se informar um pouco. Já ouviu falar de Nelson Mandela? Então. Ele passou vinte anos na prisão e de lá de dentro conseguiu mudar o mundo. Ele não fez passeatas de lá de dentro, ou fez, que eu não tô sabendo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Cada um contribui para a melhoria do mundo da sua forma. Artistas pintam, atores atuam, escritores escrevem. Atos para a mudança do mundo não estão só em ações PRÁTICAS, como PASSEATAS, mas em atos pequenos, como o jeito como você conduz sua vida. Isso sim mostra quem é a pessoa e o que ela pensa. E há quem goste de sair às ruas e protestar, o que TAMBÉM é uma forma digna. Isso NÃO SIGNIFICA que quem não faz música ou sai às ruas é desengajado ou MIMADO.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ficou claro?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E se depois desse texto ainda acharem que eu sou mimada, aí, bom, não sei, acho que a forma mais digna de protestar contra isso seria mostrar tua cara. =)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-9120249766668879381?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/9120249766668879381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=9120249766668879381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/9120249766668879381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/9120249766668879381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/eu-mimada.html' title='eu, mimada?'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-5978738596033712883</id><published>2010-11-20T11:42:00.005-02:00</published><updated>2010-11-20T13:49:25.387-02:00</updated><title type='text'>13984713948ª resposta ao anônimo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;Primeiro que o ENEM não é só para as 1ª fases, para algumas faculdades como a UFSCAR ele é 100% utilizado, ta na hora de se informar um pouco se vc gosta tanto de criticar td. Segundo, que VC NUNCA FEZ UM NADA e quer MESMO criticar as pessoas que fazem? Independente de seus motivos, se as pessoas se sentem prejudicadas elas tem mesmo é que reclamar ... vc não faz idéia de como é prestar um vestibular ou enem e quer ficar criticando os milhões de estudades que estão passando por isso? Reclamar para a anulação do enem é a maneira mais rápida de resolver o problema esse ano e para os próximos tb, enquanto a educação não melhora no país, quando VC passar por isso, se for passar, talvez entenda um pouco melhor. Enquanto isso não fale sobre o que não sabe."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu em algum momento falei mal de quem saiu para se manifestar? Eu disse o contrário. Disse que acho muito legal quem sai para se manifestar, independentemente do motivo. Acho muito bom que quem se sentiu prejudicado foi participar das passeatas, e eu disse que acho que as manifestações podem ter algum efeito nos anos seguintes. O meu post, caso o senhor anônimo não tenha entendido, foi direcionado ao fato de que eu não concordo que essas manifestações são a volta do movimento estudantil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ficou claro? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;=)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E a partir de agora vou bloquear os comentários anônimos. Se quiser criticar meus textos, tenha o mínimo de respeito comigo e quando for me xingar, mostre sua cara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E se você, anônimo que me escreveu, estiver passando por vestibulares, acho bom melhorar a sua interpretação de textos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-5978738596033712883?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/5978738596033712883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=5978738596033712883&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5978738596033712883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/5978738596033712883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/13984713948-resposta-ao-anonimo.html' title='13984713948ª resposta ao anônimo'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6099304941345937055</id><published>2010-11-19T22:16:00.003-02:00</published><updated>2010-11-19T22:50:39.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditadura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conceitos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>a volta do movimento estudantil?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Tenho lido em muitos lugares e ouvido de muitas bocas que os recentes protestos contra o ENEM são "a volta do movimento estudantil". &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Ouvi também falar que os protestos eram para defender nossos direitos como estudantes.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt; E não concordo com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Primeiramente, concordo 100% com o fato de que as pessoas se manifestaram, adoro a idéia e o fato de que ainda há pessoas que são engajadas e que saem para protestar quando se encontram numa situação injusta - muito melhor tomar uma atitude do que só reclamar. A idéia dos protestos é ótima. Realmente o governo precisa dar mais atenção à área da educação; se o ENEM é a primeira fase de universidades federais (por sinal, muito boas) então devia ser bem feito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nós, como estudantes, temos certos direitos, como acesso a escola; igualdade e liberdade de aprendizado; temos inclusive direito à garantia de padrão de qualidade e ao ensino de qualidade gratuito. Mas em que lugar na Constituição foi dito que temos direito a, por exemplo, uma anulação de uma prova mal elaborada? Ao meu ver, fazer um protesto visando a melhoria da educação em escolas públicas é mais palpável do que um contra uma prova malfeita. O protesto só foi feito porque, por ter se tornado a primeira fase de universidades federais, atingiu as classes mais altas da sociedade. (Leiam a &lt;a href="http://www81.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/22/Consti.htm"&gt;Constituição&lt;/a&gt;, Capítulo terceiro, seção primeira, da Educação.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os "movimentos estudantis" mais famosos, no Brasil, foram a luta "O Petróleo é Nosso", os contra o ingresso do Brasil na 2ªGM, os da época da ditadura, os movimentos das Diretas-Já e os a favor do &lt;i&gt;impeachment&lt;/i&gt; de Collor. Ou seja, todos os movimentos tinham engajamento e fundo político-econômico. Deve-se mesmo comparar movimentos a favor de eleições diretas com protestos contra uma prova de qualidade duvidosa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Se é para protestar com base na prova do ENEM, então que protestem contra a falta de atenção do governo para as questões educacionais, e isso não envolve só a prova de primeira fase para o ingresso numa universidade federal. A questão educacional é muito maior. Os "direitos do estudante" vão além de uma prova.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Se eu acho que a série de protestos que aconteceram nas cidades brasileiras vai alterar alguma coisa? Depende. Se o futuro governo Dilma decidir ser popular, então ela deverá dar atenção a movimentos populares. E mesmo que nesse ano não tomem providência nenhuma; me dou ao luxo de acreditar que ano que vem a prova estará melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A &lt;i&gt;prova&lt;/i&gt;. Já o resto...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6099304941345937055?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6099304941345937055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6099304941345937055&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6099304941345937055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6099304941345937055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/volta-do-movimento-estudantil.html' title='a volta do movimento estudantil?'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6029708638897228972</id><published>2010-11-11T19:28:00.005-02:00</published><updated>2011-03-24T20:03:04.628-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente aberta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>livros, escapatórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estava lá sentada num canto, numa livraria qualquer, lendo um livro qualquer para ajudar a passar o tempo. Não estava realmente prestando atenção em qualquer coisa, pois ao mesmo tempo que seus olhos percorriam com velocidade as linhas do texto, sua visão periférica estava atenta a qualquer pessoa diferente que passasse por lá. Gostava de observar os indivíduos, suas atitudes e imaginar uma história para cada um.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela sentia-se extremamente bem no meio de pessoas desconhecidas, principalmente em livrarias. E enquanto estava sentada, gostava de olhar para cima, para aquelas prateleiras imensas de livros, e sentir-se pequena entre tantas palavras de tantos autores diferentes. Sempre colocava-se no lugar de Bela, quando esta entra na biblioteca de Fera e vê aquela quantidade de livros, todos esperando por um leitor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A verdade é que, enquanto alguém não a lê, a história não existe. Ela passa a existir, cada vez mais, a cada página virada pelo leitor. Ganha vida quando esse leitor reflete sobre o que foi contado, sobre a mensagem, sobre a moral da história. Ganha mais vida quando esse alguém recomenda-a para outro alguém. Mas a partir do momento que o ciclo é quebrado, a história fica dentro do livro, adormecida, inativa, inútil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E era por isso que, sempre que podia, ela escolhia o livro mais abandonado e o dava vida. Sentava-se, ajeitava sua mochila para que esta servisse de almofada e tentava conter os protestos do estômago, enganando a fome com um capuccino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A história lida confundia-se com a história vivida; e ela começava a enxergar as personagens e situações acontecendo ali, bem em frente à ela. E quando o livro era fechado e ela voltava ao nosso universo, tudo parecia tão sem graça e sem sentido, as pessoas não pareciam mais tão interessantes. Não as pessoas reais, medíocres, com suas vidas reais e histórias reais. Então sua mente voltava ao ciclo de criação de  vidas mais interessantes àquelas pessoas. Escrevia, lia, relia, reescrevia, até que aquelas vidas parecessem boas. Era sua forma de contribuir para um mundo melhor, pois ela sabia que existiam pessoas como ela que almejavam por uma vida menos medíocre. Quanto mais livros, mais escapatórias, mais decepção e mais desejos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E esse ciclo continuaria sempre que houvessem livros para serem lidos e vidas para serem melhoradas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E, podem escrever, a tendência é de a necessidade por uma escapatória desse mundo aumentar cada vez mais...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6029708638897228972?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6029708638897228972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6029708638897228972&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6029708638897228972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6029708638897228972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/livros-escapatorias.html' title='livros, escapatórias'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-346704872684797159</id><published>2010-11-05T21:14:00.006-02:00</published><updated>2010-11-06T23:04:05.329-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>happy ending, part 2 - final</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Annie apertou os olhos e mordeu o lábio, quase fazendo-o  sangrar, de raiva. Detestava sentir que não estava mais no comando.  Detestava sentir principalmente que não comandava mais a situação com  Tiago. Disse a coisa mais cínica que veio-lhe à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - É. Parabéns. Você devia fazer psicologia!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Annie. - Tiago as mãos na cabeça, em sinal de rendição. - Vamos parar com isso, certo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Ela olhava para ele, encorajando-o a continuar. Ele olhou para cima,  fechou os olhos, e tentou esquecer seu medo de ser ridicularizado, não  correspondido ou desprezado. Andou até Annie e colocou suas mãos no rosto dela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Certo, vou te dizer o que eu estou pensando. Primeiro, não sei de onde  você tirou que eu gostava da sua irmã de um jeito diferente. Segundo,  não sei de onde você tirou que você gostava do meu irmão. E, terceiro...  - Ele suspirou, como se juntando forças para continuar - não sei por  que apaixonar-se por mim parece-te uma ideia tão absurda e... ruim.  Porque, sabe... tudo seria tão mais simples, quero dizer, se você  gostasse de mim, e... recíproco...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele tirou suas mãos do rosto dela e esperou por uma reação. A cada palavra dita por Tiago, Annie torcia mais forte a barra de seu  casaco. E quando Tiago terminou seu discurso, a primeira coisa que fez  foi separar as mãos dela do casaco. Os dois ficaram lá, de mãos dadas,  encarando-se, pensando qual seria a próxima coisa a ser feita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Tiago, observando a reação, ou falta de ação de Annie, decidiu soltá-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Certo. Se isso é o que você quer, então eu não toco mais no assunto. -  Tiago ameaçou voltar para a sala de televisão, mas ouviu a voz fraca  de Annie.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Calma, espera, Ti... - Annie quase nunca chamava Tiago pelo apelido. - Eu... é que...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Tiago encarava-a com uma expressão de riso. Ele sabia que ceder, admitir  e perder coisas nunca fora o forte dela. Annie encarou-o com um olhar  suplicante, que dizia "eu tenho mesmo de passar por isso?", e Tiago  lançava-lhe um que podia ser interpretado como "sim, você tem".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - É que, Ti, eu não queria gostar de você.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Ótimo começo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Cala a boca, você sabe que isso é difícil pra mim. Por que faz isso comigo? Que idiota, você sempre faz isso e...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; - Continua, Annie, não muda de assunto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; Annie apertou os olhos. Ficou parada um instante, olhando pra cara de  zombador de Tiago. Olhou para baixo, respirou fundo, depois deu dois  passos à frente, alcançando Tiago, então aproximou-se dele suavemente, e, por fim, beijou-o.&lt;br /&gt;Tiago, surpreendido, demorou a perceber que aqueles lábios macios colados aos dele eram de Annie. E demorou a perceber que aquele sonho de beijá-la, que ele tinha desde a sétima ou oitava série, finalmente estava se realizando. Ele então tocou o rosto de Annie, com delicadeza, quando se separaram, e pôde ver o brilho nos olhos dela. E ela pôde ver o quão corado ele estava. E no rosto de ambos estava estampado um semblante óbvio de que eram, sem dúvidas, apaixonados um pelo outro. De certa forma, sempre foram.&lt;br /&gt;- Ti... é que, eu...&lt;br /&gt;- Eu sei. Eu também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;xx Fim! :D&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-346704872684797159?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/346704872684797159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=346704872684797159&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/346704872684797159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/346704872684797159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/happy-ending.html' title='happy ending, part 2 - final'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7476770166823462332</id><published>2010-11-05T20:18:00.003-02:00</published><updated>2010-11-05T21:14:14.472-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>happy ending part 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Annie chegou à frente da porta de Tiago e lá ficou, sem coragem pra mover o braço e tocar a campainha., &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;torcendo a barra de seu casaco.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Ironicamente, Tiago estava parado do outro lado da porta, sem coragem para sair. Ao mesmo tempo que ela toca a campainha, ele abre a porta. Encararam-se com um sorriso tolo durante algum tempo que pode ter sido de alguns segundos a vários minutos. Annie abriu a boca para falar alguma coisa, mas nada saiu além de um suspiro. Mas enfim tomou coragem.&lt;br /&gt;- É, então, eu vim aqui pra...&lt;br /&gt;- É... tô vendo. Então...&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Ahn... então as coisas não deram certo com meu irmão? - Tiago disse rispidamente, como se estivesse com algo azedo na boca. - Eu te disse que ele não prestava.&lt;br /&gt;- Na verdade, ele é um cara legal. - Annie pensou em dizer isso, mas tudo o que saiu foi: - É, né...&lt;br /&gt;- Hã, quer entrar?&lt;br /&gt;- Ah, claro. - Annie disse, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;torcendo a barra de seu casaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O clima estava péssimo. Estava óbvio que os dois tinham certos assuntos para resolver, mas nenhum dos dois tomava iniciativa. Tiago porque era tímido e não sabia dos sentimentos de Annie, e esta porque não queria ser impulsiva e não sabia dos sentimentos de Tiago. Entraram, sentaram-se nos grandes pufes na sala de televisão e ficaram encarando os próprios pés. E Annie &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;torcendo a barra de seu casaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sabe - Tiago começou -,pra falar a verdade, eu não gosto da sua irmã.&lt;br /&gt;Annie sentiu-se aliviada. Então ela não precisaria começar o assunto. Isso não precisava ser tão difícil.&lt;br /&gt;- Ah, é? Então você não está apaixonado por ninguém no momento? E mentiu pra mim?&lt;br /&gt;Tiago encarou Annie com raiva. Ele sabia o que ela estava fazendo. E não gostou disso.&lt;br /&gt;- Eu não falei que gostava da sua irmã. Eu fiquei quieto. E eu não menti, eu gosto de alguém, sim.&lt;br /&gt;- Então por que não me revela a identidade dessa sua amada?&lt;br /&gt;- Por que você não me revela a identidade do SEU amado?&lt;br /&gt;- Acho que você não se importa, porque está ocupado demais tentando esconder as coisas de mim!&lt;br /&gt;- Ótimo, então, se é isso que você pensa!&lt;br /&gt;- Ótimo!&lt;br /&gt;Annie se levantou, torcendo a barra de seu casaco freneticamente, e começou a andar em passos largos até a porta. Mas parou antes de sair.&lt;br /&gt;- Sabe, não sei por que eu me dei ao trabalho de vir até aqui. Foi uma total perda de tempo.&lt;br /&gt;- Mas você veio. - Tiago olhou para Annie de forma intensa. - E você, por algum motivo, teve a necessidade de parar antes de sair e me dizer isso. Você quer que eu saiba que era importante para você vir aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7476770166823462332?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7476770166823462332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7476770166823462332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7476770166823462332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7476770166823462332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/happy-ending-part-1.html' title='happy ending part 1'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6704967191221445697</id><published>2010-11-04T20:30:00.003-02:00</published><updated>2010-11-04T21:11:26.658-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desencontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>annie's love sick</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Saí bufando da casa de Tiago e fui pra minha. Fui direto ao meu quarto e, como sempre, me joguei na cama, de barriga para cima, encarando o meu teto estrelado. Meu cabelo estava molhado, mas pelo menos trouxera um cheiro de chuva agradável pra dentro do quarto. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;O que exatamente aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Marcelo não fizera nada. Tiago sempre me falou que ele era um vagabundo e coisas do tipo, mas ele não agiu dessa forma comigo. Na verdade, o que aconteceu foi que ele me disse que não se permitia gostar de mim daquele jeito. Eu saí andando, mas ele me parou no meio da rua. Comecei a gritar e gesticular, perguntando o porquê de todos os sinais que me foram enviados, o porquê da relutância, o porquê de tudo, mas ele continuava de braços cruzados, e vez ou outra olhava para a janela do quarto de Tiago, ou falava "não posso fazer isso". Então desisti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Eu não sei mais o que estou sentindo. Confusão demais pra uma tarde só, nossa. No começo da tarde, achava que estava arranjando Tiago para minha irmã. Depois, pensei que eu quisesse Marcelo. Agora, não sei se quero que Tiago fique com minha irmã... ah.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;E sempre, sempre quando eu mais precisava, e, claro, sempre muito convenientemente começava a tocar NeverShoutNever! no meu celular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;"Dear, I wrote you a song despite the fact, you did me wrong. And dear, I don't know what the hell is going out with you, but something ain't right..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;Era Tiago me ligando. Eu mesma coloquei essa música de toque. Ele é quem me mandou essa música, uns meses atrás, e eu até pensei que pudesse significar alguma coisa, mas não dei muita atenção. Meus sentimentos por Tiago são muito, muito instáveis. Eu não sei se o que eu sinto é um carinho muito grande ou se é amor. O fato é que meus namoros nunca duram mais de dois ou três meses, porque eu sempre me pego pensando, "será que o Tiago faria isso?". Nunca me imaginei ficando com ninguém além de Tiago, mas sempre atribuí isso ao fato de que crescemos juntos e eu realmente não consigo imaginá-lo fora de minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;"...you tell me that you love, then you go and leave me, why do you do this to me? Baby, I'm lovesick..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Meus sentimentos são confusos, mas também não é como se o Tiago já tivesse me dado claras insinuações de sentimentos mais profundos por mim. Eu teria captado. Ou não? Ou será que eu não captei nada? Tiago nunca teve muitas amigas, todas as minhas tentativas de apresentar alguém a ele foram falhas, e além de mim, ele conversa com minha irmã, a mãe dele e a professora de violão (cujo sexo na verdade é meio duvidoso)... Ele poderia gostar de mim. Isso explicaria os "não posso" de Marcelo e os olhares de relance pra janela do quarto de Tiago.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Uns meses atrás eu me peguei apaixonada por ele de fato, mas desencanei porque todas as minhas investidas falhavam de alguma forma. Não sei, é muito chato isso! Eu não sei o que fazer, se devo dar o primeiro passo, se espero, se escrevo na minha testa "me beije" ou alguma coisa do tipo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;i&gt;"...I just can't sleep, just can't eat, can't do much of anything at all 'cause I'm sick and in love with you, dear."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Ao ouvir esse trecho da música, resolvi me olhar. Que deprimente. Jogada na cama ao som de um toque de celular, cabelo molhado ensopando o travesseiro, maquiagem borrada, olhando para o teto curtindo minha depressão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 16px;"&gt;Isso não tem absolutamente nada a ver comigo. Por mais confusa, frustrada, brava e ainda assim, feliz por ter percebido o que eu realmente sinto, decidi sair dali e ter uma conversa esclarecedora com Tiago. Não sei de onde eu tirei coragem e força suficiente para me levantar, mas o fiz. E andei a passos lentos, embaixo de chuva, até a porta dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-6704967191221445697?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/6704967191221445697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=6704967191221445697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6704967191221445697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/6704967191221445697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/11/annies-love-sick.html' title='annie&apos;s love sick'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-668621241213969437</id><published>2010-10-25T13:57:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T13:57:35.503-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>she's got style</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"If it's not those cowboy boots in the summer, oh, my God, I pray for another chance to drive down back highways until I stumble upon your beautiful face. Your presence isn't what kills me; it's that artistic gleam that's taking over my scenery, dream by dream...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ao ouvir a conhecida música tocando no meu celular, esbocei um sorriso. Estava começando a chover. Aliás, começara a chover logo que pisamos dentro daqui de casa, pois minha vizinha, Annie, havia resolvido que queria meu irmão alguns minutos antes, na sorveteria. Então subi aqui pro meu quarto com alguma desculpa idiota.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A música me fazia lembrar bastante da Annie. Ela havia selecionado a música como meu toque de celular para quando ela estivesse ligando. Tão conveniente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"...You might think I'm incapable of loving a soul like yours. You might think I'm a fool for you..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Isso era surpreendentemente verídico. Annie chegou mesmo a suspeitar de que eu estava apaixonado por ela, mas despistei, dizendo que estava apaixonado pela irmã dela. Eu não queria ser um obstáculo no caminho da Annie, pois achava que ela sentia alguma coisa pelo meu irmão mais velho. Sempre achei que eu nunca seria suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"...'cause girl, you got style, and that's what I love about you. the way that you sit back, oh, how you sit back, and watch this grow..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É, Annie sempre foi muito diferente das outras. Nunca fui de ter muitas amigas, mas ela era visivelmente melhor que qualquer uma. Não ligava para o que os outros iriam pensar dela, andava por aí olhando para tudo e todos com aquele olhar enigmático que só ela sabia fazer, às vezes dava um meio sorriso. A verdade é que ela dava a impressão de sempre estar ciente de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"...y&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ou got dreams, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nd therefore I believe in you. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;All the small town people with their big remarks &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ain't got jack to say about my movie star, s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;he's got style..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Isso também. A cidade em que morávamos não era tão pequena, mas Annie era de vanguarda. Nunca se contentou com as opções daqui. Depois de fazer 16 anos, resolveu viajar pelo estado inteiro, e me arrastou junto em todas as viagens. Isso mexeu bastante com a imagem dela, as pessoas a viam como "moderninha" e essas idiotices de gente que mora em cidade pequena, mas eu sempre a admirei bastante. Ela tem estilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A música continuava tocando e eu me perguntava por que ela me ligava, se estava no andar de baixo da minha casa. Eu não ia atender. Privei-me de ouvi-la falar sobre o quão demais e maravilhoso meu irmão, galinha e estúpido, é. Esse relato inteiro é incrivelmente clichê e previsível, e pra fechar com chave de ouro: o Marcelo não merece a Annie. E meu celular havia parado de tocar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ouvi um barulho estranho vindo lá de fora. Olhei para baixo. Era Annie, e ela aparentemente estava discutindo com meu irmão. Ela gritava e gesticulava, enquanto ele ficava na defensiva, de braços cruzados, e feições irredutíveis. O que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-668621241213969437?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/668621241213969437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=668621241213969437&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/668621241213969437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/668621241213969437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/shes-got-style_25.html' title='she&apos;s got style'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1789747666321903628</id><published>2010-10-24T19:32:00.003-02:00</published><updated>2010-10-25T14:04:20.840-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tristeza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>- pelo ponto de vista de tiago -</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Então você pode contar qualquer coisa pra mim, e eu pra você? - Annie disse, parecendo um pouco nervosa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Estávamos sentados, Annie e eu, numa sorveteria em frente à casa dela - que era ao lado da minha -, ainda de mochila nas costas, pois tínhamos acabado de chegar da escola. Ela faz o estilo "dezessete anos e fugiu de casa", e eu finjo que também sou assim, meio que "odeio ficar em casa, me sinto preso, sou rebelde". Ela gosta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Eu não sabia muito bem o que responder. Eu não sabia aonde ela queria chegar, e dependendo da minha resposta, ela podia interpretar as coisas de uma forma errada. Darei uma resposta vaga, então, assim ela pensa o que quiser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Sim, claro. Você sabe que eu te considero demais... - foi a minha resposta. Não sei se foi impressão, mas eu poderia jurar que ela pareceu meio tensa ao ouvir minhas palavras. Eu disse algo errado?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Certo. - ela respondeu. Não sei se estava tão certo assim. Ela parecia nervosa comigo. Aliás, eu não sei, ela parecia nervosa, mas ao mesmo tempo estava totalmente corada; estava com os punhos cerrados, e ao mesmo tempo, balançando a perna de nervosismo. - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Em quem você está pensando? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Em alguém que você odeia, certo?, julgando pelos seus punhos cerrados e seu anel do humor. Preto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Adoro observar o efeito que minhas frases têm sobre ela. Ela parece realmente afetada pelo que eu digo, de vez em quando. O que é estranho, pois Annie sempre se comportou de forma tão... descolada. Não sei. Gosto de balançar com sua cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Só fica preto quando estou com você, trouxa. - Ela respondeu. Eu sabia que era verdade, ela sempre faz questão de me mostrar seu anel do humor quando estou com ela. - Acho que eu te odeio, então.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não gostei de ouvir isso. Ela sempre dá um jeito de sair por cima. Que irritante!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então, como vingança, fiz uma cara de "cachorro abandonado", como Annie gosta de chamar, que eu sabia que ia mexer com ela. Sou bom ator, então forcei algumas lágrimas, e pronto. Pude ver a raiva se esvaindo dos olhos dela. Então lancei a bomba.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas eu acabei de dizer que te considero tanto... - Disse, olhando para meus pés. Típico coitado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas depois de a raiva ter se esvaído, foi como se ela tivesse voltado com mais força ainda. Parecia que a Annie estava se controlando para não me dar um soco. Foi frustrante. Plano fracassado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Você sabe que pode me contar o que tá acontecendo, né? - Disse. Foi minha última tentativa de absolvição. Joguei essa frase acompanhada do meu sorriso mais sincero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Nada - Annie respondeu. - É que eu estava só mentalmente constatando que eu nunca soube por quem você está apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ah, agora já era. O que eu respondo? Tenho que dar um jeito de deixá-la com a ilusão de controle da situação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Ah - eu disse, fingindo-me de surpreso. - Achei que você soubesse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Isso não era completamente falso. Eu realmente sempre achei que ela soubesse por quem eu sou e sempre fui apaixonado. Olhei para a casa dela. Quantas vezes eu já não fui lá, fiquei conversando com a irmã mais nova, só para fazer a Annie perceber o quão bom partido eu sou, comi o brigadeiro que ela faz, ajudo com a lição de casa, saio para passear com os cachorros, faço de tudo. E não faço isso por mais ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Mas então ela interpretou meu olhar de forma errada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Eu sabia! - ela levantou, apontando pra mim, e depois para a casa dela, e depois pra mim. - VOCÊ GOSTA DELA! Eu achava que você ia lá em casa porque gostava de mim e do meu brigadeiro, MAS ERA SÓ PRA FICAR PERTO DELA! - Ela apontava para sua irmã mais nova. Abaixei a cabeça. Que ótimo. Bom, é isso o que ela quer enxergar. Então eu percebi. Ela olhava para meu irmão. Que droga. Ela gosta dele, claro que gosta dele. E ele gosta dela, também. Por mais que eu ache que ele não presta, não posso controlar com quem ela deve ficar ou não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Vai lá. - eu disse. - Antes que ele pense alguma coisa sobre... hum, nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ela me lançou um olhar que podia ser interpretado como um típico "valeu, cara". Eu sei que todas as garotas preferem meu irmão. Ele faz o tipo bonitão, pegador, estudioso da faculdade. Como competir?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Fico feliz que nós não somos mais um daqueles casais adolescentes que aparecem em clipes de cantoras loiras que cantam Pop - disse, tentando parecer indiferente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Tocava a música "She's Got Style" na sorveteria. Segurei a lágrima que teimava em escorrer pelo meu rosto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1789747666321903628?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1789747666321903628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1789747666321903628&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1789747666321903628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1789747666321903628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/pelo-ponto-de-vista-de-tiago.html' title='- pelo ponto de vista de tiago -'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-2956619056162116714</id><published>2010-10-20T17:17:00.003-02:00</published><updated>2010-10-20T19:49:16.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adolescentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>mais um (a)típico conto adolescente,</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(não sei de onde eu tirei coragem pra escrever e postar esse conto besta)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Então você pode contar qualquer coisa pra mim, e eu pra você? - Eu disse, temendo pela resposta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Estávamos sentados, Tiago e eu, numa sorveteria em frente à minha casa - que era ao lado da dele -, ainda de mochila nas costas, pois tínhamos acabado de chegar da escola. Nós dois fazemos o estilo "dezessete anos e fugiu de casa", pois ambos odiamos passar muito tempo em nossas respectivas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Sim, claro. Você sabe que eu te considero demais... - ele respondeu. Foi difícil não desmanchar meu sorriso. Aquela adrenalina, que percorreu o meu corpo durante os segundos relutantes entre a pergunta e a resposta, agora era uma onda fria de decepção. Não era nem frustração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Certo. - Respondi. De certa forma, seria estranho se não pudéssemos contar um com o outro, ele é meu vizinho desde que eu me entendo por gente, temos tanta coisa em comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Em quem você está pensando? - Ele disparou, para minha surpresa. Devia ter percebido que eu estava corada. Nunca fui muito boa em esconder emoções, ainda mais dele. - Em alguém que você odeia, certo?, julgando pelos seus punhos cerrados e seu anel do humor. Preto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Só fica preto quando estou com você, trouxa. - Eu disse. E era verdade. - Acho que eu te odeio, então.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então ele fez A cara. A cara matadora, que sempre conseguia o que queria. Eu não poderia resistir. Sem chance. Seus olhos castanhos ficavam ainda mais realçados com as lágrimas forçadas. A típica cara-de-cachorro-abandonado. Tão doce.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Mas eu acabei de dizer que te considero tanto...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Me deu uma vontade tremenda de virar os olhos e esmurrar o nariz dele. Era justamente por isso que eu estava nervosa. Idiota. Talvez eu realmente o odiasse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Você sabe que pode me contar o que tá acontecendo, né? - Ele disse, e me lançou aquele sorriso que era só dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Acho que a maior realização de uma garota seria conseguir fazê-lo sorrir daquele jeito para ela, por ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Nada - respondi. - É que eu estava só mentalmente constatando que eu nunca soube por quem você está apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu não sei por que pergunto essas coisas! Maldita impulsividade. Não era a hora certa, ainda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Ah - ele aparentemente foi pego de surpresa. Acho que isso é bom. - Achei que você soubesse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Opa. Isso eu não sei como interpretar. Pelo jeito é alguém óbvio. Ele é tímido, então deve ser alguém que ele conhece faz tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então eu o olhei. Olhei de verdade. E vi para onde ele estava olhando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Pra minha casa. O olhar dele estava mirado na minha irmã mais nova. Um ano mais nova, só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Eu sabia! - Eu levantei, apontando pra ele, e depois pra minha casa, e depois pra ele. - VOCÊ GOSTA DELA! Eu achava que você ia lá em casa porque gostava de mim e do meu brigadeiro, MAS ERA SÓ PRA FICAR PERTO DELA!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ele corou e abaixou a cabeça. Suspirei de alívio. Meu plano cupido havia funcionado. Eu temia que ele gostasse de mim, mas, afinal, eu sou só a melhor amiga. Então me peguei olhando pro quintal da casa dele. Pro irmão dele, que nos encarava com um olhar distante... Na verdade, quando nossos olhares se cruzaram, ele pareceu confuso e até um pouco triste. Senti a repentina vontade de sair correndo e abraçá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Vai lá. - Tiago disse. - Antes que ele pense alguma coisa sobre... hum, nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Lancei-lhe um olhar cúmplice. Quero dizer, Tiago é uma graça, mas nem se compara ao seu irmão, Marcelo, que faz faculdade há dois anos, já.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;- Fico feliz que nós não somos mais um daqueles casais adolescentes que aparecem em clipes de cantoras loiras que cantam Pop - Tiago disse. Sim, analisando bem, seríamos o típico casal de melhores amigos que demoram pra assumir que gostam um do outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Totalmente chato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque, cá entre nós, o Marcelo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-2956619056162116714?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/2956619056162116714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=2956619056162116714&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2956619056162116714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/2956619056162116714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/mais-um-atipico-conto-adolescente.html' title='mais um (a)típico conto adolescente,'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-1396395420479173947</id><published>2010-10-17T15:30:00.007-02:00</published><updated>2011-05-24T19:43:43.781-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='personalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>estereótipos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  Cansei de pré-julgamentos, pré-conceitos, estereótipos, cansei disso tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  Primeiro porque eu nunca consegui me encaixar (completamente) em nenhum dos estereótipos que eu conheço (e por mais que eu ODEIE estereótipos, eu me sentiria um pouco melhor sabendo que eu me encaixo em algum lugar, pois afinal, sou adolescente e estúpida), e segundo porque, toda vez que dizem que eu pareço me encaixar mais ou menos em um grupo ou outro, sempre tem algo de muito errado comigo que impede que esse grupo seja 100% certo pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  Explico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  O estereótipo que &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt; conheço para intelectuais são aqueles que gostam de: branco e preto, café e romances russos densos e músicas que ninguém conhece; são anti-sociais, anti-tudo, cínicos, sarcásticos e tratam mal as pessoas; são ateus; fumam. E são cercados de pequenos fãs que idolatram todo o cinismo, a grosseria e a exclusão social. Acham tudo isso muito lindo. Isso é que é ser intelectual hoje e...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;  Não, pera aí... &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;  Quem disse que pra ser intelectual ou ligado no que acontece, precisa ser ateu, anti-social e só ler/ouvir coisas que ninguém conhece? Qual o problema em ser um indivíduo sociável, que tem amigos, que vez ou outra assiste a um blockbuster ou lê um best-seller? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Eu falo mal SIM de muitos deles, mas eu não falo nada sem ter antes visto ou lido.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt; Outra, socializar-se não é a mesma coisa que corromper-se. Quem torna-se anti-social, na minha opinião, é inseguro dos próprios valores e/ou tem medo de mudar de ideia por ser influenciado por quem está ao redor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  Quando você é cínico e rude com outra pessoa, por que isso te torna melhor? Por que o ato de saber ser grosso com outras pessoas e 'dar foras' é considerado uma habilidade? Não é muito melhor saber fazer um elogio? Acho que quando você não tem nada de bom para dizer é melhor não dizer nada; se for criticar, faça uma crítica construtiva. Destruir o caráter de uma pessoa sem motivo é tão triste e baixo. As pessoas apreciam quando são elogiadas e incentivadas. E algumas pessoas realmente têm gosto por conversar com os tidos por 'intelectuais' só pra se sentirem piores que os mesmos. E isso é normal e...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  Não, pera aí... &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;. Isso é doentio e masoquista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  Mas o que mais me irrita é o fato de que todo intelectual precisa ser ateu. Que raio de pessoa disse que acreditar em qualquer Deus que seja é burrice ou ignorância? Só porque eu acredito em Deus não significa que eu concordo com tudo que a Bíblia diz, que eu acredito cegamente em 'milagres', que eu duvido da ciência. Muitas pessoas criticam a Bíblia e Deus sem conhecer, e usam desculpas do tipo 'se Deus existe, então por que ele permite tanta violência no mundo?'. Eu poderia escrever uma dissertação sobre o assunto, mas vou me limitar a dizer que isso é falta de conhecimento; e nem tudo que está escrito na Bíblia pode ser LITERALMENTE interpretado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;b&gt;Acho que todo e qualquer tipo de estereótipo é errado, pessoas NÃO SÃO PRODUTOS para serem rotuladas&lt;/b&gt;, por mais ignorante ou fútil que uma pessoa pareça, eu acho que NUNCA ela pode ser chamada de APENAS um ou outro estilo ou estereótipo. Isso pode até prejudicar na formação dela como indivíduo, limitando-se a apenas uma opção de vida ou existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E eu tenho muitos amigos, já assisti aos três High School Musical e sou simpática com todos que vierem conversar comigo, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-1396395420479173947?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/1396395420479173947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=1396395420479173947&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1396395420479173947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/1396395420479173947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/estereotipos.html' title='estereótipos'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-7544270724242144918</id><published>2010-10-06T19:15:00.002-03:00</published><updated>2010-10-06T19:27:21.393-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>violência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Nove horas da noite. Carlos está quase chegando ao carro, onde sua mulher, Júlia, o aguarda, no banco de trás. Ele havia estacionado numa esquina escura. Vem chegando perto dele um jovem de gorro e calças largas. Carlos suava frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Ô moço, dá licença...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Tudo bem. Tudo bem, já entendi. É um assalto. Mas eu não tenho nada. Estou sem carteira. Quer conferir? Deixei dentro do carro. Só não quero que ninguém se machuque.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Não moço, eu só queria...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Entendi. Você quer a carteira. Vamos entrar no carro, então. Sem violência. Eu te dou o dinheiro que tenho na carteira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Mas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Pode entrar, meu filho. Eu não tenho arma  nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O jovem olha para o carro, confuso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- O que foi, jovem? Quer conferir? Certo, vamos conferir. Olha, o porta-malas. Não tem nada além de compras. Quer alguma coisa? Comprei cervejas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Carlos, o que está acontecendo? - Júlia diz, desnorteada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Nada, meu bem, o jovem aqui é uma vítima da sociedade... - Carlos diz, balançando a cabeça e colocando sua mão no ombro do jovem. - Vamos pegar a carteira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Não, moço, não é isso, eu só queria...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Quer o meu relógio, também? E as jóias dela? São todas falsas, apenas folheadas. Tome. Aqui. É todo o dinheiro que tenho. Pegue, meu filho, pegue o dinheiro e o meu relógio e vá comprar comida! - Carlos dizia e ia empurrando o jovem pela rua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O jovem ficou encarando-o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Eu não vou chamar a polícia. Fique com meu celular também. Aqui. Pronto. Sem violência, certo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O jovem observou o carro sair disparado, e olhou o relógio de Carlos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;- Eu só queria saber as horas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No dia seguinte, Carlos e Júlia se  gabavam de como lidaram bem com a situação, ficando com a maior parte do dinheiro (que estava na bolsa de Júlia), com as jóias (que eram verdadeiras) e que o relógio era apenas uma réplica. E de não terem usado violência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-7544270724242144918?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/7544270724242144918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=7544270724242144918&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7544270724242144918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/7544270724242144918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/violencia.html' title='violência'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-726535158149411766</id><published>2010-10-05T19:31:00.004-03:00</published><updated>2010-10-05T19:43:59.236-03:00</updated><title type='text'>voto branco, voto nulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não concordo. Acho que você deveria se informar um pouco melhor antes de discutir um tema tão batido como política. Falar "Quem votou no tiririca é burro" é fácil. Vamos lá: 1-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Votos nulos e brancos são a mesma coisa, segundo o TSE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;, desde 2006 ou 2007, não sei ao certo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;2-Votos nulos NÃO ANULAM eleição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; Votos ANULADOS, que ocorrem quando um candidato tem sua candidatura cassada, ou votos inválidados por alguma razão(por exemplo, o fato de ser analfabeto), anulam eleição. Você se contradiz. Diz que é a obrigação dos maiores de 18 votarem, mas, defende o voto nulo e mete o pau nos votos no Tiririca. Estranho. Penso que votar nulo é se ausentar das decisões políticas. Afinal, dentre 1170 candidatos a deputados federais, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;você não encontraria UM que tem propostas para você&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;? Encontraria, caso pesquisasse e fosse interessada em política. No mais, pelo menos você não vota no Tiririca, e tem boas intenções com o texto. parabéns"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Pra começar: no meu texto NÃO ESTÁ especificado a minha insatisfação por não encontrar um candidato. No meu texto, eu não disse que não teriam candidatos a deputado federal para votar, dentre as opções. Afinal, as eleições foram também para governador, presidente, deputado estadual e senador. Basta ler o texto com atenção, usando um pouco das regras da interpretação de texto que as idéias se tornarão mais claras. :)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Você se contradiz. Diz que é a obrigação dos maiores de 18 votarem, mas, defende o voto nulo"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;: Isso não é uma contradição. Votar nulo também é votar, é um voto de protesto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E agora, pra mostrar que o que eu falo tem alguma base. Eu faço pesquisas antes de escrever qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Art. 224&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/Leis/L4737.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Código Eleitoral Brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; "&gt;&lt;a href="http://www.tse.gov.br/internet/institucional/glossario-eleitoral/termos/voto_branco.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Voto em branco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;x&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tse.gov.br/internet/institucional/glossario-eleitoral/termos/voto_nulo.htm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Voto Nulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;. Esses links são do site de busca do TSE. :)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6023605987769605654-726535158149411766?l=bruckz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bruckz.blogspot.com/feeds/726535158149411766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6023605987769605654&amp;postID=726535158149411766&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/726535158149411766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6023605987769605654/posts/default/726535158149411766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bruckz.blogspot.com/2010/10/voto-branco-voto-nulo.html' title='voto branco, voto nulo'/><author><name>bruckz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05249544038985210696</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-eWP3sRAYadM/TwC1OzGR6YI/AAAAAAAAAVA/e8SFjecSnyM/s220/xx.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6023605987769605654.post-6778233427048863377</id><published>2010-10-05T15:33:00.004-03:00</published><updated>2010-10-05T19:28:15.693-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='integridade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Eleições 2010</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não vou falar que não gostei do resultado das eleições. Não é preciso. Primeiro que é redundante eu dizer que não concordo com alguma coisa, e segundo que o resultado geral das eleições foi um reflexo da hipocrisia, estupidez, ignorância e negligência das pessoas que dela participaram. Mais precisamente, das &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;1.353.820 pessoas que votaram no Tiririca, equivalendo a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(6,35%) dos votos válidos, de uma lista de 1170 candidatos a deputados federais, de um total de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;21.317.327 votos. Eu acredito que quem votou nulo  - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;2.149.100 votos, equivalente a  8,49% - tem mais opinião e leva a política brasileira mais a sério do que quem votou no Tiririca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-
