Muito me questiono a respeito da minha certeza em relação a quem sou eu, e se alguma vez eu já me traí. Muitas vezes me pego pensando se nao seria mais fácil e vantajoso se eu seguisse outro caminho, contrário ao que eu penso. Outras tantas vezes eu me surpreendo pensando "mas, afinal, se eu estou considerando a hipótese de me trair, então eu estou mesmo sendo eu?, eu estou sendo verídica?, isso não mostra que tenho mais de uma face?".
Dibs, no livro, referia-se a si mesmo na terceira pessoa. Isso pode significar muitas coisas, mas, entre elas, isso transmitia o fato de ele não ter uma identidade consolidada, a ponto de não ter segurança o suficiente para falar de si mesmo na primeira pessoa. Ele transmite o que está sentindo, o que vai fazer e o que está pensando na terceira pessoa. Loucura? Não.
Pessoalmente, acho que Dibs estava apenas verbalizando o que se passava em sua cabeça. A confusão em relação à sua identidade principalmente. Afinal, quem nunca parou na frente do espelho e se cumprimentou, como se o reflexo fosse alguém diferente? Suponho que seja normal se questionar e se sentir confuso quando se trata do próprio caráter, porque o caráter é algo que está constantemente sendo construído e aperfeiçoado. Veja bem, não MUDADO - quando você constrói e aperfeiçoa algo, as bases não mudam.
O jeito de Dibs era bruto e irredutível. Com o passar do tempo, ele foi lapidando seu caráter e se adaptando ao mundo em que vivemos - porque, por mais diferenciado que você seja, você ainda mora no planeta Terra. (Sorte ou azar, um dia temos de aprender a conviver com nossos - biologicamente - semelhantes)
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Dibs - continuação
conteúdo:
amadurecimento,
crescimento,
crianças,
cultura,
Dibs,
filosofia,
humanos,
integridade,
inteligência,
personalidade,
psicologia,
sentimentos,
sociedade
Dibs
Um tempo atrás comecei a perceber que uma das coisas mais difíceis hoje é manter-se íntegro e fiel ao que você acredita perante uma situação desafiadora e questionadora. Até aonde conseguimos ir? Quanto aguentamos, e em contrapartida, quanto somos capazes de aguentar?
Acabei de ler um livro que me marcou muito, o qual conta a história de um garotinho de seis anos, Dibs. Ele era bem difícil de se lidar, vivia sempre em sem mundo fechado, sem conversar. Com a ludoterapia, ele começa a se soltar, e a psicóloga vê a personalidade do garoto, a sua integridade e o seu caráter. E ela percebe que, apesar de todos os conflitos na escola e em sua família, ele se manteve o mesmo.
Isso é extremamente difícil para uma criança. Principalmente quando se tem um conflito com os pais - os pais são tudo para a criança, até uma certa idade. Mas Dibs conseguiu sozinho enfrentar a situação (de sua forma, errada, mas enfrentou) e manter-se o mesmo. Para a criança, e para Dibs, o essencial é sua família. Para o adolescente, presumo que os amigos assumam o papel principal. O adolescente, por estar construindo sua nova personalidade, sua nova mentalidade, e seus novos interesses, muitas vezes se deixa levar por amigos e opiniões alheias, esquecendo-se de formar uma opinião própria. Ou, em alguns casos, deixando suas opiniões próprias de lado.
Quanto isso pode interferir?, O quão difícil é manter-se 'você' nos dias de hoje?, Como não se deixar levar pela onda?, são coisas que eu venho me perguntando, e tenho achado, com algun esforço, respostas satisfatórias.
(continua)
Acabei de ler um livro que me marcou muito, o qual conta a história de um garotinho de seis anos, Dibs. Ele era bem difícil de se lidar, vivia sempre em sem mundo fechado, sem conversar. Com a ludoterapia, ele começa a se soltar, e a psicóloga vê a personalidade do garoto, a sua integridade e o seu caráter. E ela percebe que, apesar de todos os conflitos na escola e em sua família, ele se manteve o mesmo.
Isso é extremamente difícil para uma criança. Principalmente quando se tem um conflito com os pais - os pais são tudo para a criança, até uma certa idade. Mas Dibs conseguiu sozinho enfrentar a situação (de sua forma, errada, mas enfrentou) e manter-se o mesmo. Para a criança, e para Dibs, o essencial é sua família. Para o adolescente, presumo que os amigos assumam o papel principal. O adolescente, por estar construindo sua nova personalidade, sua nova mentalidade, e seus novos interesses, muitas vezes se deixa levar por amigos e opiniões alheias, esquecendo-se de formar uma opinião própria. Ou, em alguns casos, deixando suas opiniões próprias de lado.
Quanto isso pode interferir?, O quão difícil é manter-se 'você' nos dias de hoje?, Como não se deixar levar pela onda?, são coisas que eu venho me perguntando, e tenho achado, com algun esforço, respostas satisfatórias.
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